FELIZ 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como o voto na legenda para vereador pode beneficiar o partido rival !!!

"Atenção! Pelas novas regras eleitorais, seu voto na legenda pode ir para outro partido. Vote no número completo do seu vereador ou você poderá eleger um inimigo!"
Você deve ter visto mensagens com esta pipocando nas redes sociais na reta final para a votação do primeiro turno das eleições municipais, que acontece no domingo. Compartilhadas milhares de vezes, elas citam mudanças no Código Eleitoral propostas durante a presidência do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara e aprovadas em 2015.
A alteração, nos artigos 108 e 109, afeta principalmente os candidatos a vereador e deputado que são "puxados" para assumir mandatos graças aos recordistas de votos de seus partidos.
Você deve se lembrar de casos célebres nas eleições de 2014: o deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP), por exemplo, teve 1,5 milhão de votos e acabou elegendo outros quatro candidatos do seu partido. Outro exemplo famoso é o do palhaço Tiririca (PR-SP), que teve mais de um milhão de votos e "puxou" dois colegas de legenda.
Sem o empurrão dos candidatos recordistas, seus colegas homens não teriam votos suficientes para se eleger à Câmara.

E por que isso acontece???

A legislação permite que o "excesso" de votos de um candidato seja "transferido" para outros do mesmo partido, graças a um dispositivo chamado "quociente partidário" (entenda abaixo).
Mas, com a alteração na lei, estes candidatos "puxados" pelos recordistas de votos agora têm um novo obstáculo antes de assumir cargos públicos: eles precisam alcançar uma "nota de corte", um total mínimo de votos determinado por com outro dispositivo, chamado "quociente eleitoral".
Se estes candidatos não alcançarem a nota de corte, os votos na legenda poderão ir, sim, para outros partidos - normalmente os maiores e com mais dinheiro.
Quer dizer que um voto no PC do B pode ir para o PSDB? Um para o DEM pode ser transferido para o PT? Um no PSOL pode cair no colo do PMDB? Entenda, a seguir, o passo a passo sobre o que mudou

Palavras-chave

Eleição vai, eleição vem, e os termos "quociente eleitoral" e "quociente partidário" voltam à tona. Antes de tudo, o saiba que significa cada um:
- Quociente eleitoral: Número mínimo de votos que um partido ou coligação precisa para conquistar vagas na Câmara Municipal. É calculado dividindo-se o total de votos válidos na cidade pelo total de vagas disponíveis para vereadores.
- Quociente partidário: Total de vagas a que um partido ou coligação terá direito na Câmara Municipal após as eleições. É calculado dividindo-se a votação total na chapa (votos diretos mais o na legenda) pelo quociente eleitoral (descrito acima).

Nova regra

Os "campeões das urnas" tradicionalmente ampliam o número de votos angariados pela chapa, elevando assim seu quociente partidário e, consequentemente, o número de cadeiras a que tem direito - é dessa forma que candidatos muito menos votados acabam conseguindo suas vagas.
Mas a novidade desta eleição, a chamada "cláusula de desempenho", determina que todos os candidatos que ocuparem cadeiras de vereador ou deputado tenham, no mínimo, atingido um total de 10% do quociente eleitoral.
Assim, os candidatos que forem alçados ao cargo "de carona" nos mais votados agora precisam desta "nota de corte" - ou seja, 10% do número mínimo de votos necessários para que um partido ou coligação conquiste uma vaga.

Para onde vão os votos de quem não chega na nota de corte???

A nova lei diz o seguinte:
"Dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação pelo número de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente partidário do art. 107, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima".
O destino das cadeiras não ocupadas pelos candidatos que não alcançarem a "nota de corte" é definido, portanto, pela conta complicada descrita acima. Divide-se o total de votos recebidos pelo partido ou coligação pelo quociente partidário e soma-se 1.
A regra mostra que, antes da conclusão da votação, é difícil prever para quem irão estes votos.
Mas é possível ter uma ideia. "Em tese, o partido que for mais votado, o que alcançar mais cadeiras, vai alcançar a maior média", explica Robson Maciel, professor de direito eleitoral do Ibmec.
"Mas não dá para garantir. Não é correto cravar que o partido mais votado das eleições receberá os postos não ocupados pelos menores. Esta é só uma tendência."

Esta mudança beneficia (ou atrapalha) a quem???

Especialistas apontam dois efeitos diretos na alteração da legislação: primeiro, um obstáculo a mais àqueles candidatos que se elegem na carona de recordistas de votação, já que eles agora precisam alcançar 10% do coeficiente eleitoral.
Entretanto, os partidos que tradicionalmente recebem muitos votos na legenda - normalmente aqueles que têm candidatos com projeto político similar ou complementar - poderão ser prejudicados.
"A mudança evita distorções bizarras, como os casos de Tiririca ou Enéas (Carneiro, morto em 2007). Mas não é suficiente. O sistema eleitoral precisa passar por uma profunda reforma. Quando o monopólio do tempo de televisão for quebrado, por exemplo, aí sim as coisas vão mudar", diz o professor Maciel, do Ibmec.
Ele pondera os lados positivos e negativos da lei. "A cada eleição, o eleitor acaba se surpreendendo com os candidatos vitoriosos. É difícil para muitas pessoas entender, principalmente em cidades menores, porque um candidato com 10 mil votos não foi eleito e um de 4 mil foi", diz.
"Mas as projeções mostram que os partidos grandes ganham com esse tipo de regra, porque os mais votados, em geral PMDB, PSDB ou PT, tendem a ser beneficiados."
O advogado Eduardo Nobre, sócio-fundador do Instituto de Direito Político e Eleitoral (IDPE), ressalta que as consequências principais destas mudanças na lei devem ser percebidas apenas em 2018.
"A principal mudança acontecerá nas eleições para deputados, principalmente deputado federal. Essas distorções, com diferenças brutais entre as votações de candidatos, não são tão grandes nas eleições municipais. Aparecem mesmo nas candidaturas a deputado federal, que exigem mais votos", afirma Nobre.

SEIS MITOS SOBRE ELEIÇÕES...

A internet está cheia de informação sobre as eleições, mas muita dessa informação está errada, sendo na realidade uma “desinformação”.
Seis afirmações erradas sobre as eleições que você provavelmente já ouviu.
1. Voto em branco vai para quem está ganhando???
O voto em branco não é um voto válido e por isso não é atribuído a qualquer candidato. Por esse motivo, ele não é atribuído a quem está na frente.
No entanto, os votos em branco podem influenciar indiretamente o resultado da eleição. Sabe como? Descubra mais aqui.
2. Votos nulos podem anular a eleição???
Esta informação errada está fundamentada na confusão entre voto nulo e nulidade do voto.
Os votos nulos não são considerados válidos e por isso não contam para a apuração do resultado.
A nulidade do voto acontece quando é confirmada alguma fraude no processo eleitoral. Neste caso, a eleição pode ser anulada.
Veja quando a eleição pode ser anulada no artigo Voto Nulo Pode Anular a Eleição?
3. Nas eleições, quem tem mais votos é eleito???
Nas eleições, um candidato pode ser eleito para um cargo com menos votos do que outro. Isso acontece porque existe o quociente eleitoral e partidário que influenciam o número de votos necessários para que um candidato seja eleito.
Descubra mais aqui.
4. Depois da eleição é possível saber em qual candidato o eleitor votou???
Quando a eleição termina, é impresso um boletim de urna, que contém um registro com os votos e o número de eleitores (além de outras informações sobre a eleição). Esse boletim é afixado na seção eleitoral, sendo disponibilizado para os fiscais.
Os votos aparecem de forma aleatória, desta forma a Justiça Eleitoral garante que não é possível ligar o voto ao eleitor.
Ainda tem dúvidas? Veja como funciona a apuração de votos.
5. Quem não votou na última eleição não pode votar???
Não necessariamente. A lei eleitoral indica que uma pessoa que não vota em três eleições consecutivas tem o seu título de eleitor cancelado, não podendo votar. Nestes casos, cada turno conta como uma eleição, . Assim, se uma pessoa não votar no primeiro e no segundo turno de uma eleição, terá que votar na próxima eleição, ou terá o seu título cancelado.
O mesmo se aplica aos turnos. Quem não votou no primeiro turno, poderá ou não votar no segundo, dependendo se a ausência do voto foi a segunda ou terceira seguida.
6. Ninguém pode ser preso durante as eleições???
É verdade, porém há exceções. Cinco dias antes das eleições até 48h depois do fim da votação, eleitores não podem ser presos, a não ser caso de flagrante delito, por motivo de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O que disse Lewandowski, impeachment de Dilma foi um 'tropeço na democracia'...

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, lamentou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e classificou o episódio como "um tropeço na democracia". O comentário foi feito durante uma de suas aulas na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde o ministro leciona Teoria do Estado. Lewandowski foi responsável pela condução do julgamento de Dilma no Senado. A gravação foi registrada na última segunda-feira, 26, pela revista Caros Amigos.
Antes de encerrar a aula, Lewandowski criticou o presidencialismo de coalizão, que considerou ser fruto da Constituição de 1988, com o aumento dos partidos, mas também de um "erro" do Supremo, que acabou com a cláusula de barreiras. "Deu no que deu. Nesse impeachment que todos assistiram e devem ter a sua opinião sobre ele. Mas encerra exatamente um ciclo, daqueles aos quais eu me referia, a cada 25, 30 anos no Brasil, nós temos um tropeço na nossa democracia. É lamentável. Quem sabe vocês, jovens, consigam mudar o rumo da história."
Lewandowski também criticou a iniciativa do governo Michel Temer de propor a reforma do ensino médio através de uma medida provisória, na semana passada, sem consultar a população. "Grandes temas como o estatuto do desarmamento tiveram um plebiscito para consultar a população. Agora a reforma do ensino médio é proposta por medida provisória? São alguns iluminados que se fecharam dentro de um gabinete e resolveram tirar educação física, artes? Poxa, nem um projeto de lei não foi, não se consultou a população", declarou Lewandowski.
Ele afirmou ainda que "o Estado democrático de Direito é aquele que amplia direitos e complementa a democracia representativa mediante a participação popular". Para Lewandowski, "todas as leis importantes" só deveriam entrar em vigor após um plebiscito ou um referendo regulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo, segundo Lewandowski, poderia ser estipulado em alguns meses pelo próprio TSE. "A iniciativa legislativa tinha que ser facilitada também, pois o número de assinaturas mínimo é praticamente impossível", comentou aos alunos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Nota de corte' exige de candidato ao menos 10% do quociente eleitoral. Regra aprovada em 2015 será aplicada pela primeira vez neste ano...

Nova lei prevê desempenho mínimo nas urnas para candidato a vereador...



Uma mudança na legislação aprovada pelo Congresso na reforma eleitoral do ano passado – e que será aplicada pela primeira vez na eleição deste ano – estipulou uma espécie de "nota de corte", diferente em cada cidade, para um candidato a vereador se eleger.

Pela nova regra, os candidatos a deputado federal, deputado estadual e vereador necessitarão obter, individualmente, um total de votos de pelo menos 10% do quociente eleitoral, que é calculado dividindo-se o número de votos válidos da eleição (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras disponíveis na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa ou na Câmara Municipal.

Isso está fazendo com que, na campanha deste ano, partidos peçam aos seus eleitores para que abandonem a prática do voto de legenda (aquele em que o eleitor vota só no partido e não especificamente em um candidato) – leia mais abaixo.

O voto de legenda se soma aos votos que os candidatos obtêm individualmente para fins de se calcular o quociente partidário, que determina o número de vagas na Câmara Municipal ao qual o partido (ou coligação) terá direito – para isso, divide-se o número de votos válidos que o partido ou coligação obteve pelo quociente eleitoral.

Com a mudança introduzida pela reforma eleitoral do ano passado, o voto na legenda contribui para o quociente partidário, mas não ajuda os candidatos a vereador, individualmente, a alcançar os 10% do quociente eleitoral.

Um exemplo: se em determinado município, houve 100 mil votos válidos na eleição, e as cadeiras em disputa na Câmara são 10, o quociente eleitoral é 10 mil.

Nessa hipótese, com a nova regra, o candidato precisa de pelo menos mil votos (10% de 10 mil) para ter chance de se eleger.

Assim, se um partido recebeu 50 mil votos (somados os votos em candidatos e na legenda), e o quociente eleitoral é 10 mil, o resultado da conta dá 5. 

Portanto, o partido terá direito a cinco vagas.
Se, por hipótese, o quarto e o quinto colocados desse partido não alcançaram, na votação individual, 10% (mil votos) do quociente eleitoral (10 mil votos), o partido perderá essas duas vagas e ficará somente com três.

Nesse caso, a Justiça Eleitoral fará um novo cálculo, e as duas vagas serão transferidas para outro partido ou coligação cujos candidatos cumpram o requisito.

PRB
A mudança na lei também tira força dos chamados “puxadores” de voto, candidatos que, sozinhos, têm grande votação e acabam garantindo ao partido (ou coligação) outras vagas além da sua própria.

Se a nova regra estivesse em vigor na eleição de 2014, que escolheu os atuais deputados federais, a bancada de São Paulo do PRB teria ficado com duas vagas a menos.

Naquela eleição, o quociente eleitoral para os candidatos a deputado federal de São Paulo era 303.803 votos. No total, o PRB paulista obteve 2,24 milhões de votos, dos quais 1,5 milhão (68%) foram dados ao deputado Celso Russomanno, o mais votado do Brasil.

O desempenho de Russomanno permitiu que a bancada paulista do partido conquistasse oito vagas na Câmara dos Deputados, já que o quociente eleitoral não foi alcançado por nenhum dos outros sete eleitos – o segundo colocado do partido, Antonio Bulhões, por exemplo, obteve 137 mil votos.

Na hipótese de que a regra atual estivesse em vigor naquela eleição, dos oito eleitos por São Paulo, o PRB perderia dois – os deputados Marcelo Squassoni (eleito com 30.315 votos) e Fausto Pinato (22.097 votos), que não teriam atingido os 10% do quociente eleitoral (o correspondente a 30.380 votos).

Estratégia divide partidos
A uma semana da eleição, a questão divide as siglas sobre qual estratégia adotar: alertar o eleitor para priorizar o voto em candidatos e não na legenda ou não fazer alarde a fim de não desestimular os candidatos.

Alguns partidos, como o PSOL, estão incentivando os eleitores a votar diretamente em um candidato e não optar pelo voto na legenda.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) publicou na última sexta-feira (23) um vídeo no Facebook explicando a nova regra e pedindo aos eleitores para não votar na legenda.

"Em todas as eleições, o PSOL recebe muitos votos de legenda para vereador [...]. Contudo, dessa vez, eu quero pedir a você que não faça isso. Escolha um/a candidato (a) a vereador (a) do PSOL e vote o número completo", escreveu.

O líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), explicou que o objetivo da orientação do partido é justamente ampliar o número de votos em candidatos individualmente. "Estamos pedindo para votar nos vereadores porque temos que alcançar também um novo quociente", disse.

Crítico a essa mudança na legislação, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-SP), líder da sigla na Câmara, observa que a questão vai no sentido contrário ao que se pretende.

"Em vez de privilegiar as ideias do partido, o eleitor é obrigado a escolher um candidato”, avalia.
Fonseca conta que o PROS preferiu não fazer alarde sobre essa linha de corte para os candidatos a fim de, segundo ele, não desestimular quem tem chance menor de se eleger.

"É uma faca de dois gumes. Se chamarmos atenção para isso, os candidatos menores vão acabar desestimulados porque vão ver que não terão chance. Não queremos desestimulá-los", diz Fonseca. "Essa regra vai beneficiar partido grande. Só vai ficar peixe grande", declarou.

O PPS não tem dado muito destaque na campanha para essa alteração na legislação, segundo o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), líder da bancada na Câmara.

Ele disse, porém, que pretende procurar a direção do partido para alertar sobre o impacto do voto de legenda sobre as candidaturas dos menos conhecidos.

Sobra de vagas
Como o resultado dos cálculos para se determinar o total de vagas por partido geralmente produz números quebrados, acabam sobrando algumas vagas, distribuídas entre os partidos que asseguraram cadeiras na Câmara Municipal.

Para isso, é feito um novo cálculo, e o partido ou coligação com a maior média preenche a vaga, o que já acontecia em eleições anteriores. A diferença é que, agora, para conseguir ocupar essa vaga remanescente o candidato necessita ter o percentual mínimo de 10% do quociente eleitoral.

Veja mais no G1

TSE pensa em poupar Michel Temer da degola...Não !!! Que novidade...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga ter reunido provas suficientes para sustentar que o financiamento da campanha à reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer incluiu verbas desviadas do esquema criminoso da Petrobras. No caso, os dois teriam que ser depostos e não apenas Dilma.
De acordo com o que apurou o blog do Josias de Souza, são evidências documentais e testemunhais suficientes para justificar a cassação da chapa que prevaleceu em 2014. Como Dilma já foi deposta, o mandato que está em jogo é o de Temer. Contudo, já começam a soar no TSE avaliações sobre a conveniência de poupar o substituto de Dilma.
Se a chapa Dilma-Temer fosse cassada pelo TSE até o final do ano, o brasileiro teria a oportunidade de escolher um novo presidente da República em eleição direta. É o que determina a Constituição. Entretanto, são grandes as chances de o julgamento ser empurrado para 2017.
Nessa hipótese, caberia ao Congresso Nacional, apinhado de parlamentares sob investigação no petrolão, apontar o nome do próximo presidente. A eleição indireta é um dos fatores que levam ministros do TSE a afastar a corda do pescoço de Temer.
O TSE poderá perder a maior oportunidade de mostrar, que não sabe cassar apenas: vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores do Nordeste...

sábado, 24 de setembro de 2016

Se gritar pega,não fica um lá Brasília...

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de procedimentos preliminares para apurar fatos narrados na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato.

Os procedimentos preliminares visam a apurar a existência de um suposto acordo envolvendo parlamentares para barrar a operação, além de outras suspeitas envolvendo políticos do PT, PSDB e PMDB.

Teori Zavascki atendeu a pedidos formulados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que solicitou providências para dar prosseguimento à apuração após o acordo de delação premiada de Sérgio Machado ter sido validado pelo STF.

Na colaboração, Machado admitiu ter repassado propina a 28 políticos, que hoje integram oito partidos – PMDB, PT, PP, PC DO B, DEM, PSDB, PDT e PSB.

À época dos fatos narrados por Machado., o então candidato à prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, hoje no PDT estava no PMDB. O deputado Heráclito Fortes (PI), hoje no PSB, estava no DEM.

Só para o PMDB, que teria apadrinhado a nomeação de Machado para a presidência da Transpetro, ele teria arrecadado R$ 100 milhões, segundo depoimento prestado ao Ministério Público.
Janot quer averiguar, em procedimentos separados, quatro termos da delação premiada de Machado (os termos 10, 11, 12 e 13).

Após a apuração preliminar, o procurador-geral poderá ou não pedir ao STF a instauração de inquéritos para investigar políticos.

O ministro também remeteu trechos da delação para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça, por envolverem pessoas sem foro privilegiado.
Ele também mandou juntar informações sobre fraudes na Transpetro em um inquérito que já está em andamento no Supremo e que tem como alvos o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Citação a Temer
O termo 10, um dos trechos que Janot pediu para averiguar em separado, trata de conversas gravadas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e os senadores Renan Calheiros e o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Nas conversas, os políticos falam com Machado sobre como viabilizar um acordo para paralisar a Lava Jato. Renan Calheiros sugere, em uma das conversas, alterar a lei de delação premiada, acordos de leniência e execução provisória da pena.

Em nota enviada nesta sexta, a defesa do senador Romero Jucá afirmou que "delações premiadas irresponsáveis acabam comprometendo pessoas que não tem nada a ver com as investigações".
"A de Sergio Machado já está totalmente desmoralizada e comprovadamente falsa no momento em que se negou pedido de prisão respaldado na mesma", diz a nota.

Esse termo cita ainda o presidente da República, Michel Temer. Machado diz em depoimento ter conversado com ele na Base Aérea de Brasília, em setembro de 2012. Na ocasião, segundo Machado, Temer pediu recursos para a campanha de Gabriel Chalita, então candidato à Prefeitura de São Paulo.

Segundo o ex-presidente da Transpetro, o contexto da conversa deixou claro que ele deveria solicitar recursos ilícitos para empresas que tinham contratos com a estatal na forma de doação oficial para a campanha de Chalita – o valor acertado foi R$ 1,5 milhão e a doação teria partido da Queiroz Galvão.
Em nota, divulgada à época em que a delação foi divulgada, Temer afirmou que é "absolutamente inverídica" a acusação feita contra ele por Sérgio Machado.

Procurada na ocasião, a Queiroz Galvão informou que não comenta investigações em andamento e disse que todas as doações eleitorais que fez "obedecem à legislação".

Aécio Neves
No termo 11 da delação premiada, Sérgio Machado também relatou uma suposta articulação, ocorrida em 1998, para eleger uma bancada de, pelo menos, 50 deputados federais para viabilizar a candidatura do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), para a presidência da Câmara no ano de 2000. À época, Aécio era deputado federal e tentava a reeleição.

De acordo com o ex-dirigente da Transpetro, Aécio embolsou sozinho R$ 1 milhão dos R$ 7 milhões que foram arrecadados pelo esquema durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, Machado era líder do PSDB no Senado.

Ele contou aos procuradores da República que, ao participar do comitê central da campanha de reeleição de FHC, se reuniu com Aécio e com o então presidente nacional do PSDB, o ex-senador Teotônio Vilela para montar o esquema de arrecadação eleitoral. Ele diz que Aécio e Teotônio Vilela pediram à campanha presidencial tucana recursos para ajudar as bancadas.

Segundo o delator, os tucanos decidiram doar entre R$ 100 mil e R$ 300 mil a cada candidato. Para conseguir esses recursos, disse Machado, além dos contatos com as empresas que fariam doações ilícitas em espécie, eles procuraram o então ministro das Comunicações Luis Carlos Mendonça de Barros, que, conforme a delação, garantiu cerca de R$ 4 milhões para o esquema.

Em nota divulgada na ocasião, Aécio disse que as acusações de Machado são "falsas e covardes".

Na época em que as denúncias de Machado se tornaram públicas, Camargo Corrêa disse apenas que "colabora com a justiça por meio de um acordo de leniência".

Outros políticos
O termo 12 envolve o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo Machado afirmou na delação, Vaccarezza o procurou em 2010 para ter apoio da Transpetro, que ajudaria com R$ 500 mil por meio de doação para o PT. Esse valor, segundo Machado, era oriundo de vantagens ilícitas pagas pela Camargo Corrêa, contratada pela Transpetro.

Ainda no termo 12, Machado afirma que, sempre em épocas de eleição, era procurado pelo ex-ministro e atual senador Garibaldi Alves (PMDB).

Em 2010, ele disse ter intermediado o pagamento de R$ 200 mil pela Queiroz Galvão e R$ 250 mil da Camargo Corrêa em 2012. Machado disse que Garibaldi também pediu ajuda à candidatura de seu filho, Walter Alves, à Câmara dos Deputados.

Sobre Agripino Maia (DEM-RN), Machado diz que a dinâmica também era a mesma: sempre em épocas de eleição, era procurado para que intermediasse doações. Ele diz que o senador do DEM recebeu, em 2010, R$ 300 mil para sua campanha ao Senado (pela Queiroz Galvão); e R$ 250 mil, em 2014, para a campanha do seu filho, o deputado Felipe Maia (DEM-RN), à Câmara.

Sérgio Machado também diz ter intermediado o pagamento de propina no valor de R$ 250 mil, pela Queiroz Galvão, ao então presidente do PPFrancisco Dornelles durante as eleições de 2010. O valor teria sido destinado ao PP-RJ.

Ainda no termo 12, Machado disse que também repassou recursos ilícitos aos deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Luis Sérgio (PT-RJ) que, segundo ele, sempre foram defensores da indústria naval.

O ex-presidente da Transpetro afirma que os dois o procuravam pessoalmente em épocas de eleição e pediam apoio. Após o pedido, ele estudava e os chamava novamente para dizer de onde viriam os recursos. No caso de Jandira, ele diz que a Queiroz Galvão repassou R$ 100 mil em 2010. Já para Luis Sérgio, foram repassados R$ 200 mil em 2010 e outros R$ 200 mil em 2014, sompre pela Queiroz Galvão.

À época da divulgação do teor da delação de Machado, todos os políticos citados negaram irregularidades nas doações.

Grupo JBS
No termo 13, Sérgio Machado disse que ouviu de diversos senadores, em reuniões na casa de Renan Calheiros, que o grupo JBS iria fazer, em 2014, uma doação de R$ 40 milhões ao PMDB, a pedido do PT, para abastecer a campanha do partido ao Senado.

Ele diz que a doação foi posteriormente confirmada a ele pelo diretor de Relações Institucionais do grupo. Não soube dizer, contudo, se a JBS obteve algum favorecimento do PT ou do governo em troca dessa doação.

Os R$ 40 milhões, afirmou, eram somente para a bancada do PMDB no Senado. Os senadores que supostamente se beneficiariam da doação foram, segundo Machado: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros não citados nominalmente.

Segundo Machado, a informação da doação chegou ao conhecimento da bancada do PMDB na Câmara, que teria se queixado pelo fato de o dinheiro ter sido destinado exclusivamente à bancada do partido no Senado.

Em nota divulgada na ocasião, o PMDB afirmou que "sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país", acrescentanto que "doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas".

O texto diz que, "em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrados nenhum indício de irregularidade”.

Governo recua !!! Hà não !!! De novo ???

O governo federal publicou nesta sexta-feira (23) o texto da medida provisória ( MP) sobre a reforma do ensino médio. Com o novo texto, o Ministério da Educação (MEC) volta atrás e mantém a obrigatoriedade de artes, educação física, filosofia e sociologia até que seja concluída outra etapa da reforma. Além disso, o texto manteve em aberto questões sobre como será a aplicação prática das medidas.
(( Diário Oficial da União, 23/09/2016))

A MP ainda terá de ser aprovada em até 120 dias pela Câmara e pelo Senado, caso contrário, perderá o efeito. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o texto da medida provisória havia passado apenas por ajustes técnicos jurídicos, além de uma revisão de português. A pasta negou mudanças no conteúdo da proposta.

Entretanto, o G1 verificou nesta tarde que o MEC incluiu um ponto no texto que determina que o ensino de artes, educação física, filosofia e sociologia continuem em vigor até o segundo ano letivo posterior à aprovação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Apesar de ter deixado explícito que nada muda até a nova base, o MEC manteve na medida provisória o trecho que retira da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a garantia explícita de que essas disciplinas (artes, educação física, filosofia e sociologia) deveriam ser aplicadas no ensino médio.

Na versão final do texto, assim como na prévia apresentada na quinta, as disciplinas obrigatórias citadas explicitamente pelo texto são somente português, matemática e inglês.

O MEC considera que os demais conteúdos essenciais de todas as 13 disciplinas do ensino médio "antigo" estarão contemplados dentro do conteúdo obrigatório que deve ser definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A BNCC deve ser concluída em "meados de 2017", segundo o ministério.

Em nota, o MEC negou o corte sumário das disciplinas. “Não está decretado o fim de nenhum conteúdo, de nenhuma disciplina. Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias na parte da Base Nacional Comum: artes, educação física, português, matemática, física, química. A Base Nacional Comum será obrigatória a todos. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área. Vamos inclusive privilegiar professores e alunos com a opção do aprofundamento", afirmou o MEC em nota.


VEJA ABAIXO OS PRINCIPAIS PONTOS:


Quando entra em vigor?

A medida provisória já tem efeito imediato, mas o governo condicionou vários pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que só deve ficar pronta em "meados de 2017". Por isso, a previsão do MEC é que somente turmas iniciadas a partir de 2018 sejam as primeiras plenamente afetadas pela reforma. Ainda não se sabe se a medida valerá somente para os alunos que vão ingressar no primeiro ano do ensino médio em 2018, ou se também será válida para os do segundo e terceiro anos.

A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, diz que os estados com sistemas "mais avançados", como Pernambuco e São Paulo, já podem promover outros tipos de mudança – incluir módulos de ensino profissional ou testar ênfases no contraturno, por exemplo. Para tirar algum conteúdo que já está sendo ensinado, no entanto, é preciso aguardar a base curricular.

A carga horária aumenta para todo mundo?

Esta é a meta do governo, mas não houve detalhamento de como isso ocorrerá. A medida provisória diz que ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o MEC.

Gestores serão punidos se o ensino médio não for integral?

Não há previsão de sanções ou mesmo metas dentro da medida provisória em relação ao aumento progressivo da carga horária.

Estados terão que arcar com custo?

Não há estimativa de quanto os estados gastariam com a ampliação dos turnos para integral. Para apoiar algumas escolas e atender 500 mil dos quase 8 milhões dos estudantes, a pasta prevê investir, até o fim do mandato, R$ 1,5 bilhão.

O MEC não apresentou estudos, por exemplo, sobre quanto as redes estaduais vão precisar gastar na expansão da infraestrutura, como a construção de escolas, para que a carga horária mínima anual do ensino médio possa ser “progressivamente ampliada”, considerando que o ensino integral impede que as escolas tenham dois turnos (matutino e vespertino).


MEC ou estados definirão os currículos?

O MEC diz que a reforma foi pensada para dar autonomia aos estados. Além disso, já estava previsto que, após a definição da BNCC, os estados construíssem seus novos currículos conforme as diretrizes.

Por isso, qualquer mudança nos currículos precisa ser aprovada pelas secretarias estaduais de educação, que só devem começar a promover alterações com as novas diretrizes da BNCC em mãos.

E, por isso, caberá a cada estado definir como será oferecida a possibilidade de os alunos optarem por disciplinas e áreas de concentração.

O que será a chamada divisão em módulos?

A medida provisória determina que o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o sistema de créditos ou disciplinas. Entretanto, essa possibilidade não foi detalhada no texto da medida provisória.

Como afeta vestibulares e Enem?

O MEC diz que o Enem não muda neste ano. Entretanto, a MP prevê que os vestibulares deverão cobrar apenas o que for determinado pela Base Nacional Comum Curricular. Apesar disso, o MEC não detalhou como as redes estaduais devem orientar processos seletivos locais.

E na prática, vestibulandos têm dúvidas sobre como, por exemplo, a Fuvest será impactada pela nova BNCC. Segundo Maria Inês Fini, presidente do Institituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, diz que as mudanças ocorrerão após a definição do novo currículo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Direitos como FGTS, 13º e férias podem deixar de existir???

A CLT é um complexo de normas jurídicas que regula as relações de emprego, o processo do trabalho e as relações sindicais. Muitos dos direitos dos trabalhadores previstos na CLT também estão presentes na Constituição Federal. É caso, por exemplo, do 13º salário, férias, licença à gestante, FGTS e a duração máxima da jornada normal de trabalho.
Uma mudança na CLT não poderia suprimir esses direitos previstos na Constituição Federal. Em tese, estes somente poderiam ser eliminados mediante uma emenda constitucional. Porém, no caso de tais direitos trabalhistas, boa parte dos estudiosos entende que não poderiam ser suprimidos, nem mesmo por emenda, uma vez que seriam considerados “cláusulas pétreas”.
Por outro lado, discute-se quais modificações poderiam ser feitas na CLT. Por exemplo, a Constituição Federal prevê o direito às férias, mas não especifica a quantidade de dias de férias a que o funcionário tem direito. Quem faz isso é a CLT. Assim, uma questão que se coloca é: a CLT poderia manter o direito de férias, mas reduzir o número de dias?
As opiniões divergem, mas tende a prevalecer a ideia da existência do princípio da norma mais favorável no Direito do Trabalho, que também deve prevalecer no momento da elaboração da norma. Isso significa que a criação de uma nova regra no Direito do Trabalho apenas pode ser feita quando ela representar um benefício ao trabalhador e não a criação de uma condição mais prejudicial.
Vale ressaltar, por fim, que esse tema não possui um posicionamento único entre os estudiosos do Direito do Trabalho, estando a palavra final dependente do posicionamento dos Tribunais competentes na aplicação do caso concreto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O preço da gasolina no mundo, entre 176 países, o Brasil está em 116ª...

O preço da gasolina no mundo: de R$ 0,03 a R$ 6,10 por litro

Venezuelanos são os que pagam menos...

O site GlobalPetrolPrices.com faz um ranking de preços do litro da gasolina em 176 países, com base em valores atuais ou séries antigas atualizadas pelos preços do petróleo e na variação cambial. De acordo com o levantamento de 19 de setembro, a Venezuela tem o litro mais barato, a R$ 0,03...

Top 10: países produtores:
Arábia Saudita (R$ 0,76)
Turcomenistão (R$ 0,91)
Argélia (R$ 0,91)
Kuwait (R$ 1,11)
Qatar (R$ 1,22)
Irã (R$ 1,27)
Equador (R$ 1,27)
Cazaquistão (R$ 1,33)
Malásia (R$ 1,34).

25 países cobram até R$ 2 por litro...

Segundo o levantamento, apenas 25 de 176 países cobram menos de R$ 2 por litro. Entre eles aparecem a Bolívia, que tem o 16º menor preço, de R$ 1,68, e Rússia, que é o 21º mais barato, com o combustível ao custo de R$ 1,90...

55 cobram de R$ 2 a R$ 3 pela gasolina...
Segundo o site GlobalPetrolPrices.com, 55 paíse cobram entre R$ 2 e R$ 3 pelo litro da gasolina. Os EUA têm o 31º combustível mais barato do mundo, a R$ 2,12. Cobrando R$ 2,26, a Colômbia tem o 36º litro mais em conta. México aparece em 49 (R$ 2,46), a África do Sul é o 69º (R$ 2,77), e o Peru é o 77º, cobrando R$ 2,87...

Gigantes asiáticos cobram mais de R$ 3...
China e Índia aparecem perto uma da outra na listagem. Na China, o litro da gasolina sai a R$ 3,15, o que deixa o país como o 91º entre os que menos cobram pelo combustível. A Índia ocupa a 95ª colocação, com a gasolina a R$ 3,24...

Brasil e outros latino-americanos...
O Brasil e outros países da América do Sul aparecem entre a 100ª a a 120ª colocação. Ou seja, estão na entre os mais caros já que o ranking lista 176 países. O Paraguai cobra R$ 3,37 (103) e no Chile o litro sai a R$ 3,50 (109). O Brasil cobra em média R$ 3,65 e fica na 116ª posição. A Argentina está no 120º lugar, com R$ 3,72...

Em 26 países, gasolina na casa de R$ 4...
A gasolina custa cerca de R$ 4 em 26 países.
Entre eles estão:
Áustria (R$ 4,07)
Espanha (R$ 4,19)
Cuba (R$ 4,28)
Uruguai (R$ 4,65)
França (R$ 4,75)
Alemanha (R$ 4,78)
Portugal (R$ 4,99).
Entre R$ 5 e R$ 6...

Em 13 países, o litro da gasolina varia entre R$ 5 e R$ 6. Na Grécia, o combustível sai a R$ 5,21, enquanto na Itália custa R$ 5,29. Em Israel, o litro vale R$ 5,31. Mônaco cobra R$ 5,44 e Holanda, R$ 5,47. Mas a gasolina mais cara do mundo é a de Hong Kong: R$ 6,10.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poeta 'Zé Laurentino' morre em clínica particular de Campina Grande...

Morte foi confirmada pela família no início da tarde desta quinta-feira (15).
Aos 73 anos, Zé Laurentino enfrentava câncer no fígado.

Poeta Zé Laurentino enfrentava câncer e teve complicações na últimas semanas (Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba )
O poeta paraibano José Laurentino, mais conhecido como 'Zé Laurentino', morreu aos 73 anos em uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste paraibano, nesta quinta-feira (15). A morte foi confirmada por parentes dele no início da tarde. O escritor enfrentava um câncer no fígado e estava internado há algumas semanas depois de começar a sentir fortes dores.

Ainda de acordo com a família, desde a semana passada, Zé Laurentino foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois que foi constatada uma inflamação no pulmão e confirmado que o fígado e rins dele pararam de funcionar. O corpo do poeta vai ser velado em uma central de velórios no bairro Velame. O enterro está marcado para às 10h desta sexta-feira (16), no cemitério do bairro Cruzeiro, em Campina Grande.

'Zé Laurentino' era natural de Puxinanã, mas morava  há décadas em Campina Grande. Ele foi autor de vários livros, entre os quais “Sertão, humor e Poesia” (1990) e “Poemas, prosas e glosas” (1988), entre outros. Membro da Academia de Letras de Campina Grande, 'Zé Laurentino' também fez várias parcerias ao longo de sua carreira. Com Tião Lima gravou dois CDs e com o poeta Edvaldo Perico escreveu “Dois poetas, dois Cantares”.  No começo dos anos 2000, representou o Brasil em um congresso sobre latinidade em Santiago de Compostela, na Espanha.

O câncer no fígado não foi seu primeiro grave problema de saúde. O poeta chegou a passar três anos cego e havia recuperado a visão em dezembro do ano passado, quando fez uma cirurgia.
G1 PB

Abilio Diniz, um dos maiores empresários do país, defende CPMF...

Abílio Diniz (Gnews) (Foto: GloboNews)
O empresário Abilio Diniz disse, em entrevista à jornalista Miriam Leitão, exibida nesta quinta-feira (15),  na GloboNews, que a carga tributária no Brasil "é extremamente elevada", mas defendeu a CPMF como forma de reduzir o déficit público.
"Você quer continuar carregando o déficit ou você aceita um pouco mais de imposto? É um imposto que não dá trabalho para arrecadar, você arrecada automaticamente, é um imposto de alíquota muito baixa", afirmou, acrescentando ser evidente que é preciso cortar gastos.
Abilio Diniz já enfrentou várias crises econômicas e sempre se reinventou como empreendedor. Atualmente, ele tem uma empresa de participações, a Península, sócia do Carrefour, e é presidente do conselho de administração da BRF, uma gigante do setor de alimentos.
O empresário, que apoiou o governo do PT, principalmente durante o período do governo Lula, defende agora o governo Temer: "Eu acho que a forma como aconteceu o processo de impeachment, por mais doloroso que tenha sido, trouxe para o Brasil uma nova perspectiva, trouxe a volta da esperança, da expectativa de que as coisas podem melhorar. Nós não estamos mais naquela situação onde o desemprego estava aumentando terrivelmente, a inflação estava crescendo, o câmbio com volatilidade imensa, taxa de juros muito alta, nós estávamos realmente num mundo muito difícil."
Para Diniz, o governo Dilma não teve a mesma continuidade do período Lula. "Eu acho que não faltou boa vontade, eu acho que houve seriedade, honestidade, principalmente por parte da Dilma. Eu acho que ela teve realmente vontade de fazer e não conseguiu fazer", ressaltou.
Apesar da crise econômica, o empresário garante que há interesse no exterior de investir no Brasil e que bancos e  fundos de investimentos estrangeiros têm muito dinheiro para aplicar no país: "Há total interesse. Recebemos na Península um dos maiores fundos de investimento do mundo. O que estavam fazendo? Vieram sondar sobre a possibilidade de investimentos."

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ELEIÇÕES PARA ''NOVO CONSELHO GESTOR DA SAÚDE ''UBS" CAMPO LIMPO''...

No dia 23 de setembro de 2016, das 08h00 as 17h00, será realizadas eleições, para eleger o novo Conselho Gestor da Saúde da UBS Campo Limpo, Rua Jorge Ozzi 211, Jardim Catanduva-São Paulo-SP

O numero de vagas para cada segmento é distribuídas da seguinte forma:
50% segmento usuário, sendo 6 candidatos.
25% segmento trabalhador, sendo 3 candidatos.
25% segmento administrativo, sendo 3 candidatos.


O eleitor pôde votar em dois candidatos, as cédulas que contiveram mais de dois candidatos assinalados foram consideradas anuladas. Para as cédulas que não foram assinaladas, votos brancos.

CANDIDATOS:
SEGMENTO USUÁRIOS:
-Fabio Fabre *
-Ilda Aparecida Tozo
-José Antonio da Costa (Dé Anizio)*
-José Saraiva (Sr Saraiva)*
-Lucilene Seada dos Santos*
-Luzinete Lucas Costa de Oliveira
-Maria Tereza Lima Coelho
-Vanderlea Rezende
SEGMENTO TRABALHOR:
-Ana Paula Bloise
-Cássio Raul de França Barbosa
-Fabio Vital Franco
-Marisila Rodrigues Tanure Horta*
-Rosangela Fortunato

Obs:. *Reeleição

O Conselho Gestor da Saúde de UBS, é um cargo voluntario, onde não se recebe nenhuma remuneração por serviços prestados a comunidade .
De dois em dois anos a comunidade elege seus representantes.
São os Conselheiros Gestores que realizam o controle da Política Municipal de Saúde, efetivando a participação da população e funcionários na gestão do SUS.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Governo Temer só de macha ré, mais um recuo...

Governo não é 'idiota' de cortar direitos em saúde e educação, diz Temer...

O presidente Michel Temer rebateu duramente as críticas de que o governo cortaria gastos em saúde e educação, como tem dito a ex-presidente Dilma Rousseff. Em cerimônia do Ministério da Saúde no Planalto nesta quarta-feira, Temer disse que vai "combater" essas versões e pediu ajuda na tarefa para ministros e parlamentares.
- Um governo cidadão tão estupidificado, tão idiota que chega ao poder para restringir os direitos dos trabalhadores, para acabar com saúde e para acabar com educação - ironizou Temer, completando que isso é um problema para o governo, e muito desagradável.
- Isso vai pegando, passando de um para outro, e as redes sociais hoje têm poder extraordinário. E eu vou combatê-los. Não vou permitir que se faça de outra maneira - esbravejou Temer, batendo a mão no púlpito no Planalto.
- Isso é inadmissível, porque quando nós falamos em teto de gastos, falamos da totalidade dos gastos. Não teto para saúde ou educação.
Temer ressaltou que o teto de gastos vale para os gastos como um todo. Ou seja, outros gastos podem ser compensados. O presidente também criticou as notícias de que seu governo elevaria a carga horária para 12 horas, após declarações do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em reunião com sindicalistas. Temer chegou a pedir ao ministro que esclarecesse os fatos. Nogueira havia dito que o governo queria uma jornada semanal de 48 horas — 44 horas, mais 4 extras — e permitir que cada categoria estabelecesse, via convenção coletiva, a melhor forma de distribuir esse tempo. O teto diário, explicou o ministro, seria de 12 horas.
Mesmo antes do afastamento do Planalto, a ex-presidente Dilma Rousseff atacava Michel Temer frequentemente pela parte social, afirmando que ele iria acabar com programas sociais. No último dia 29, quando foi defender-se no plenário do Senado no impeachment, a petista atacou a proposta de emenda constitucional (PEC) do teto de gastos, enviada ainda pelo governo interino, para limitar o crescimento do gasto público à inflação do ano anterior. Dilma disse que a medida impediria que "mais crianças e jovens" tivessem acesso às escolas.
- É impedir que, por 20 anos, mais crianças e jovens tenham acesso às escolas; que, por 20 anos, as pessoas possam ter melhor atendimento à saúde; que, por 20 anos, as famílias possam sonhar com casa própria - alfinetou Dilma no Senado, dois dias antes de ser destituída da Presidência.
Em dezembro do ano passado, poucos dias depois de seu processo de impeachment ser aberto na Câmara, a ex-presidente Dilma Rousseff havia criado um site para desmentir boatos. O "Fatos e boatos" buscava que internautas "só compartilhassem a verdade", e queria confrontar "versões facciosas".
Agência O Globo

SITUAÇÃO DOS CANDIDATOS, PREFEITOS, VICES E VEREADORES (AS) EM DONA INÊS-PB...

COLIGAÇÃO: UNIDOS POR UM NOVO CAMINHO
CARGO: PREFEITO
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
Clodoaldo
15
PMDB
Deferido
COLIGAÇÃO: UNIDOS POR UM NOVO CAMINHO
CARGO: VICE-PREFEITO
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
Elmo José
15
PTB
Deferido
COLIGAÇÃO: UNIDOS POR UM NOVO CAMINHO
CARGO: VEREADOR (a)
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
Adelson
22.123
PR
Deferido
Andrea
22.300
PR
Deferido
Antonio Andrade
14.321
PTB
Deferido
Beto de Zé Pequeno
14.567
PTB
Deferido
Bianca Cristina
15.151
PMDB
Deferido
Edimilson Rocha
15.222
PMDB
Deferido
Eric
15.789
PMDB
Deferido
Felipe da Banca
15.555
PMDB
Deferido
Gaguinho
15.122
PMDB
Deferido
Gustavo Lázaro
22.000
PR
Indeferido
Ivonice
22.200
PR
Deferido
João Barbosa
15.123
PMDB
Deferido
Luana
14.400
PTB
Indeferido
Marquinhos
15.552
PMDB
Deferido
Nataline Gomes
15.678
PMDB
Deferido
Nequinho Paulino
15.606
PMDB
Deferido
Ramalho
14.123
PTB
Deferido
Uliana
40.123
PSB
Deferido
COLIGAÇÃO: A VONTADE DO POVO
CARGO: PREFEITO
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
João Idalino
55
PSD
Deferido
COLIGAÇÃO: A VONTADE DO POVO
CARGO: VICE-PREFEITO
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
Demétrio
55
PSD
Deferido
COLIGAÇÃO: A VONATADE DO POVO
CARGO: VEREADOR (a)
NOME NA URNA
NÚMERO
PARTIDO
SITUAÇÃO
Adolfo
45.123
PSDB
Deferido
Alexandre Xandão
11.123
PP
Deferido
Carmélia
55.999
PSD
Deferido
Cleide
11.325
PP
Deferido
Damásio
55.555
PSD
Deferido
Dema
55.607
PSD
Deferido
Denizar
55.789
PSD
Deferido
Edmilson
55.603
PSD
Deferido
Flávio José
11.000
PP
Deferido
Jairo
55.777
PSD
Dferido
Luana
11.999
PP
Deferido
Luiz Alves
55.678
PSD
Deferido
Michelle
11.333
PP
Deferido
Neco Lobão
11.222
PP
Deferido
Rhuan
11.111
PP
Deferido
Rosinha Bolachinha
55.888
PSD
Deferido
Solange
11.989
PP
Deferido