FELIZ 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Planta da caatinga pode combater o mosquito Aedes aegypti !!!


O pesquisador do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga, rede articulada pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), Alexandre Gomes, afirma que óleos essenciais de Commiphora leptophloeos, nome científico da umburana, ajudaram a combater o mosquito Aedes aegypti. O próximo passo é isolar os compostos presentes no óleo e testá-los separadamente. 

“A proposta é desenvolver um biopesticida com compostos de plantas da caatinga que possa contribuir para amenizar um problema tão urgente hoje na sociedade brasileira”, afirmou o pesquisador. Ele ressalta que o uso indiscriminado pode favorecer a resistência dos mosquitos aos inseticidas.

Os estudos também concluíram que a ação de óleos essenciais de Eugenia brejoensis, conhecida com cutia, uma espécie da família Myrtaceae (família da pitanga e goiaba), foi considerada moderada, sendo capaz de exterminar até 50% das larvas dos mosquitos nos testes, com uma dose de 214,7 ppm (parte por milhão). As plantas foram coletadas no Parque Nacional do Catimbau, que fica entre o Agreste e o Sertão de Pernambuco, mas também podem ser encontradas nos estados de Sergipe e na Paraíba (caso da UMBURANA), no Nordeste, e no Espírito Santo, no Sudeste.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que três bilhões de pessoas estejam vivendo em áreas com risco de infecção das doenças causadas pelo Aedes aegypti em todo o mundo. Todos os anos, cerca de 50 milhões de casos de dengue são registrados no mundo, sendo que 500 mil são considerados graves, e 21 mil resultam em morte.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pobres vão comer arroz sem carne, diz Lula sobre crise brasileira...

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista ao jornal espanhol "El País" e, entre as declarações, afirmou que a população que se beneficiou dos programas sociais para sair da pobreza extrema não devem se preocupar em retroceder.  
Porém, terão que fazer alguns sacrifícoos: "Em vez de comer carne todos os dias, pois um dia vão comer arroz, por assim dizer. Isso é passageiro", disse Lula. "Quando cheguei ao poder, tinha medo de terminar como [o ex-presidente polonês] Lech Walesa. Eu dizia a meus companheiros: não posso falhar, porque, se falhar, jamais outro trabalhador será presidente", revelou na entrevista publicada nesta quinta-feira (10). 
Como em ocasiões anteriores, ele desconversou quando perguntado se seria candidato em 2018: "gostaria que fosse outro. Mas, se tenho que me apresentar para evitar que alguém acabe com a inclusão social conseguida nesses anos, farei isso". 
Outro ponto abordado pelo jornal foi o pedido de impeachment da presidente Dilma, o qual Lula disse que "não tem nenhuma base legal ou jurídica". "O que a presidente fez foi o que todos os presidentes fazem alguma vez: financiar projetos sociais e pagar depois mediante o Estado", analisou Lula.  

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Celso Russomanno é condenado por peculato...



O apresentador de TV, deputado federal pelo PRB e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, foi condenado neste sábado (28) a dois anos e dois meses de prisão por peculato, isto é, apropriação de bem público por ter nomeado como funcionária de seu gabinete, entre 1997 e 2001, a gerente de sua produtora de vídeo Night and Day Promoções, segundo informações da Folha de S. Paulo.
De acordo com a Justiça, Sandra de Jesus, a gerente da empresa do pré-candidato, recebia salário de assessora parlamentar, mas trabalhava de fato na produtora.
A Justiça Federal, no entanto, reduziu a pena de Russomano, que só precisará pagar 25 cestas básicas e cumprir 790 horas de trabalho comunitário, por entender que ele já devolveu cerca de R$700 mil de verba de gabinete de seus mandatos. 
O deputado já havia sido condenado por peculato em fevereiro de 2014, pela Justiça Federal do Distrito Federal, mas recorreu ao Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral da República, então, Rodrigo Janot, pediu que o parlamentar fosse ouvido – mas a decisão foi mantida e divulgada neste sábado (28).
“[...] Valendo-se da qualidade de deputado federal, o réu concorreu para que fosse desviado dinheiro público em proveito de Sandra de Jesus e indiretamente dele próprio, já que a União passou a remunerar pessoa cujo encargo seria da empresa”, escreveu o magistrado em sua decisão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Dona Inês é 5º município mais pobre da Paraíba, Casserengue é o 1º ...

Aproximadamente 87% dos paraibanos que vivem em domicílios agrícolas estão em condição de pobreza ou extrema pobreza. O dado é do Atlas da Extrema Pobreza das Regiões Norte e Nordeste do Brasil, produzido pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o Atlas da Extrema Pobreza, dos pouco mais de 596 mil paraibanos que moram em domicílios agrícolas, residências nas quais pelo menos 67% da renda provém do setor agrícola, cerca de 328 mil vivem em condição de pobreza e outros 192 mil em estado de extrema pobreza. São considerados pobres ou extremamente pobres, os brasileiros com renda mensal de R$ 140 e de R$ 70 por pessoa, respectivamente, conforme decreto presidencial de 2011.
Entre os 223 municípios, o município de Casserengue, localizado no Agreste paraibano, foi considerado o mais pobre, conforme o Atlas da Pobreza. Completam a lista dos mais pobres: 2º Santana de Mangueira, 3º Gado Bravo, 4º Cacimbas, 5º Dona Inês, 6º Bernardino Batista, 7º Areoeiras, 8º Baraúna, 9º Bananeiras e 10º Riachão.
Até 60% dos domicílios de Casserengue têm renda familiar per capita de R$ 70 mensais, situação considerada de extrema pobreza. Se levado em consideração o percentual de moradores da área rural, a condição de extrema pobreza atinge até 80% dos habitantes de Casserengue. Nessa condição, Baía da Traição, no Litoral Norte também aparece na lista.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

PARABÉNS DONA INÊS !!!

Nesta terça 17 de novembro, Dona Inês-PB comemora 56 anos de emancipação política

Parabéns ''Dona Inês" !!!

O município de Dona Inês, localizado na região do Curimataú paraibano, comemora nesta terça, 17/11/2015, o seu 56º aniversário de emancipação política
 Nossa bandeira
NOSSO HINO:
Letra:
Maria Borges e Dedé Borges.

Por volta de 1800, vaqueiros por aqui passaram
Gado desgarrado era o que procuravam
Ao ver uma fumaça que surgia ao pé de um penedo
Avistaram uma moça branca e fina
Acompanhada de um escravo negro
Era uma senhora de engenho que se chama Inês
Os pirmeiros moradores com bastante sensatez
Em sua homenagem o lugar batizaram
Trouxeram suas familias, construiram suas casas e por aqui ficaram.
(REFRÃO)
Nós te amamos Dona Inês, nós te amamos
Quem aqui mora se for embora, chora de emoção
És por Deus abençoada, temos paz e união
Nossa terra adorada, nosso querido torrão
Por onde estivermos, estás em cada coração
És nosso aconchego, nosso orgulho e perfeição.
Por força de um decreto, o povoado virou Vila
Atráves de homens de força, de coragem, garra e fibra
Pouco tempo depois o governador sanciou
Lei que que ao entrar em vigor
A pequena Vila em cidade transformou.
Gloria a Deus que feliz vivemos
Com Deus, nem tempestade tememos
Dona Inês, linda cidade de avenidas planas e ladeiras
De gente trabalhadora, pacata e hospitaleira
Viver neste lugar enche nosso coração de alegria
Amar nossos irmãos é uma emoção que nos contagia
Aqui onde existe um belo cruzeiro
Que simboliza este povo tão ordeiro
A paz está na terra no ar
Em nossos corações Dona Inês brilhará
(REFRÃO)
Nós te amamos Dona Inês, nós te amamos
Quem aqui mora, se for embora chora, chora de emoção
És por Deus abençoada, temos paz e união
Nossa terra adorada, nosso querido torrão
Por onde estivermos, estás em cada coração
És nosso aconchego, nosso orgulho e perfeição

 Nosso Brasão

 Dona Inês-PB-Anos 80

 Dona Inês-PB -Atual
MAIS FOTOS DE DONA INÊS
(http://www.facebook.com/dona.ines.127)
HISTÓRIA
O registro mais antigo da história de Dona Inês data de 1852, na fachada da Igreja-Mãe, onde foi o núcleo da vila que se tornou emancipada em 1959. Conta a história oficial que por volta de 1800, vaqueiros em busca de reses encontraram uma mulher branca de nome Inês, acompanhada de um negro, acampada ao pé do enorme lajedo onde existe até hoje um pequeno açude de nome Cajueiro. Ela se disse filha de Dono de Engenho e que estava fugindo por não ter o seu amor pelo companheiro, o negro, aceito e reconhecido. Essa mulher dita como fina e bonita nunca mais foi vista, mas a sua passagem não foi jamais esquecida, vindo a dar nome ao lugar. Em 1852, Dona Inês pertencia a Bananeiras, local muito desenvolvido de ocupação desde o século XVII, quando Domingos Vieira e Zacarias de Melo receberam Sesmarias na região, cuja produção de cana-de-açúcar e de café era muito grande e permitiu a formação da nobreza política e a construção dos seus casarões e escolas e até a linha férrea. Por essa época, Araruna também já era uma vila desenvolvida, suas terras pertenciam a um homem importante de Bananeiras chamado Estevão José da Rocha. Do outro lado havia Caiçara e Serra da Raiz, esta encravada no alto da Serra da Cupaóba, palco de combates entre portugueses e aliados índios Tabajaras contra franceses e aliados índios Potiguares. Então é de se supor que a Serra de Dona Inês, situada no meio desses três locais anteriormente desenvolvidos, também se povoou bem mais cedo do que se tem notícia. É inegável que na serra habitavam os índios da nação potiguar haja vista os sinais rupestres encontrados na Pedra do Letreiro, localizado no riacho da Serra, tributário do Rio Curimataú, e nesse rio, no local conhecido como Poço do Caboclo, próximo da localidade Umari.
Sendo parte do território de Bananeiras, assim como Araruna, Borborema e Solânea, Dona Inês não conseguia se desenvolver, pois tudo ia para a matriz. De fato, Bananeiras conseguiu um grande avanço devido atrair cidadãos poderosos econômico-político-socialmente, encantados com o clima e com o solo, além da água farta. Em 1850, Bananeiras atingiu o apogeu, o seu café concorria com o café paulista e se supunha que ali nasceria uma nova São Paulo, mas o sonho foi por água abaixo pelo aparecimento de uma praga que botou tudo a perder. Não obstante, já estava montado o parque de casarões, de instituições imperiais, escolas, etc.
Os primeiros habitantes que se tem notícia, os nomes, na cidade: os senhores José Paulino da Costa, Pedro Teodoro da Silva e Pedro José Teixeira, trouxeram para cá suas famílias e batizaram o lugar como “Serra de Dona Inês”, dando ouvidos à história que corria de boca-em-boca. Mas tem-se conhecimento de outras famílias na Zona Rural bastante antigas, como os Ferreira e os Gomes, no Sítio Queimadas.
Conta-se também de Zé dos Santos, homem muito trabalhador e inteligente, que habitou na região de Sítio Queimadas, comunidade localizada a 5 km da sede municipal. Ele teria conseguido uma data de terra diretamente do Imperador D. Pedro I, através de solicitação por carta, abrangendo toda a região de Queimadas, Pedra Lavrada, Tanques, Lajedo Preto, até o Curimataú, pois naquele tempo, as concessões eram realizadas de um a outro ponto formado por fronteira natural, como rios, montanhas, etc.
Com o passar dos anos, em 1943, por força do Decreto Lei nº. 520 o pequeno povoado passou a condição de Vila, onde na Divisão Administrativa do Brasil para o qüinqüênio 1944/1948, Serra de Dona Inês ainda figurou como Distrito de Bananeiras/PB. Na Câmara de Vereadores de Bananeiras com mandato de 1947 a 1951, constavam dois donainesenses: José Tomaz de Aquino (Zé Cardoso) e Luís Pedro da Costa (Lulinha). Estes dois foram os baluartes da independência de Dona Inês, aliados a alguns vereadores de Borborema. Receberam a força de um donainesense muito ativo e inteligente, que também foi vereador, o Sr. Leonel Paulino. A luta deles percorreu toda a década de 50.
Por volta de 1959, a Sede do Distrito de Serra de Dona Inês era composta por 277 (duzentas e setenta e sete) residências e possuía uma população de 689 (seiscentos e oitenta e nove) habitantes. Era um vilarejo muito pobre, cheio de buracos e com proliferação de casas de palha e gravatá. Seu povo era pacato e trabalhador. O comércio quase não existia. Predominava no Distrito a agricultura de subsistência (feijão, mandioca, fava, milho, etc.), sendo a produção de sisal (agave) e algodão, o sustentáculo econômico. Para ilustrar, havia apenas a Rua Manoel Pedro e um ajuntamento de casas para diante e para trás da Igreja-Mãe, e mais algumas descendo na direção do Tanque Velho. O mercado onde se vendia carnes ficava no prédio onde durante décadas funcionou a venda de passagens da Itapemirim, ao lado do Cruzeiro.
Dessa época destacavam-se várias famílias que ajudaram a formar a sociedade donainesense, dentre as quais são sempre citados os senhores Gerôncio, S. Didi, S. Naun, Manoel Pedro, Prof. Edilon, Francisco Enedino, Antonio Pereira, Manoel e Pedro Praieiro, Joaquim Lucas, Gabriel Bento, Zé Birro, Severino Ramos, Manoel Borges, José Maia, etc.
A administração de Bananeiras para com o Distrito de Serra de Dona Inês era extremamente precária. Contato com autoridades praticamente não existia, exceto em período eleitoral. Havia apenas a Agência dos Correios e Telégrafos, o destacamento policial, um fiscal para cobrança de impostos e como obra realizada, o tanque velho.
Movimento da Emancipação: Movidos pela necessidade de crescimento do Distrito de Serra de Dona Inês, tanto na ampliação do comércio, como na formação educativa (escolar) da população e, levando em consideração o pouco caso com que Bananeiras assistia o Distrito, o Senhor José Tomaz de Aquino (Zé Cardoso), e os Vereadores Manoel Leonel da Costa (Leonel Paulino) e Luiz Pedro da Costa ( Lulinha), intermediados pelo Vereador Bananeirense, Senhor Elói Farias, juntaram-se aos Vereadores representantes do Distrito de Borborema, propuseram e conseguiram aprovar na Câmara de Bananeiras a Resolução Nº 36, de 17 de abril de 1959 (“concede desmembramento ao Distrito de Dona Inês”). Contando com o empenho do então Deputado Estadual Humberto Coutinho de Lucena, foi encaminhado a apreciação da Assembléia Legislativa o Projeto de Lei Nº 231/58 que criava o Município de Dona Inês/PB, composto por dez (10) Artigos. o referido Projeto de Lei recebeu duas (02) emendas, apresentadas pelo também Deputado Estadual Clovis Bezerra Cavalcanti: uma diminuía os limites territoriais do futuro Município e a outra suprimia a Comarca. Assim, em 19 de junho de 1959, o então Governador, Senhor Pedro Moreno Gondim, homologou a Lei Nº 2.141 (publicada no Diário Oficial do Estado em: 21 de junhode 1959), dando ao Distrito de Serra de Dona Inês, sua autonomia político-administrativa. No entanto, sua instalação oficial só ocorreu no dia 17 de novembro de 1959 (Emancipação Política). A partir de então, desapareceu o início do topônimo (Serra) ficando denominado apenas de Dona Inês (homenagem a primeira pessoa encontrada na Região).
Foi realmente uma luta árdua a da Emancipação, haja vista que Bananeiras se sentia forte politicamente, com a família Bezerra muito bem posicionada e uma das maiores latifundiárias da região, tendo à frente o Major Augusto Bezerra e o filho Deputado, Dr. Clóvis Bezerra, que viria a governar o Estado tempos depois. Dona Inês era o quintal político de Bananeiras. Certamente, colocaram muitos empecilhos para a Emancipação não sair. Por outro lado, quando não teve jeito, trataram de eleger o primeiro prefeito e de irmanar-se com os líderes locais.
Quanto ao Governador que assinou a Lei de Emancipação, Pedro Gondim, ficou imortalizado o momento em que chegou com a sua comitiva e cumprimentou os populares e políticos, na Av. Manoel Pedro, na esquina com a R. José Paulino. Uma foto foi guardada e reproduzida por D. Raimunda Pereira, constando atualmente no sitio da Prefeitura Municipal.
A emancipação saiu em 1959 e só haveria eleição regular no ano seguinte, portanto, o governador nomeou o Sr. José Tomaz de Aquino como Prefeito até que se realizasse a eleição. O seu mandato durou 11 meses. Na primeira eleição, em 1960, venceu o latifundiário bananeirense Mozart Bezerra Cavalcanti, cuja família detinha o poder territorial de quase toda Bananeiras e tinha um irmão deputado.
Mozart Bezerra chegou com força, após derrotar nas urnas a Manoel Alves Irmão, e abriu a avenida que levou o nome do seu pai, Major Augusto Bezerra e as transversais, José Paulino, Ana da Conceição Melo, José Carolino e Pedro Teixeira, homenageando os pioneiros. Construiu a Prefeitura no local atual, o Mercado Público, o Posto de Saúde, o Grupo Escolar e a estrada que liga Dona Inês a Bananeiras e Dona Inês ao Bilinguim. Implantou a energia elétrica em parte da Av. Manoel Pedro. Mozart renunciou para concorrer à Prefeitura de Bananeiras e assumiu o seu Vice, o Sr. Francisco Avelino da Silva durante um ano. A primeira Câmara de Vereadores foi composta de 4 componentes: Luís Pedro da Costa, Antonio Luiz de Araújo, Arnaldo Gonçalves Viana e Januário Bernardo Lopes. Os primeiros funcionários da Prefeitura de Dona Inês foram Assis Claudino, S. Didi, D. Nicinha, Lourival Bezerra, D. Iêda.
O segundo Prefeito foi o Joaquim Cabral de Melo, um latifundiário possuidor de quase 4 mil hectares de terras no município que continuou a obra de Mozart. Cabral era ex-militar da Marinha, casado com Zélia, serviu no Rio de Janeiro e era filho adotivo do Juiz José de Melo, proprietário da Fazenda Tanques e Sitio, de quem herdou sua imensa fortuna, e de dona Ana da Conceição Melo, cujo pai era o Coronel Zé Antonio, proprietário de boa parte das terras que deu como dote a Zé de Melo. Joaquim era um homem prático, decidido, voluptuoso. Era considerado um Coronel, aquele tipo que mandava e desmandava, temido e odiado pelos adversários. Segundo os mais antigos, o Dr. Zé de Melo herdeu uma grande propriedade, mas aumentou sobremaneira comprando as terras vizinhas das suas. Por ser o juiz, homem conhecedor das leis e muito temido pela população ignorante, adquiria terras a preço de banana, às vezes contra a vontade do proprietário. A Câmara tinha agora 7 representantes do povo: Luiz Leodegário da Cruz Filho; José Antonio da Silva (Zuza); José Oliveira de Araújo (Zé Berto); Antonio Luiz de Araújo (Antonio Lucas); Arnaldo Gonçalves Viana; Pedro Pereira da Costa e Manoel Pereira dos Santos. Nessa época começou nova leva de funcionários: Francisco Guilherme dos Santos (Chicute), José Arlindo Fernandes (Bonitinho), José Antonio, Maria Borges e Francisquinha.
Os demais Prefeitos foram: Antonio Luís de Araújo, Joaquim Cabral, Luís José, José Eugênio (filho de Joaquim Cabral), Ramon Ferreira, Luís José, Antonio Justino, Luís José, Luis José, Antonio Justino. (informações detalhadas de cada Administração no sitio municipal oficial: (www.pmdonaines.pb.gov.br)
Ao longo dessas administrações, a pequena e pacata cidade foi se desenvolvendo muito lentamente em alguns momentos e mais acelerada em outros. Na parte de infraestrutura alcançou bons níveis de crescimento, com energia elétrica na zona rural, construção de escolas, praças, ginásios de esporte, calçamento de quase todas as ruas; mas no índice de desenvolvimento humano, deixou muito a desejar, de forma que a população continua muito dependente da Prefeitura e dos projetos sociais do Governo Federal.
Durante os anos da Ditadura, aconteceram diversos confrontos entre o poder público e a Igreja Católica apoiando partidos de oposição, que também recebia apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Era uma luta pela terra e por igualdade nas políticas públicas. Nessa época, as festas eram separadas, promovidas pelas duas frentes e quem pertencia a uma facção política não pisava na festa da outra.
No início dos anos 80 a rodovia que liga a cidade ao Bilinguim foi asfaltada e melhorou muito as condições do município. Todavia, o serviço não foi concluído a contento, de forma que não foi colocada a sinalização pertinente numa estrada repleta de curvas e faltou a área de acostamento. Hoje a rodovia está praticamente abandonada e é considerada perigosíssima, por ser muito estreita, sem área de escape e aclives e declives e 11 curvas, além de animais na pista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DISSÍDIO-2015/2016...

ACABOU !!!

É amigos depois varias idas e vindas, e muitas contradições, nosso Sindicato (SINDIFICIOS) aceitou os vergonhoso 8,75%, imposto pelos patrões, este sendo estendido para os demais itens, tais, com a  cesta básica e vale-refeição, os mensageiros do Sindicato que andam entregando o jornal (contato) nos diziam que estavam em negociações, mais nosso presidente (Paulo), em suas palavras disse que não ouve negociação, e sim imposição do Sindicato patronal (SINDICOND), o qual lhe deram um ultimato, como podemos ver no vídeo no link ( Blog do Dé Anízio), em assembleia realizada no dia 21 de outubro em frente a sede do Sindicato, sito a Rua Sete de Abril 34 Centro de São Paulo...

Já no 27 de outubro na Delegacia Regional do Trabalho (Ministério do Trabalho e Emprego), sendo esta a segunda reunião marcada pelo órgão mediador, onde o patronal também não compareceu, os discursos foram estes: ver vídeo no link ( Blog do Dé Anízio)

PROVÁVEIS VALORES DOS PISOS, JÁ REAJUSTADOS:

NOVOS VALORES:

A-ZELADORES: R$ 1.231,74.

B-PORTEIROS, VIGIAS, VOLGUISTAS: R$ 1.179,90.

C-FAXINEIROS: R$ 1.128,08.

D-CESTA BÁSICA: R$ 206,71.

VALE´REFEIÇÃO: R$ 7,61 (dia trabalhado).

Agora, só em outubro de 2016...

CONVENÇÃO COLETIVA-2015;2016...

Da Redação...

sábado, 24 de outubro de 2015

Trabalhadores de condomínios: Campanha salarial-2015...

A Assembleia Geral Extraordinária dos edifícios realizada na noite desta quarta-feira, dia 21, reuniu centenas de trabalhadores preocupados com a Campanha Salarial deste ano. Houve presença em massa e a Rua 7 de abril teve de ser fechada.




Na ocasião, a categoria decidiu aguardar a mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), agendada para a manhã da quinta-feira, dia 22, em busca de um acordo benéfico ao trabalhador.
A mesa redonda agendada para a manhã desta quinta-feira, às 8h, na Superintendência Regional do Trabalhado e Emprego (SRTE) entre Sindifícios (Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de São Paulo) e Sindicond (sindicato patronal) não foi realizada porque o patrão simplesmente não compareceu.
A categoria foi até a porta da SRTE com carro de som e estava pronta para negociar caso recebesse uma contraproposta. A SRTE faria a mediação entre ambos os lados. Mas o patronal agiu com descaso e mais uma vez não compareceu para negociar.
A superintendente Vilma Dias Bernardes Gil considerou falta de respeito com a categoria e com a Superintendência o não comparecimento do Sindicond.
A data-base da categoria é 01 de outubro. A proposta do Sindifícios é de 15% de reajuste salarial. O Sindicato representa 250 mil trabalhadores entre zeladores, porteiros, vigias, faxineiros, ascensoristas, garagistas e outros.

Agendada nova reunião entre Sindificios e Sindicond na SRTE: próxima terça-feira, às 14h, na Rua Martins Fontes, 109 (Ministério do Trabalho).

TRABALHADOR! CONTAMOS COM SUA PRESENÇA! É FUNDAMENTAL A PARTICIPAÇÃO DE TODOS!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Relator do Orçamento 2016 disse que vai propor cortes de R$ 10 bilhões do Programa Bolsa Família !!!

video
Após o relator do Orçamento 2016 no Congresso Nacional, deputado Ricardo Barros (PP-PR), dizer que irá propor um corte de 10 bilhões dos R$ 28,8 bilhões previstos para o programa Bolsa Família no ano que vem, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou nesta terça-feira (20) ser contra a proposta do parlamentar. Para ela, o governo tem "convicção" de que os valores previstos foram estimados "corretamente".
Uma das principais bandeiras dos governos do PT, o programa foi criado durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e completou 12 anos nesta terça. Desde que foi criado, o programa está sob a gestão do Ministério do Desenvolvimento Social.
Conforme a proposta do relator, caso o corte no Bolsa Família seja aprovado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, não haverá novos ingressos ao programa no ano que vem. Além disso, quem sair não poderá retornar e quem recebe o benefício não será prejudicado.
"Acredito que a gente precisa conversar muito [sobre o corte] porque nós temos muita convicção de que os recursos do Bolsa Família estão estimados corretamente para o Orçamento do ano que vem", disse a ministra.
"A gente gasta este patamar de recursos e eu tenho muito medo das pessoas ficarem falando em corte [no programa] porque, na verdade, o Bolsa Família está em pleno pagamento e está garantido. O governo federal e a presidenta Dilma têm dito que o Bolsa Família está intacto", acrescentou Tereza Campello.
Segundo Tereza Campello, o governo está “à disposição” do Congresso Nacional para prestar as informações necessárias sobre as projeções feitas para o orçamento do Bolsa Família do ano que vem a fim de garantir recursos para o programa.
Questionada pelo G1 sobre se a proposta do deputado Ricardo Barros prejudica o programa, Campello disse “claro que sim” e acrescentou: “mas eu não acredito que isso [corte] vai ocorrer.”
“Nós vamos mostrar para o conjunto dos deputados os nossos dados e que esse patamar de 14 milhões de famílias [beneficiadas] é compatível com os dados do IBGE. Nós temos dados que têm como comprovar: o Bolsa Família é transparente. […] E é por isso que nós achamos que os recursos serão mantidos. Achamos, não. Temos certeza”, concluiu.
Mais cedo, em entrevista à "TV NBR", emissora oficial do governo federal, a ministra já havia dito que o Executivo projetou "recursos suficientes" para pagar as 14 milhões de famílias que atualmente estão no programa.
Além disso, os líderes do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), e na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), criticaram a proposta do deputado Ricardo Barros. Para eles, o programa de transferência de renda serve como política de inclusão social no país e não como ''esmola".
Bolsa Família
Segundo o governo, ao longo dos 12 anos de existência, o Bolsa Família ajudou a retirar 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Atualmente, diz o Executivo federal, 75% dos beneficiários estão no mercado de trabalho e há 14 milhões de famílias cadastradas. Além disso, 97% das crianças beneficiadas estão com a frequência escolar em dia.
No ano passado, o Brasil foi retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o governo avalia que estão entre os fatores para a saída os resultados obtidos por meio do programa de transferência de renda.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DISSÍDIO-2015/2016...AINDA NÃO...

É amigos, nós que trabalhamos em condomínios aqui na capital paulista, já estamos na segunda quinzena de outubro e nosso DISSIDIO até agora nada, sendo que nossa DATA-BASE é primeiro de outubro.

Primeiro o sindicatado patronal (www.sindicond.com.br) se recusou a receber o representante do sindicato da classe (www.sindificios.com.br). 

Depois quando chamou pra conversa, que só aconteceu nesta quinta-feira (15), veio com uma contra-proposta bem, mais bem abaixo do que foi aprovado na convenção dos trabalhadores (8,75% para salário).

Onde foi aprovado, que se iria pedir: 15% para o salário, 15% para a cesta básica e R$10,00 do vale refeição.

PISO ATUAIS:
Zelador: R$ 1.132,63.
Porteiros e demais: R$ 1.084,97.
Faxineiros: R$ 1.037,31.

CESTA BÁSICA ATUAL: 
R$ 190,08.

VALE REFEIÇÃO ATUAL
R$ 7,00 (por dia trabalhado).

Em breve, é de haver outra rodada de negociações.

Vamos esperar pra ver no que vai dá.

Saiba mais aqui
Aqui

Abraços há todos (as)...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Linha sucessória de Cunha tem acusado de sequestro e da Lava Jato...Todos limpos, pense que pessoal limpo...

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vive um momento delicado na Câmara. Nesta quinta-feira a Procuradoria Geral da República recebeu uma remessa de documentos enviados pela Justiça da Suíça que atestam que o presidente da Câmara é titular de contas secretas no país e nesta sexta foi a vez de detalhar o caminho do dinheiro. A suspeita é que osmilhões de dólares depositados no exterior por empresas off shore – sediadas em paraísos fiscais – em nome do parlamentar e familiares tenham sido fruto de pagamento de propina envolvendo o caso de corrupção na Petrobras, investigado pela Lava Jato. Entre os deputados existe quase uma unanimidade de que caso a informação se comprove, a situação de Cunha se tornará insustentável, e ele pode até perder o mandato por ter mentido à CPI da Petrobras, onde ele negou ter contas no exterior.

A questão é que os deputados da mesa diretora que estão na linha sucessória de Cunha também enfrentam problemas: oito dos 11 integrantes respondem a processos ou têm condenações na Justiça. Caso ocorra o afastamento do peemedebista da presidência da Casa, o 1o vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA) assume interinamente o cargo, com a missão de convocar novas eleições no prazo de cinco sessões. O parlamentar é um dos 32 deputados do PP investigados na Lava Jato. Ele foi citado pelo doleiro e delator do esquema Alberto Youssef como sendo o receptor de pagamentos mensais que variavam de 30.000 a 50.000 reais. Além disso, ele também responde a dois outros processos no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. Procurado pela reportagem, ele não quis se manifestar sobre o assunto.
Os problemas da mesa diretora não param aí. O segundo na linha de sucessão de Eduardo Cunha, caso ele seja afastado e Maranhão não possa assumir, é Fernando Giacobo (PR-PR). Atualmente um inquérito contra ele por crimes contra a ordem tributária tramita no Supremo Tribunal Federal, e ele já se livrou de outras ações penais que incluem crimes como sequestro e cárcere privado. Uma das acusações, pelo crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha, prescreveu em 2011, o que motivou a absolvição. Em 2010, outro processo teve um fim inusitado. Acusado de crime contra a administração pública, Giacobo foi beneficiado por uma manobra da corte: havia maioria de votos para sua condenação e a absolvição de um suposto cúmplice. Mas sua defesa postergou a sessão final para dali a uma semana, quando o crime já estaria prescrito.
A assessoria do deputado afirmou que a situação da empresa de Giacobo que é alvo de inquérito já foi regularizada na Receita Federal, e disse não saber o motivo do procedimento ainda não ter sido arquivado no Supremo. A reportagem recebeu uma cópia de certidão negativa da Giacobo & Cia, atestando que não existem mais débitos pendentes com a Fazenda.
O primeiro na linha sucessória é investigado pela Lava Jato: ele foi citado na delação do doleiro e colaborador Alberto Youssef
Continuando na hierarquia da mesa, caso o presidente seja afastado e nenhum de seus dois vices possam assumir, a responsabilidade recai sobre o 1o secretário, Beto Mansur (PRB-SP). Ele é um veterano em ações no Supremo: já se livrou de mais de uma dezena de acusações nos últimos anos. Em novembro de 2012 o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego encontrou 22 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade do deputado no interior de Goiás. Lá os funcionários faziam jornadas de até 24 horas nas lavouras. No STF ele foi absolvido após a corte deliberar que já havia uma investigação criminal sobre o assunto, arquivada por falta de evidências. Em 2014 o Tribunal Superior do Trabalho o condenou a pagar indenização de 200.000 reais por dano moral coletivo a trabalhadores rurais enfrentavam condições degradantes nas fazendas de Mansur. Atualmente, o parlamentar ainda é alvo de três processos no Supremo por crimes contra a administração pública, crimes de responsabilidade fiscal e trabalho escravo.
De acordo com Mansur, sua fazenda “é uma fazenda modelo”, e os processos que sofre por trabalho escravo dizem respeito a fatos ocorridos “lá atrás, quando tinha gente fazendo um trabalho sem registro [profissional], o que gerou tudo isso”. Ainda segundo o deputado, a ação originária se encerrou, mas ela subiu ao Supremo quando ele foi eleito e passou a ter foro privilegiado. “As outras [ações no Supremo] foram em decorrência de contratações para um evento filantrópico quando fui prefeito em Santos”, afirmou. Ele alega que desavenças com políticos do PT motivaram algumas das ações contra ele.
O 2o secretário da mesa e quarto na linha de sucessão de Cunha é o deputado Felipe Bornier (PSD-RJ). Ele é acusado em processo que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Rio por uso indevido de meio de comunicação social nas eleições do ano passado. Em nota, o parlamentar afirmou "não ter controle sobre quaisquer publicações dos jornais Dia a Dia eABC Diário, citados no processo em questão". De acordo com a assessoria de Bornier, "o deputado tem votação em 91 dos 92 municípios fluminenses, não tendo controle sobre a divulgação de sua atuação parlamentar pelos veículos de comunicação do Estado".

domingo, 4 de outubro de 2015

Definido os Representantes do Conselho Tutelar do Município de Dona Inês-PB...

As eleições para o Conselho Tutelar no município de Dona Inês, aconteceu neste último domingo, 04 de outubro do corrente ano. A votação teve início ás 8 da manhã, até as 16 horas, no Colégio Municipal Senador Humberto Lucena, na cidade de Dona Inês,teve transporte disponível, para quem reside na zona rural do município.
No município de Dona Inês, 12 postulantes lançaram as suas candidaturas ao cargo de Conselheiro tutelar, o eleitor so podia escolher apenas um dos doze postulantes. Obtiveram êxito nas eleições: Vanuza Ferreira ficou em primeiro lugar, obteve 324 votos, seguida de Ana Lúcia com 267 votos, Cícero Edson com 234 votos, Francijânia Vieira com 230 votos, e em quinto lugar Josefa Cândido com 224 votos. Esses serão os representantes do Conselho Tutelar do Município de Dona Inês.
Confira abaixo a relação completa, com o total de votos de todos os candidatos:
1. Vanuza Ferreira 324 votos
2. Ana Lúcia 267 votos
3. Cícero Edson 234 votos
4. Francijânia Vieira 230 votos
5. Josefa Cândido (Finha) 224 votos
6. Rosinaldo Rodrigues 178 votos
7. Kátia Domingos 176 votos
8. Josefa Maria (Josielda) 148 votos
9. Elizete Morais 145 votos
10 Maria Eliene 127 votos
11 Maria Célia (Célia Diogo) 116 votos
12 Graças Pereira 89 votos
Por: Amadeus Rodrigues direto da redação. Dona Inês em Foco
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Hino Oficial da Cidade de Dona Inês-PB


É isso aí, para quem não sabe, o Hino Oficial de Dona Inês...
Letra:
Maria Borges e Dedé Borges.

Por volta de 1800, vaqueiros por aqui passaram
Gado desgarrado era o que procuravam
Ao ver uma fumaça que surgia ao pé de um penedo
Avistaram uma moça branca e fina
Acompanhada de um escravo negro
Era uma senhora de engenho que se chama Inês
Os pirmeiros moradores com bastante sensatez
Em sua homenagem o lugar batizaram
Trouxeram suas familias, construiram suas casas e por aqui ficaram.
(REFRÃO)
Nós te amamos Dona Inês, nós te amamos
Quem aqui mora se for embora, chora de emoção
És por Deus abençoada, temos paz e união
Nossa terra adorada, nosso querido torrão
Por onde estivermos, estás em cada coração
És nosso aconchego, nosso orgulho e perfeição.
Por força de um decreto, o povoado virou Vila
Atráves de homens de força, de coragem, garra e fibra
Pouco tempo depois o governador sanciou
Lei que que ao entrar em vigor
A pequena Vila em cidade transformou.
Gloria a Deus que feliz vivemos
Com Deus, nem tempestade tememos
Dona Inês, linda cidade de avenidas planas e ladeiras
De gente trabalhadora, pacata e hospitaleira
Viver neste lugar enche nosso coração de alegria
Amar nossos irmãos é uma emoção que nos contagia
Aqui onde existe um belo cruzeiro
Que simboliza este povo tão ordeiro
A paz está na terra no ar
Em nossos corações Dona Inês brilhará
(REFRÃO)
Nós te amamos Dona Inês, nós te amamos
Quem aqui mora, se for embora chora, chora de emoção
És por Deus abençoada, temos paz e união
Nossa terra adorada, nosso querido torrão
Por onde estivermos, estás em cada coração
És nosso aconchego, nosso orgulho e perfeição

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domingo, 23 de agosto de 2015

Após filme, 'ceguinhas de Campina Grande' lamentam esquecimento...

Ceguinhas de Campina Grande (Foto: Rammom Monte / G1)
Há 11 anos, as 'ceguinhas de Campina Grande' tornavam-se conhecidas em todo o Brasil após o lançamento do filme 'A pessoa é para o que nasce', de direção de Roberto Berliner. Porém, a empolgação durou pouco tempo. Mais de uma década depois, as irmãs Poroca, Maroca e Indaiá, de 72,70 e 64 anos, respectivamente, relatam o esquecimento do público após terem rodado o país com shows e tocado com grandes personalidades da música, como o baiano Gilberto Gil, por exemplo. Hoje, elas vivem em uma casa no bairro do Catolé, em Campina Grande, na Paraíba, recebendo cuidados de uma conhecida.
“Depois do filme, esqueceram da gente. Quando era na época do filme, chamavam para todo canto, depois esqueceram e não nos chamaram mais para canto nenhum. Eu queria que chamasse porque a gente está esquecida, ninguém chama mais.Sonhamos em voltar a tocar pelo Brasil. Para ter outra viagem, para a gente espairecer mais, mas não chamaram mais, deixaram para lá”, disseram as irmãs.
As irmãs foram descobertas pelo diretor Roberto Berliner quando pediam esmolas nas ruas do Centro de Campina Grande. A gravação do filme começou em 1997 e terminou apenas em 2004, ano do lançamento. O documentário conta a história delas e como elas passaram a ser conhecidas após o lançamento. Com o dinheiro arrecadado na época da fama, elas conseguiram comprar a casa própria no bairro de José Pinheiro, também em Campina Grande. Mas com o passar do tempo, elas passaram por alguns problemas, inclusive maus tratos por parte de uma parente.
“Ficaram maltratando, queriam me jogar de cima da cama, não almoçávamos direito, de noite a gente comia um pão seco para dormir e eles pegavam o dinheiro da gente só para gastar”, disse Maroca.
Novo lar
Por conta dos maus tratos, as irmãs decidiram procurar um novo lugar para morar. E foi com uma conhecida, que ajudava a tomar conta delas, que elas encontraram um novo lar. A cozinheira Walquiria Calisto era amiga de uma outra mulher que trabalhava na casa da filha de Maroca. Foi assim que Walquiria conheceu as três e, mesmo após a morte da mulher que cuidava delas, manteve contato com as 'ceguinhas de Campina Grande'.
“Elas foram à minha procura na minha casa e me perguntaram se podiam morar comigo, porque não estavam mais aguentando a vida que tinham e eu conversei com meu marido, ele concordou e desde então elas estão com a gente, vai fazer um ano já”, relatou Walquiria, que completou falando o que as irmãs representam para ela.
“Tenho elas como se fossem minhas tias, como se fizessem parte da minha família, já fazem parte da minha vida. Eu não me imagino mais sem elas, acho que eu nasci para levar isso adiante”, disse emocionada.
Para Maroca, mudar de lar proporcionou uma vida melhor. “Eu pedi para morar com eles, porque eu não aguentava mais. Viviam maltratando a gente direto. Aí eles foram e pediram a guarda da gente, ainda está na mão do advogado. Vai fazer um ano que a gente mora aqui e nunca ficamos sem jantar nenhuma vez. A gente nunca pensou que ia encontrar uma pessoa assim para tomar conta da gente. A gente com a família nunca tinha prazer de nada. Vivia chorando direto, toda noite eu peço saúde para eles. ”, desabafou Maroca.
Indaiá foi mais além: “Ela não é da família, mas é como se fosse uma mãe”.
Passatempo: ouvir músicas
Sem agenda para shows e viagens, as irmãs Poroca, Maroca e Indaiá passam o tempo de outra forma: escutando músicas nas rádios. E uma das canções preferidas delas é “Cuida bem dela”, da dupla sertaneja Henrique e Juliano. Elas até se arriscam a cantar, mas conseguem reproduzir apenas o trecho que dá nome à música. Outro artista que elas gostam é o cantor paraibano Luan Estilizado. Mas elas já adiantam: conheceram há pouco tempo e ainda não aprenderam as letras das canções.
Infância sofrida e sonhos
Quem vê as três irmãs bem cuidadas hoje, não imagina a vida sofrida que elas já tiveram. Cegas desde o nascimento, elas rodaram várias cidades do Nordeste em busca de uma vida melhor. Mas a realidade sempre foi a mesma: sofrimento e pedido de esmolas nas ruas.
“Passamos dificuldades demais. Era pedindo, tinha dia que comia e tinha dia que não. A vida da gente foi só de sofrimento, pedindo no meio da rua. O povo ficava colocando papel na bacia, dando tapa na cabeça da gente”, revelou Maroca.
Para Indaiá, o tempo que passou morando na rua trouxe muito sofrimento. “Eu mesmo ficava tão revoltada quando a gente pedia na rua. Eu só faltava chorar no meio da rua, de tão revoltada que eu era”, desabafou.
A vida de pedir esmolas nas ruas começou logo cedo. Maroca revela que começou a pedir na rua quando tinha sete anos. Poroca tinha oito. Ja Indaiá foi levada para a rua ainda mais cedo, com sete meses. E foi durante o período em que pediam esmolas, que elas aprenderam a música que as fiz rodar o país fazendo shows: “Atirei no mar”.
“Depois que a gente aprendeu, a gente ficava tocando com o ganzá, o povo ouvia e dava as esmolas. Eles escutavam e paravam para olhar”, disse Maroca.
E a cena chamou a atenção de uma pessoa em especial: o diretor Roberto Berliner. “Chegou Roberto, do Rio de Janeiro, aí viu a gente cantando, aí disse que a gente merecia fazer um filme. Quer dizer, ele só disse para mim depois. Aí ele, fez o filme, o filme começou em 97 e passou sete anos para terminar. A gente foi juntando um dinheiro e comprou a casa” explicou.
E com o filme, vieram as viagens. Foram muitas. Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, entre outras. Elas relatam gostar de todas, mas há uma que as agradou mais. E foi justamente a capital baiana. E a explicação é simples.
“Salvador. Foi o lugar onde a gente foi mais aplaudida. A gente foi para muito lugar, mas o lugar que foi mais aplaudido foi em Salvador”, disse Maroca, toda orgulhosa.
Apesar de ter viajado boa parte do Brasil e ter conseguido comprar a casa própria, Maroca revelou ainda ter um sonho não realizado.

“O sonho que eu queria realizar era rever uma irmã da gente que nossa mãe deu quando ela tinha 8 meses de idade. Se ela tiver viva, ela está com 64 anos. Ela deu a nossa irmã com oito meses, desde esse dia eu não a vi mais. Ela deu ela em Serra de São Pedro, perto de Juazeiro do Norte. Foi em uma festa que a gente foi. A gente estava lá, aí uma mulher pediu ela e ela deu. Eu tinha muita vontade de vê-la. Nossa mãe não tinha condição, a gente não parava em lugar nenhum, só vivia andando em cima de caminhão. Agora se fosse hoje ela não tinha dado não. Quando ela deu, eu tinha sete anos, mas se fosse agora, ela não tinha dado não”, disse.
E com o tempo elas vão mostrando que a pessoa pode até ser para o que nasce, mas que a história se renova a cada dia e sempre pode haver um dia melhor.
“Eu tinha uma esperança. Tinha gente que dizia que isso nunca iria acontecer, eu dizia que ia, porque há um maior”, finalizou Maroca.