FELIZ 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

TODOS COM MEDO DE CUNHA...

TODOS ALERTA COM AVISO DE CUNHA
Deputados da antiga oposição estão em alerta com o movimento de setores do governo que avaliam que é melhor votar o processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha somente depois do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Um auxiliar palaciano demonstrou preocupação com a possibilidade da cassação de Cunha contaminar o processo de impeachment. Para alguns parlamentares, Cunha estaria mandando recados de que poderia fazer uma delação premiada com sua provável cassação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem afirmado que pretende votar a cassação de Cunha em agosto. “Cunha quer intimidar integrantes do seu partido, o PMDB. Mas não vai conseguir intimidar toda a Câmara”, ressaltou um deputado tucano surpreso com o movimento para adiar a cassação de Cunha.

ENQUANTO ISSO
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ofereceu nesta quarta-feira (27) um churrasco de despedida para funcionários na residência oficial da presidência da Câmara. A casa fica no Lago Sul, região nobre de Brasília.
De acordo com a assessoria de Cunha, cerca de 50 funcionários, que trabalharam com o peemedebista durante o período em que ele ocupou a presidência da Câmara, participaram do almoço na residência oficial.
Estavam presentes assessores, seguranças, policiais legislativos, e funcionários da casa, além da mulher de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz. Cunha circulou entre os convidados vestindo camisa social listrada e gravata azul.
Parlamentares e políticos não foram convidados para o almoço que, segundo a assessoria do deputado afastado, foi custeado com recursos próprios de Eduardo Cunha em "um gesto de simpatia e gratidão" aos funcionários.
Cunha contratou uma empresa que ficou responsável pelo buffet. A organização do almoço colocou algumas mesas no jardim, próximas à piscina da casa. O almoço foi animado por música ao vivo, em uma estrutura de som montada ao lado das mesas.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

PROJETO TEMER...

No jornal Valor Econômico de hoje (segunda 25), trás...

 O governo concluiu a formula de um projeto pós-impeachment. Denominado projeto Temer ,para''reconstruir o Brasil", o estudo aponta para o futuro imediato, mas deixa antever também um horizonte mais profundo. Consolida as áreas prioritárias para onde espera receber investimentos, as reformas necessárias e sua hierarquização -PREVIDÊNCIA, TRABALHO, FISCAL e POLÍTICA-, e relaciona medidas de  gestão que garantirão a eficácia do planejado. Entre os resultados esperados  dois se destacam: a retomada do pleno emprego e , quem sabe, a reconquista do grau de investimento.

 Cinco grandes eixos de prioridades do governo foram definidos: Econômico (reequilíbrio fiscal, melhoria do ambiente de negócios, reforma previdenciária e trabalhista); o Social e Cidadania (pacto nacional pelo emprego, programa fazer mais com menos na SAÚDE, salto de qualidade e gestão na EDUCAÇÃO, melhora das políticas de transferência de renda); a Reconexão do Brasil com o mundo (gestão de crises, emergências e grandes eventos); gestão pública (programa de modernização do Estado e programa nacional anticorrupção).
 Nas soluções que surgirão em prazo mais longo, o governo estabeleceu quatro reformas consideradas inadiáveis, além da maior de todas que o governo já negociou, a do teto de gastos, que será voltada neste segundo semestre. A primeira grande reforma, considerada mais difícil de ser aprovada, é a da PREVIDÊNCIA SOCIAL. A segunda é a reforma TRABALHISTA. Segundo o ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilhada, os principais pontos serão dar prioridade aos ACORDOS COLETIVOS, estimular a criação de empregos, além de regulamentar a TERCEIRIZAÇÃO (trabalho escavo). Em seguida, o Planalto vislumbra mudanças na área fiscal, principalmente, com uma reforma do ICMS e do PIS/Cofins.
 Na fase final, Temer tentará reformular normas eleitorais e partidárias. As propostas se concentra na perda de mandato em caso de infidelidade partidária, a proibição de coligações em eleições proporcionais e a criação de uma ''cláusula de barreira"-norma para restringir o número de partidos.

MAIS EM ANO ELEITORAL Temer LIBARA R$ 2 BILHÕES PARA MUNICÍPIOS !!!

Em ano eleitoral, presidente interino Michel Temer LIBEROU R$ 2 BILHÕES para prefeitos.

Alguns ministros aprovaram a liberação para fazer agrado ás bases políticas. O reforço no caixa ajuda a acelerar obras que podem ser vitrines para candidatos em um ano em que as campanhas tendem a receber menos recursos...

VEJAMOS, QUEM VAI PAGAR O PATO ??? SOMOS NÓS MESMOS !!!
PORQUE NÃO A TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS ???
PORQUE A CORDA SÓ QUEBRA DO LADO FRACO !!!
NESSA HISTÓRIA QUEM É O LADO FRACO ???
O POVÃO...

BRASIL QUE POUCOS MANDAM...


José está na cadeia porque xingou o juiz...

José Valde Bizerra tem 62 anos e está condenado a passar os próximos sete na cadeia. Tudo porque ofendeu o juiz José Francisco Matos, da 9.ª Vara Cível de Santo André, no ABC Paulista, por e-mail e nas redes sociais. Ele não concordava com uma decisão do magistrado em ação contra o despejo de sua banca de jornal. Bizerra xingou o juiz de “vagabundo, ladrão e corrupto”.
Bizerra foi dono de uma banca de jornal na Avenida Queiroz Filho, em Santo André, por 30 anos. Em 2007, decidiu mudar o ponto para um terreno ao lado de um cemitério. Assinou contrato de locação com os proprietários da área mas, dois anos depois, sofreu ação de despejo. A prefeitura alegou que a banca não poderia ser construída em local de interesse público. Ele entrou com uma ação contra os proprietários e, em setembro de 2012, o juiz Matos deu sentença desfavorável ao jornaleiro. Ele apelou nas instâncias superiores, mas também perdeu.
Irmãos de José ao lado de um dos filhos do comerciante, que segura a foto do pai: jornaleiro tem direito ao semiaberto, mas nunca usufruiu do sistema
Segundo os familiares, Bizerra ficou decepcionado com a situação. De novembro de 2013 a julho de 2014, ele encaminhou e-mails para a Corregedoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Nos textos, reclamava do juiz e fazia várias ofensas. “Estou enviando esse e-mail para informá-lo que o considero um juiz ladrão, vendedor de sentença e que se aliou a uma quadrilha”, diz um dos textos.
Matos prestou queixa contra o jornaleiro. Durante as audiências, um acordo chegou a ser proposto, mas Bizerra não aceitou se desculpar das ofensas, e o processo seguiu. O jornaleiro ainda mandou três textos ofensivos para o e-mail pessoal do magistrado e postou vários textos contra Matos em sua página no Facebook.
Mandado de prisão. Em 15 de dezembro de 2015, a juíza Maria Lucinda Costa, da 1.ª Vara Criminal de Santo André, condenou Bizerra a 7 anos e 4 meses de prisão, além de pagamento de multa, porque, segundo ela, houve uma reiteração criminosa de oito delitos em concurso material – cada e-mail foi considerado um crime individual.
Por ser considerado pela magistrada como uma “ameaça à ordem pública”, pois afirmou que continuaria a mandar e-mails ao magistrado, entre outros motivos, a juíza expediu mandado de prisão. Bizerra foi preso no dia seguinte. Nunca mais saiu da cadeia.
Segundo o advogado Daniel Fernandes Rodrigues Silva, que defende Bizerra, a sentença é “extremamente desproporcional ao crime cometido”. “É inaceitável, nos dias de hoje, uma pessoa primária, de 62 anos, ser mandada para a cadeia por crime contra a honra. É algo que foge à normalidade do sistema Judiciário do País”, disse.
O antigo defensor de Bizerra impetrou dois habeas corpus pedindo a liberdade do jornaleiro no TJ-SP. Os desembargadores da 7.ª Câmara Criminal julgaram, no mérito, o pedido improcedente. Silva impetrou um terceiro habeas corpus que, em liminar, também foi negado. A data para o julgamento do mérito não foi marcada.
Segundo o advogado, Bizerra, embora condenado no regime semiaberto, nunca usufruiu desse sistema. “Ele ficou em Santo André, depois foi para Franco da Rocha, sempre em regime fechado, porque não havia vaga no semiaberto. Em abril, a Justiça o transferiu para Tremembé (no Vale do Paraíba). Porém, para sair durante o dia, ele precisa de emprego registrado. Quem, aos 62 anos, consegue emprego com carteira assinada?”, questionou Silva.
Bizerra é de uma família com mais oito irmãos, é divorciado e tem três filhos. Josefa Cristina Bizerra, de 46 anos, não se conforma em ver o irmão mais velho atrás das grades. “Um homem trabalhador vai para a cadeia por um crime contra a honra, porque ficou indignado com um juiz. Isso não é justo”, disse.
Mesma cela. Para piorar o drama, em dezembro, outra irmã de Bizerra, Fátima, teve a casa invadida. Ela foi agredida e ameaçada de morte. Dois adolescentes foram apreendidos e Yuri de Paula foi preso. Ele acabou na mesma cela de Bizerra.“O ladrão começou a contar a história do roubo. Quando citou o nome da nossa irmã, o José foi tirar satisfação. Para piorar, os colegas de cela ficaram do lado do criminoso”, contou Josefa. Bizerra teve de ser isolado, no mesmo presídio.
Para o presidente da Comissão de Direito Penal da OAB-SP, Renato de Mello Jorge Silveira, que também é professor titular em Direito Penal da USP, analisando o caso em tese, seria mais razoável considerar que houve crime continuado, ou seja, os e-mails mandados por Bizerra serem apontados em um único crime, com uma única pena. “Não é possível dizer que houve equívoco na sentença, mas uma leitura mais dura do que a prudência recomenda.”
Para o criminalista Rodrigo Sanchez Rios, que é professor em Direito Penal na graduação e pós-graduação da PUC-PR, a pena é desproporcional ao crime. “Essa sentença mostra o uso desmedido da norma penal para buscar restabelecer o equilíbrio normativo alterado pelas ofensas do réu. Não é com pena privativa de liberdade que se pacificam conflitos privados.”
Recorrente. O juiz José Francisco Matos informou, por meio de nota, que pediu a abertura de mais duas ações criminais contra José Valde Bizerra, pois o réu – mesmo depois de citado e interrogado no processo que o condenou – não parou de ofender o magistrado.
“Ele não cessou sua atividade criminosa, passando inclusive a enviar e-mails para a minha conta pessoal, bem como postando manifestações, todas de caráter ofensivo e criminoso, em rede social”, afirmou.
Matos disse também que apresentou queixa-crime contra Bizerra por entender que as ofensas foram praticadas enquanto ele exercia sua função pública de magistrado.
A juíza Maria Lucinda Costa, que condenou Bizerra, não foi localizada para comentar o caso. Ela e Matos trabalham no mesmo prédio do Fórum Criminal de Santo André.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional impede que os magistrados se manifestem sobre processos que estão julgando. Em nota, a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) disse que “a livre convicção do juiz deve ser sempre preservada, assim como o direito ao contraditório e ampla defesa, o que foi observado no caso em questão”.


sábado, 23 de julho de 2016

DONA INÊS-PB, ELEIÇÕES-2016...

JOÃO IDALINO É ESCOLHIDO O CANDIDATO A PREFEITO DA SITUAÇÃO PELO PSD, COM APOIO DO ATUAL PREFEITO...

É, na velha Dona Inês, na política nada muda, só as camisas mudam, sempre as mesma caras, João já passou pelos seguintes partidos: PDS, PFL, PL, PSB e agora PSD...

Em reunião realizada na noite deste sábado (23), o PSD de Dona Inês-PB, anunciou o nome do empresário João Idalino, que é do ramo de posto de combustivél local, é quem irá concorre ao pleito deste ano, com apoio do atual Prefeito Antonio Justino (PSD), o partido realizou uma pesquisa interna para escolha do nome do empresário, tento em vista que havia outros nomes interessados em concorrer ao pleito...
Já a escolha do candidato a Vice-Prefeito, só será divulgado no dia 5 de agosto, dia da convenção e homologações das candidaturas de, prefeito, vice e vereadores...

JOÃO IDALINO.Candidato a Prefeito-PSD
Candidato a Prefeito, eleito Vereador em 1982 com 293 votos, reeleito em 1988 com 254 votos, reeleito em 1992 com 232 votos, reeleito em 1996 com 280 votos, em 2000 não foi reeleito obteve 168 votos ficando na primeira suplência,em 2004 voltou a Câmara, sendo eleito com 321 votos. 
Em 2008 eleito Vice-Prefeito, e em 2012 reeleito Vice-Prefeito





HISTÓRICO POLÍTICO:

1982-293 votos Vereador Eleito (PDS)
1988-254 votos Vereador Eleito (PL)
1992-232 votos Vereador Eleito (PFL)
1996-280 votos Vereador Eleito (PFL)
2000-168 votos Vereador 1º Suplente (PFL)
2004-321 votos Vereador Eleito (PFL)
2008-Eleito Vice-Prefeito.(PSB).
2012-Reeleito Vice-Prefeito (PSB)

Deputados americanos assinam carta contra impeachment de Dilma...

"Escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com acontecimentos recentes no Brasil, que acreditamos ameaçar as instituições democráticas daquele país." Assim começa uma carta que circula no Congresso dos Estados Unidos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.Endereçada ao secretário de Estado americano, John Kerry, o documento pede que ele tenha a "máxima cautela" nos contatos com o governo interino de Michel Temer e evite ações e declarações de apoio ao impeachment de Dilma.
A carta é iniciativa de três deputados do Partido Democrata e tem o apoio de mais de 20 organizações, entre elas a poderosa central sindical AFL-CIO, que tem mais de 12 milhões de membros. Até esta sexta (22), ela contava com a assinatura de 37 deputados (dos 435), incluindo nomes influentes, como John Lewis, ícone do movimento pelos direitos civis nos EUA dos anos 60.
"Nosso governo deveria expressar forte preocupação em relação às circunstâncias em torno do processo de impeachment e fazer um chamado à proteção da democracia constitucional no Brasil e do Estado de direito no Brasil", diz o texto, ressaltando que "não é um julgamento legal, mas político", que será decidido por um Senado "eivado de corrupção".
É a segunda iniciativa recente contra o impeachment na Câmara dos Deputados dos EUA. No dia 13 deste mês, o deputado democrata Alan Greyson havia feito um discurso em tom parecido no plenário, em que chamou o governo de Temer de antidemocrático por adotar medidas que não foram aprovadas nas urnas. A carta, no entanto, vai além, ao questionar diretamente o impeachment.
Em um dos trechos, o documento lembra as gravações divulgadas pela Folha em maio, nas quais o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugeria ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo permitiria "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos."O senhor Jucá foi demitido depois que o maior jornal do Brasil, Folha de Sao Paulo (sic), revelou uma conversa gravada dele tramando o impeachment da presidente Dilma Rousseff para instalar Temer em seu lugar como forma de parar uma enorme investigação de corrupção", lembra.
"Para piorar, muitos dos políticos que apoiam o processo de impeachment são acusados de crimes graves, como corrupção, desvios e até tentativa de homicídio. Isso inclui o senhor Temer, que foi considerado culpado de violações no financiamento de campanha e está vetado de se candidatar a qualquer cargo político".O documento foi redigido num formato conhecido no Congresso como "Caros colegas", em que uma correspondência oficial é enviada a todos os membros da Câmara para defender uma posição ou um projeto de lei.
Segundo o escritório do deputado John Conyers Jr., um dos líderes da iniciativa, o número de signatários é considerado "extremamente bom", sobretudo diante do fato de o Congresso estar em recesso. Acrescentou que há muito tempo não havia uma carta semelhante sobre o Brasil na Câmara dos Deputados americana.
Os argumentos do impeachment, afirma o abaixo-assinado, não são baseados em acusações de corrupção e Dilma jamais foi "formalmente indiciada" por esse crime. Acresenta que as pedaladas fiscais que serviram de base para o impeachment, são "uma prática amplamente usada em todos os níveis do governo brasileiro, incluindo seus dois antecessores".
Os signatários também são críticos em relação ao comportamento do governo do presidente Barack Obama, que "em vez de mostrar preocupação com esses acontecimentos perturbadores", enviou sinais que "poderiam ser interpretados como de apoio à campanha do impeachment".
Como exemplo, lembram o encontro do senador Aloyisio Nunes (PSDB-SP) em Washington com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, dois dias após a aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados.
Embora a Casa Branca tenha afirmado que não havia planos de o presidente Obama telefonar para Temer após sua posse como interino, o Departamento de Estado, chefiado por John Kerry, expressou confiança nas instituições brasileiras. Além disso, embaixador americano na OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que o país não vê o impeachment como golpe.
"Estamos consternados em observar que até agora o Departamento de Estado limitou-se a expressar confiança no processo democrático no Brasil, sem notar algumas das óbvias preocupações em relação ao processo de impeachment e as ações tomadas pelo governo interino", afirma. Com informações da Folhapress. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Temer dá à oposição comando de projetos...

O presidente em exercício Michel Temer tem feito acenos à oposição no Congresso Nacional para conseguir levar adiante projetos polêmicos ou vinculados à gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. A estratégia do governo é destinar postos-chave em comissões especiais a integrantes da oposição, ex-ministros ou parlamentares com bom trânsito no PT.
Sob a orientação do Palácio do Planalto, a líder do governo no Congresso, Rose de Freitas (PMDB-ES), coordenou a distribuição dos postos. “A oposição tem muito a contribuir, foi governo por 12 anos. Ontem, era majoritária no Congresso, hoje não é, mas amanhã pode ser novamente”, disse Rose, ao defender a participação do PT em matérias do governo Temer. O objetivo também é diminuir a rivalidade criada durante o processo de impeachment.
De acordo com a líder do governo, a distribuição normalmente segue um sistema de rodízio, mas tem havido “negociações e realocações”. É o caso da medida provisória que prorroga por três anos a permanência de profissionais estrangeiros no programa Mais Médicos, que foi enviada por Dilma e tem o apoio de Temer.
A relatoria da MP caberia, pelo rodízio, a um parlamentar do DEM, contrário ao projeto. O governo preferiu, então, cedê-la ao PT. Com isso, o projeto foi tocado pelo ex-líder do governo Dilma no Senado Humberto Costa (PT-PE), que conseguiu aprovar a proposta em apenas duas semanas na comissão especial formada por senadores e deputados.
A matéria segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados e, depois, vai para o Senado. Rose de Freitas elogiou a atuação do petista, que tem ajudado a instalar as comissões.
Costa também vai presidir a comissão especial da MP que extingue 4,3 mil cargos comissionados, além de transformar outros 10 mil de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) em funções exclusivas para servidores concursados.
O projeto é do governo Temer, que espera economizar R$ 230 milhões ao ano com a medida. Como se trata de uma questão trabalhista, o Planalto concordou que seria estratégico deixar a matéria com o PT. Telmário Mota (PDT-RR), que foi vice-líder do governo Dilma, será o relator-revisor.
Ministros. O Palácio do Planalto busca ainda o apoio da oposição para o projeto que cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e deve expandir as concessões públicas.
Como a matéria é considerada polêmica, o governo escalou para a vice-presidência da comissão o ex-ministro do Desenvolvimento de Dilma Armando Monteiro (PTB-PE). A ideia inicial era que ele fosse o relator do projeto, mas, como essa é considerada a MP mais importante para o governo, o Planalto preferiu deixar a relatoria dentro da base aliada.
Outro ex-ministro de Dilma que trabalha na articulação da base é o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que está tocando a tramitação de três projetos de interesse do Planalto: a legalização dos jogos de azar no País, que pode render R$ 15 bilhões aos cofres públicos por ano; a atualização da Lei de Licitações, que pode facilitar a execução de obras públicas; e o reajuste do imposto sobre doações e herança, no qual Bezerra tem trabalhado lado a lado com o líder da minoria, Lindbergh Farias (PT-RJ).
Divergências. Apesar das concessões à oposição, Costa alega que esse não foi o primeiro posicionamento do Palácio do Planalto. Segundo ele, inicialmente, o presidente em exercício quis segurar todas as medidas provisórias dentro da base aliada, atitude reforçada pelo líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP).
O senador José Pimentel (PT-CE) atuou para garantir o sistema de rodízio na distribuição das matérias. “Só depois disso, eles viram que, sem acordo, não é possível aprovar medida provisória. Senão não há quórum nem para instalar as comissões”, afirmou Costa.
No Brasil é assim que se governa, ''comprando tudo e todos"...

Temer deve presentear deputados para sepultar Dilma...

Com o objetivo de aprovar propostas econômicas de interesse próprio e sacramentar de vez o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente interino usará dos poderes provisórios para anunciar um "pacote de bondades" para o Congresso Nacional.
De acordo com a Folha de S. Paulo, o objetivo de Temer é alimentar o parlamento para que não haja queixas e reclamações da base aliada por cargos e recursos. O presidente interino determinou à equipe econômica que acelere no início de agosto a liberação do saldo de emendas parlamentares para obras de infraestrutura que já foram contratadas.
O montante ainda está sendo calculado pelo Ministério da Fazenda, mas o objetivo é quitar as pendências até o início de outubro, data do primeiro turno das eleições municipais no País.

A Pesquisa Polêmica do Datafolha sobre Temer e Dilma...

Uma polêmica sobre pesquisa Datafolha divulgada no domingo passado pelo jornal “Folha de S.Paulo” levou a direção do jornal a publicar esclarecimento em seu site na quarta-feira.
Blogs que apoiam a presidente afastada, Dilma Rousseff, acusaram o jornal de ter manipulado a pesquisa a favor do presidente interino, Michel Temer. A direção da “Folha”, porém, negou equívoco e reafirmou a reportagem sobre a consulta.
O centro do imbróglio é uma pergunta sobre a permanência de Temer ou a volta de Dilma. “Na sua opinião, o que seria melhor para o país: que Dilma voltasse à Presidência ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018?” foi a questão feita aos entrevistados em 14 e 15 de julho. Para 50%, Temer deve ficar, enquanto 32% responderam que Dilma deve reassumir e 3% disseram que preferiam nova eleição.
Os críticos afirmaram que teria havido erro na pesquisa porque a opção sobre novas eleições não teria sido oferecida aos entrevistados.
Em seu site, na quarta-feira, o jornal publicou: “Não há erro, e tanto a ‘Folha’ quanto o Datafolha agiram com transparência”, afirma Alessandro Janoni, diretor de pesquisa do instituto.
O Datafolha informou que a opção “novas eleições” foram mencionadas espontaneamente por 3% dos entrevistados e, portanto, ela foi incluída na pesquisa.
“Se uma alternativa é citada espontaneamente por mais de 1% dos pesquisados, isso deve ser destacado”, afirmou Janoni na reportagem.
O Datafolha acrescentou que foi feita uma pergunta explícita sobre a realização de nova eleição e que 62% se disseram favoráveis. Essa questão não foi reproduzida na reportagem divulgada pela “Folha”.
Sobre a não publicação de algumas questões do relatório, Sérgio Dávila, editor-executivo da “Folha”, afirmou que é prerrogativa do jornal escolher o que acha jornalisticamente mais relevante no momento em que decide publicar a pesquisa.
O resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não nos pareceu especialmente noticioso, por praticamente repetir a tendência de pesquisa anterior e pela mudança no atual cenário político, em que essa possibilidade não é mais levada em conta”, disse Dávila, no texto publicado no site do jornal paulista.
Dávila ressalta que não é incomum o Datafolha fazer mais perguntas do que as que acabam sendo utilizadas nas reportagens.
A realização de novas eleições é uma tese que passou a ser defendida por Dilma desde que foi afastada do cargo, após o Senado aceitar a abertura do processo de impeachment.
A pesquisa teve margem de erro de dois pontos percentuais e ouviu 2.792 pessoas em 171 cidades.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Temer sanciona reajuste de 41,47% para servidores do Judiciário...

O presidente em exercício, Michel Temer, sancionou sem vetos nesta quarta-feira o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 29, que trata do reajuste das carreiras dos servidores do poder Judiciário e do Ministério Público da União. A medida será publicada nesta quinta-feira (21) no Diário Oficial da União. Juntas, elas terão impacto superior a R$ 25 bilhões até 2019.
O projeto estabelece reajuste de aproximadamente 41,47% para os servidores do Judiciário da União. Conforme aprovado no Senado, o aumento será dado, de forma escalonada, em oito parcelas, de junho de 2016 a julho de 2019. A gratificação judiciária, hoje correspondente a 90% do vencimento básico, chegará gradualmente a 140%, em janeiro de 2019. Apenas em 2016 o impacto será de R$ 1,69 bilhões. Até 2019, a medida irá custar R$ 22,2 bilhões.
Os reajustes para servidores do MPU e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM) têm impacto menor sobre as contas. O aumento custará R$ 334,9 milhões para os cofres públicos em 2016 e R$ 3,5 bilhões até 2019. O projeto prevê reajuste de 12% no vencimento básico de analistas e técnicos do MPU, em oito parcelas, de forma escalonada, de junho de 2016 a julho de 2019.
O IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS QUE SE VER, SÃO DE BILHÕES, COM ISSO É A MAIOR ECONOMIA QUE GOVERNO INTERINO ESTÁ FAZENDO, ''SÓ RINDO PRA NÃO CHORAR''...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Contra novo bloqueio do WhatsApp, empresas de TI pedem atenção para a 'Era do Conhecimento'...

A decisão da Justiça do Rio de bloquear, mais uma vez, o WhatsApp em todo o País mobilizou as empresas do setor de tecnologia da informação no Brasil que divulgaram uma nota nesta terça-feira, 19, afirmando que a decisão judicial coloca em risco "muito mais elementos do que estão considerados no processo judicial".
Na nota as empresas ainda clamam "para que o Estado crie medidas mais aderentes ao desenvolvimento da Era do Conhecimento, evitando decisões que afetem o real ingresso do país no ecossistema mundial de Tecnologia da Informação", diz o texto assinado pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação - ASSESPRO.
Na decisão sobre o bloqueio assinada na manhã desta terça, a juíza Daniela Barbosa Assunção argumentou que o Facebook, empresa proprietária do Whatsapp, recusou-se a fornecer informações para uma investigação criminal em Duque de Caxias na baixada fluminense. A juíza informou que o Facebook não cumpriu, por três vezes, ordem judicial para que interceptasse mensagens de Whattsapp referentes a uma investigação em curso na 62ª DP.
A Assespro reconhece que o debate jurídico sobre essas medidas "é longo e não está pacificado" mas lembra que milhares de brasileiros utilizam os meios digitais para se comunicar não e tratar de negócios públicos e privados incluindo "assuntos educacionais, de segurança e de saúde". "A suspensão abrupta destes serviços afeta de forma significativa o bem estar comum, cujo sistema está altamente habituado e interligado à agilidade e eficiência proveniente das ferramentas digitais", segue o texto.
Além disso, a entidade alega trabalhar para que o Brasil esteja inserido nas tendências mundiais de tecnologia e de modernização global. "Neste contexto, devemos, enquanto coletividade, redobrar a cautela quanto à limitação destes recursos. Decisões como a de hoje colocam em risco muito mais elementos do que estão considerados no processo judicial".
A ÍNTEGRA DA NOTA:
"A ASSESPRO - Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, em nome de seus associados em todo país, e representando o interesse da grande maioria da população brasileira, manifesta-se publicamente contrária ao bloqueio dos serviços de mensagem do WhatsApp anunciado pela mídia, na manhã de hoje (19/07/2016), pela Justiça do Rio de Janeiro.
Milhões de brasileiros utilizam os meios digitais para se comunicar, sendo que vários negócios, serviços públicos e privados, assuntos educacionais, de segurança e de saúde baseiam-se em mensagens por meio de aplicativos. A suspensão abrupta destes serviços afeta de forma significativa o bem estar comum, cujo sistema está altamente habituado e interligado à agilidade e eficiência proveniente das ferramentas digitais.
O debate jurídico em torno da aplicação deste tipo de medida, que repete decisões anteriores devidamente revertidas por instâncias superiores, é longo e não está pacificado. A utilização do mesmo dispositivo pela Justiça do Rio de Janeiro, em primeira análise, apresenta riscos consideráveis para a sociedade.
A ASSESPRO defende e trabalha para que o Brasil esteja inserido nas grandes tendências mundiais, a fim de participar da modernização global e receber investimentos internacionais, principalmente considerando o estágio atual da nossa economia. Neste contexto, devemos, enquanto coletividade, redobrar a cautela quanto à limitação destes recursos. Decisões como a de hoje colocam em risco muito mais elementos do que estão considerados no processo judicial.
Justamente por isso, a ASSESPRO, em conjunto com a população brasileira, clama para que o Estado crie medidas mais aderentes ao desenvolvimento da Era do Conhecimento, evitando decisões que afetem o real ingresso do país no ecossistema mundial de Tecnologia da Informação.
Jeovani Ferreira Salomão
Presidente da ASSESPRO Nacional"

segunda-feira, 18 de julho de 2016

É de assustar a incapacidade do Ministro da Saúde...

Proposta de planos de saúde populares causa polêmica...

Para entidades, entretanto, é falsa a ideia de que planos de saúde mais baratos aliviarão a rede pública...


A proposta de criar planos de saúde mais baratos e com menos serviços do que os já existentes, feita pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem gerado polêmica no setor. Por um lado, as operadoras apoiam uma revisão das regras setoriais, por outro, profissionais ligados à saúde coletiva dizem que as medidas trariam perdas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Solange Beatriz Mendes, presidente da FenaSaúde, associação que representa algumas das maiores operadoras de planos de saúde do país, entende que o setor tem que pensar novos produtos já que os custos para operadoras estão “excessivamente altos”. “Hoje temos custos na saúde acima da capacidade de pagamento da sociedade, tanto de empregadores quanto de pessoas físicas, então temos que encontrar um modelo que atenda a expectativa da população dentro do tamanho do seu bolso”.
A ideia de Ricardo Barros é criar uma nova opção de planos de saúde com preços mais acessíveis e com mais gente usando a saúde privada, desafogando um pouco o SUS. O ministro tem defendido que o orçamento da pasta nunca conseguiu arcar com todas as despesas desde a criação do SUS e que quanto mais pessoas contratarem planos de saúde, melhor para a saúde do país como um todo.
Atualmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular o setor de planos de saúde, tem um rol de procedimentos obrigatórios que todas as empresas devem ofertar aos clientes.
“O rol é constituído com bases técnicas que levam em consideração o custo efetividade e evidências clínicas. Uma coisa é o rol, outra é todo o modelo que os produtos observam. Quando falo de modelo, é o padrão de acomodações, hierarquia de acesso, algumas variantes dentro do arcabouço legal que a gente possa trabalhar para evitar ocorrência de desperdícios”, disse Solange.
Crise
Em um período de alta do desemprego, entre maio de 2015 e maio de 2016, os planos de saúde perderam 1,4 milhão de usuários. Para Solange, o momento crítico pede revisão do modelo da saúde suplementar, já que estes ex-usuários irão passar a usar mais o SUS. ”O setor de saúde tem uma relação direta com emprego e renda. Portanto, os recursos estão escassos e precisa-se da compreensão de toda a sociedade para conseguir dar acesso à saúde para toda a população”.
Por outro lado, especialistas em saúde coletiva e membros do Conselho Nacional de Saúde vêm defendendo que a solução é garantir mais investimentos para a saúde pública. Logo que Barros tornou pública sua proposta, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor emitiram nota adiantando que entrarão na Justiça caso os planos de saúde populares virem realidade.
Para as entidades, é falsa a ideia de que planos de saúde mais baratos aliviarão a rede pública. “No momento de recessão, desemprego e inflação, o que a população mais precisa é de proteção social e, portanto, de mais investimentos no SUS “, diz a nota.
Segundo as entidades, os planos de saúde já cometem “abusos” como negações e exclusões de cobertura, barreiras de acesso para idosos e doentes crônicos, reajustes proibitivos e rescisões unilaterais de contratos, demora no atendimento, e o modelo novo só pioraria o cenário.
Ou ele finge, ou não sabe nada da realidade do país, ( "imagina" estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é "cultura do brasileiro" só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos, e esse suposto "hábito" estaria levando a gastos desnecessários no SUS (Sistema Único de Saúde). Entidades médicas criticaram sua fala, ("A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade")...
É no que dá, ao se fazer escolha política, e não técnica, o tal Ministro da Saúde é engenheiro civil, nada haver com a área que ocupa...

Críticas

Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente. "De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. "O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico", afirmou.
Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão. "O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar (o resultado do exame), mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar...

Outro lado

Em nota, o Ministério da Saúde contestou a reportagem. Leia abaixo a íntegra da nota:
"O Ministério da Saúde afirma que está equivocado o título da matéria "Para ministro, pacientes 'imaginam' doença", do jornal Estado de S. Paulo (16/07/2016)
Pelo contrário, informou que uma parcela dos pacientes vai ao posto de saúde, com doenças psicossomáticas. A palavra psicossomática está ligada a uma série de sintomas de diferentes contextos do paciente.
Tratam-se de agravos descritos, por exemplo, na Classificação Internacional de Doenças (CID). Há um erro do jornal, portanto, de classificar esse agravo como "imaginação". A expressão não foi utilizada pelo ministro. O Ministério da Saúde considera essa interpretação um desrespeito com a queixa do paciente, que deve ser acolhido corretamente pelo sistema de saúde.
Para esses e outros agravos, em reunião com entidades médicas nesta sexta-feira (15), o ministro Ricardo Barros defendeu uma atenção básica mais acolhedora e resolutiva. Assim, é necessário que os profissionais médicos façam exame físico (tocar o paciente), façam anamnese (entrevistar o paciente) e conversem com quem está sendo atendido.
Ainda, o ministro relatou que estudos preliminares indicam que até 50% dos exames laboratoriais não são retirados na rede pública e 80% dão resultado normal. Durante a reunião, o ministro solicitou ao representante dos laboratórios de análises clínicas que estava presente a confirmação desses números sobre os exames laboratoriais, e uma análise de seus fatores e desperdícios."

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O que a eleição de Maia representa para Temer, Cunha, Dilma, Aécio e nós brasileiros???

A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara é uma boa notícia para o governo do presidente interino Michel Temer e péssima para seu antecessor no cargo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está cada vez mais próximo de ser cassado.
Para analistas políticos ouvidos pela BBC Brasil, o parlamentar reúne condições para trazer mais estabilidade e governabilidade ao Palácio do Planalto, contribuindo para o avanço das pautas de interesse de Temer no Congresso.
Sendo bom para a administração Temer, naturalmente é ruim para a presidente afastada Dilma Rousseff, que parece cada vez mais distante de uma volta ao centro do poder.
E quem pode sair ganhando também é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que articulou o apoio da bancada tucana a Maia e agora tem um aliado no comando da Câmara.
Entenda as consequências da nova configuração de poder em Brasília:

Temer

Os cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil foram unânimes em apontar a vitória de Maia como algo bastante positivo para o Palácio do Planalto.
O professor da UnB David Fleischer avalia que a experiência de Maia, que está no quinto mandato de deputado federal e conhece bem o funcionamento da Câmara, deve contribuir para a votação de projetos de interesse do governo na solução da crise econômica.
O analista da consultoria Tendências Rafael Cortez destaca sua afinidade com as propostas de Temer nessa área - o novo presidente da Câmara é quadro histórico de um partido com linha ideológica clara de direita liberal, portanto favorável a políticas de austeridade.
A equipe econômica do governo tem desafios importantes na aprovação de propostas polêmicas, como a criação de um teto rígido que limite o crescimento das despesas do governo à inflação, e também a Reforma da Previdência.
"Trata-se de um nome bastante associado à agenda econômica do Planalto. Assim, a eleição de Maia contribui positivamente para a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) que cria o limite para o crescimento dos gastos e para o bom encaminhamento da reforma da Previdência", escreveu Cortez, em relatório aos clientes da Tendências.
Além disso, a vitória de Maia tem o aspecto positivo de afastar a influência de Cunha da Câmara - o outro candidato forte na disputa pelo comando da Casa, Rogério Rosso (PSD-DF), era mais próximo do peemedebista.
"Maia era o melhor para Temer porque é totalmente descompromissado com Cunha, e ainda mais descompromissado com Dilma e Lula", afirma Fleischer, relembrando seu passado de persistente oposição aos governos petistas.
Mas, apesar desse histórico, o democrata foi capaz de construir diálogo com a esquerda e reunir apoio para derrotar Rosso.
"Acho que o resultado foi muito positivo para o governo. Vai ter um presidente (da Câmara) que não só é confiável, mas que vai ter uma articulação mais ampla, fazendo uma pacificação das diferentes forças políticas", opina o professor da Uerj Geraldo Tadeu Monteiro.

Cunha

A vitória de Maia reforça a probabilidade de que Cunha seja cassado em agosto.
Abalado por sucessivas denúncias de corrupção, o peemedebista renunciou à presidência da Câmara na semana passada em uma tentativa de tentar salvar seu mandato.
No entanto, seu candidato preferido, Rogério Rosso, foi derrotado, e, após o resultado da eleição na madrugada desta quinta, o plenário foi tomado por um coro de "fora, Cunha!".
São necessários 257 votos dos 513 deputados para cassar o peemedebista. Maia teve apoio de 285 em sua eleição.
Em entrevista após a vitória, o democrata disse que pautará o pedido de cassação do peemedebista no dia em que o plenário estiver com "quórum adequado".
A declaração foi uma indicação de que privilegiará um dia de grande presença de parlamentares - um quórum baixo poderia beneficiar Cunha.
"Como ele controla a agenda, ele pode manipular para colocar em pauta algo que seja extremamente importante, para atrair muitos deputados para votar, e ao mesmo tempo pautar a cassação de Cunha. O presidente da Câmara tem muito poder de manipular e manejar a agenda", nota Fleischer.
Para piorar ainda mais a vida de Cunha, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa rejeitou nesta quinta-feira, por ampla maioria, um recurso que tentava anular a decisão do Conselho de Ética de recomendar sua cassação pelo plenário.

Dilma

O candidato de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo comando da Câmara era Marcelo Castro (PMDB-PI), ex-ministro da Saúde da petista. No entanto, ele não chegou nem ao segundo turno.
"A vitória de Maia é notícia muito ruim para Dilma porque ela articulou e fez forte lobby em favor do Castro, como Lula também. Diminui as chances de ela voltar, claro", acredita Fleischer.
Já para Monteiro o resultado não é tão relevante, porque Dilma não teria mais chances de retomar ao Planalto de qualquer forma.
"Dilma não tem forças para voltar ao poder, isso está muito claro. Acho que nem ao PT interessa ter a Dilma de volta. Quer ficar na oposição e ficar criticando Temer pelo desemprego, tudo que tiver ruim", observa.
"Se Dilma, por malabarismo da história, voltasse à Presidência, ela voltaria com uma legitimidade tão comprometida, não sei em que condições ela conseguiria governar", acrescentou.

Aécio Neves

Em sua primeira agenda como presidente da Câmara, Maia visitou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para agradecer o apoio na sua eleição.
Após o encontro, indicou gostar da proposta do tucano de colocar em votação uma reforma política - o tema é sempre polêmico e acaba emperrando no Congresso.
"Aécio Neves está trazendo uma pauta importante, que é a da reforma política. O sistema político faliu, ruiu, e a ideia do senador Aécio Neves vem em boa hora. A reforma política talvez seja, fora da pauta econômica, uma agenda urgente", defendeu.
Para Rafael Cortez, da Tendências, a proposta indica uma tentativa de Aécio de protagonizar uma agenda positiva, com apoio de Maia, de olho nas eleições de 2018 para Presidência da República.
"Essa eleição do Rodrigo Maia de alguma maneira pode dar algum fôlego para o projeto do Aécio (de se candidatar em 2018), especialmente nesse momento em que ele foi bastante questionado e se viu enfraquecido por conta de citações na Lava Jato", ressalta.
"Também equilibra um pouco as forças no interior da coalizão de governo entre o PMDB e o bloco liderado pelo PSDB, a antiga oposição à Dilma", acrescentou.
Por trás do apoio do PSDB à Maia estaria também um acordo para tentar eleger um tucano para comandar a Câmara a partir de 2017.
Entre políticos, nada sai grátis.

Nós brasileiros

Maia portanto é favorável a políticas de austeridade do governo interino (Michael Temer PMDB-SP), sendo assim, será nós quem irá pagar o pato, (não é a FIESP de Paulo Skaf PMDB-SP)
Em divida com o Planalto ele (Maia) irá tentar a aprovação de propostas polêmicas, como a criação de um teto rígido que limite o crescimento das despesas do governo à inflação, Reforma da Previdência, e a Reforma Trabalhista, estas duas últimas, que irão com certeza tirar direitos de nós trabalhadores (são a que mais me assustam)...

sábado, 9 de julho de 2016

É o fim do Brasil, Presidente da CNI fala em mudar lei trabalhista e cita jornada de 80 horas...

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu nesta sexta-feira (8) que o Brasil deve "estar aberto a mudanças" na legislação trabalhista para enfrentar a crise econômica. Ele citou o exemplo da França, onde o governo adotou uma reforma trabalhista que permite, entre outras medidas, que empresas negociem com empregados o aumento da jornada para até 60 horas semanais, em casos excepcionais.
A reforma, que foi determinada pelo governo sem consulta ao Parlamento francês, vem provocando protestos no país.
"Sobre as questões trabalhistas, nós vimos agora a França promovendo [uma reforma] sem enviar para o Congresso Nacional. O governo tomou a decisão. Nós, aqui no Brasil, temos [jornada de] 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar para 40. E a França, que tem 36 [horas semanais], passou para a possibilidade de até 80 horas [semanais] e até 12 horas diaria", disse Andrade, que se equivocou ao falar em até 80 horas semanais - são 60 horas.
"A razão disso é muito simples: a França perdeu competitividade na indústria e a França está revendo [a legislação trabalhista]. E nós temos de estar abertos a mudanças", completou ele. Andrade fez as declarações após se reunir, na sede da CNI, em Brasília, com o presidente em exercício, Michel Temer.
Mais tarde nesta sexta, a CNI divulgou nota em que nega que andrade tenha defendido aumento da jornada de trabalho no Brasil. Veja a íntegra da nota ao final desta reportagem.
Medidas duras
O presidente da CNI defendeu ainda que o governo adote "medidas duras" para a economia. Entretanto, disse ser contra o aumento de impostos para reequilíbrio das contas públicas.
Nesta quinta (7) o governo apresentou a proposta de revisão da meta fiscal de 2017, prevendo um déficit (despesas superiores às receitas com impostos) nas contas públicas de R$ 139 bilhões. Apesar de alto, o rombo é menor que o previsto para este ano (R$ 170,5 bilhões). Para a CNI, a intenção de reduzir o déficit foi um gesto de "responsabilidade" do Executivo.
Contudo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que o governo "não descarta" aumentar impostos para cumprir a meta de 2017.
"[Temer] não chegou a falar em impostos [na reunião], mas somos completamente contra qualquer tipo de aumento de impostos. O Brasil tem espaço para reduzir custos, ganhar eficiência e melhorar a máquina antes de pensar em qualquer tipo de aumento da carga tributária, que considero ineficaz", disse Robson Braga.
Segundo o presidente da CNI, a iniciativa privada do país está "ansiosa" para que o governo adote medidas "duras, modernas e difíceis" para a economia. Entre essas ações, Braga defendeu mudanças na Previdência Social, para que o sistema previdenciário tenha um "futuro promissor."
Na quinta, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que a previsão de déficit da Previdência no ano que vem é de R$ 183 bilhões.
Segundo Braga, o encontro da CNI nesta sexta com Temer serviu para que a entidade apresentasse ao presidente em exercício os "entraves" existentes na economia para que as empresas possam investir em inovação.
Na reunião, na sede da confederação, em Brasília, o grupo, intitulado Mobilização Empresarial pela Inovação, apresentou a "Nova agenda da MEI para ampliar a inovação empresarial - 2016", na qual os empresários ligados à CNI defendem, por exemplo, "ampliação e monitoramento dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação"; a "proibição de contingenciamento de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia"; e ''assegurar nova fonte de recursos destinados à inovação".
Cenário político
Durante entrevista a jornalistas, após a reunião com o presidente em exercício, o presidente da CNI aproveitou para dizer que pesquisas internas da entidade têm mostrado retorno do "otimismo" dos empresários e da população em relação ao país nas últimas semanas, e isso está ligado "à questão política".
Braga ponderou, porém, que, em meio a um cenário de crise no país, com o andamento de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a melhora do cenário econômico depende do quadro político.
"Estamos precisando de uma melhoria para o ambiente de negócios, para o ambiente da economia, e isso será um reflexo da melhoria do ambiente político", afirmou.
BNDES
A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, que também participou da reunião, afirmou que a instituição já apoia a inovação.
"Inovação é uma das prioridades do banco. A gente entende que produtividade e competitividade são fundamentais para retomada do crescimento sustentável", disse.
Ela se recusou a responder perguntas sobre o empréstimo de US$ 682 milhões do BNDES para a construção do Porto de Mariel, em Cuba. Segundo Maria Silvia, o caso está em estudo pela instituição.
Nesta quinta, a Justiça Federal em Brasília determinou que o governo federal disponibilize acesso a cópias do processo que autorizou o empréstimo.
O porto foi inaugurado em janeiro de 2014 pela presidente afastada Dilma Rousseff junto com o presidente de Cuba, Raul Castro.
O financiamento brasileiro à obra já é investigado em dois inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e em Brasília. A Odebrecht foi escolhida pelo governo cubano para construir o porto. As investigações buscam elucidar a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o processo de negociação.
Veja a íntegra da nota da CNI sobre as declarações de seu presidente, Robson Andrade:
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, JAMAIS defendeu o aumento da jornada de trabalho brasileira, limitada pela Constituição Federal em 44 horas semanais. A CNI tem profundo respeito pelos trabalhadores brasileiros e pelos direitos constitucionais, símbolo máximo das conquistas sociais de nossa sociedade.
Confira na íntegra o trecho da entrevista coletiva dada à imprensa:
“Nós estamos ansiosos, na iniciativa privada, de ver medidas muito duras. Duras que eu digo, medidas modernas, mas medidas difíceis de serem apresentadas. Por exemplo, a questão da Previdência Social. Tem que haver uma mudança da Previdência Social, se não nós não vamos ter no Brasil um futuro promissor. As questões trabalhistas, nós vemos agora a França promovendo, sem enviar para o Congresso Nacional, tomando decisões com relação às questões trabalhistas.
Nós aqui no Brasil temos 44 horas de trabalho semanais. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 horas, passou agora para 80, a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal (sic, são 60 horas) e até 12 horas diárias de trabalho. A razão disso é muito simples, é que a França perdeu a competitividade da sua indústria com relação aos outros países da Europa. Então, a França está revertendo e revendo as suas medidas para criar competitividade. O mundo é assim. A gente tem que estar aberto para fazer essas mudanças. E nós ficamos aqui realmente ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível”.