FELIZ 2016

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Irmã do governador da PB manda assessores demitidos (de Rômulo vice) “mamar debaixo do burro”

Sandra Coutinho
O clima ficou realmente muito carregado entre o governador Ricardo Coutinho (e sua família) e o vice-governador Rômulo Gouveia. De quebra, ao anunciar seu apoio ao senador Cássio Cunha Lima, Rômulo foi acusado de traição pelo presidente do PSB, Edivaldo Rosas. Logo depois, o governador mandou exonerar todos os assessores do gabinete da Vice-Governadoria.
A exoneração sai no Diário Oficial deste sábado (dia 28), e trouxe o afastamento de todos os assessores, o chefe de gabinete e até mesmo o motorista que atendia a Gouveia. Indignado, o chefe de gabinete Hermano Moura emitiu nota repudiando o desmonte da Vice-Governador. De imediato, Sandra (irmão do governador Ricardo) Coutinho postou em seu face uma declaração pra lá de pesada contra Rômulo…
Ela postou: “Vão mamar debaixo do burro…Chega do nosso Governador alimentar essa cambada de traíras. Vão fazer concurso, carrapatos do Oportunismo.” O vice-governador Rômulo Gouveia não quis responder ao que chamou de provocação, apenas comentou que “este é o nível dessa gente”.
Sandra Coutinho no face conra RG

domingo, 29 de junho de 2014

Uso da maquina:Governador da PB exonera 23 cargos após rompimento com vice

Um dia após o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD) anunciar o rompimento político com o governador Ricardo Coutinho (PSB), a exoneração de 23 cargos vinculados ao gabinete do vice-governador foi publicada no Diário Oficial deste sábado (28). Em nota, Rômulo Gouveia, tratou a exoneração como ato de quem faz “uso da administração pública como bem eleitoral”.
Entre as exonerações publicadas na edição do Diário Oficial deste sábado (28) estão a da chefia de gabinete da vice-governadoria, coordenador da assessoria jurídica, gerente de Planejamento, Orçamento e Finanças do gabinete , secretaria particular e assessoria de imprensa.
 
Na nota, Rômulo Gouveia define o “ato sem moral”. “Neste ato ante-democrático, Ricardo tentou retaliar o vice-governador que nesta sexta-feira (28) fez uma opção política eleitoral e agora é podado em suas ações constitucionais”, diz a nota.

A nota provocou reação no governo estadual. O secretário de Estado da Comunicação, Luis Torres, ressaltou que o governador tem a prerrogativa de nomear ou exonerar os cargos que estão constitucionalmente à disposição do governo. “Não tem moral para continuar dispondo da estrutura do governo porque se tornou uma ameaça a essa gestão pública, após as declarações que deu contra o chefe do poder executivo estadual”, frisou.

Em tom mais enfático, o secretário de Estado da Comunicação, Luís Torres, provocou o vice-governador ao sugerir que o mesmo renuncie ao cargo que possui. “Rômulo se tivesse um pingo de decência renunciava ao cargo”, enfatizou.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Jornalista Eduardo Bueno Chama a Região Nordeste de "BOSTA"

“Aquela bosta do nordeste”, diz jornalista do SporTV. Petição pública pede que a Procuradoria Geral da República instaure um processo criminal e que o canal demita Eduardo Bueno

eduardo bueno bosta nordeste
 Eduardo Bueno ao lado de Maitê Proença, sua companheira de bancada em programa do SporTV (Reprodução)
Na última quinta-feira (19), durante a exibição do programa “Extraordinários”, do canal a cabo SporTV, o jornalista Eduardo Bueno, ao falar sobre a região do nordeste, se referiu como “aquela bosta”. Uma petição online foi lançada para que a Procuradoria Geral da República instaure um processo criminal contra o profissional.
Ainda que, posteriormente ao comentário que criou um mal estar entre os presentes, visto que entre eles estava Xico Sá, que é nordestino, Bueno tenha justificado que foi uma brincadeira, o episódio tem repercutido negativamente na rede e Eduardo Bueno está sendo acusado de preconceito.
Na Petição Pública, que leva o título de “Mais uma agressão a nordestinos feita por Eduardo Bueno”, pede-se a demissão do jornalista. A nota diz que os cidadãos nordestinos ficaram “extremamente chocados” com as declarações feitas em rede nacional.
A seguir, confira o momento em que Eduardo Bueno chama o nordeste de “aquela bosta”:

Proposta de emenda à Constituição dá a eleitores poder de garantir urgência a projetos de lei

Uma alteração no texto da Constituição pode abrir caminho para que a iniciativa popular seja também utilizada para solicitar urgência para projetos de lei em exame no Congresso Nacional ou em qualquer de suas Casas, o Senado e a Câmara dos Deputados. Para serem admitidas, as petições deverão ter o apoio de no mínimo 1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco estados e com não menos de 0,3% de cada um deles.
A inovação é prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2013, de autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT), que está pronta para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Atualmente, a iniciativa popular possibilita a apresentação de projetos de lei com entrada pela Câmara, que devem tratar de apenas um assunto. Os requisitos de apoio são os mesmos adotados agora na PEC que trata da iniciativa popular de urgência para projetos.
Prevista na Constituição e regulamentada pelos regimentos das Casas, a urgência é utilizada para apressar a tramitação e a votação das matérias legislativas. O pedido pode ser apresentado por parlamentares, comissões técnicas e também pelo presidente da República. Se aprovado o pedido, haverá a dispensa de intervalos entre fases de deliberação, prazos e outras formalidades regimentais.
Represamento
Hoje, como explica Taques, proposições de relevante interesse popular ficam emperradas devido ao elevado número de matérias em tramitação no Legislativo. Além de sanar essa dificuldade, conforme o parlamentar, as petições populares ainda devem favorecer a aproximação entre os cidadãos e o Congresso, desse modo também contribuindo para o fortalecimento da democracia.
“O Congresso Nacional poderá captar com mais facilidade o interesse popular na discussão de proposições em tramitação em suas Casas, buscando a construção da legislação de forma segura, célere e democrática”, reforça Taques na justificação.
A relatora, senadora Ângela Portela (PT-RR), recomenda a aprovação da PEC sem qualquer alteração no texto. Segundo ela, a proposta acompanha tendência mundial de se aumentar a participação do povo no processo legislativo e nas decisões mais relevantes adotadas pelos países.
Democracia Direta
Como observa Taques na justificação da proposta, a democracia brasileira já combina elementos da democracia representativa, exercida pelo parlamentares, e a democracia direta, mediante instrumentos de participação do cidadão – além dos projetos de iniciativa popular, há os instrumentos do plebiscito e do referendo. No entanto, a seu ver, os mecanismos de participação direta ainda merecem reforço.
O parlamentar quer que o Brasil adote soluções já incorporadas por outros países latino-americanos. Os argentinos, por exemplo, não apenas podem apresentar projetos de lei perante a Câmara dos Deputados, como ainda desfrutam da garantia de que eles sejam apreciados em até doze meses.
Taques observa ainda que a atual Constituição da Colômbia, de 1991, adotou amplos instrumentos de participação popular. Além da iniciativa popular, o país pode promover referendos para tratar de leis e reformas constitucionais, assim como o recall, que permite revogar cargos populares.
Agência Senado

domingo, 22 de junho de 2014

Jornalista português expõe casos de corrupção na Fifa e defende mudanças profundas na entidade

O jornalista português Luís Aguilar, de 32 anos, é torcedor do Benfica e um apaixonado por futebol. É essa paixão que o motiva a mostrar o lado podre da entidade máxima do esporte, a Fifa, no livro “Jogada ilegal” (Gryphus), que acaba de ser lançado no Brasil. Em entrevista ao GLOBO, por e-mail, ele afirma que os protestos contra a organização têm fundamento, que a Copa do Mundo é um negócio bom apenas para ela, mas que poderia ser para todos, e defende que é preciso tirar o futebol das suas garras.

— O meu livro pode ser resumido assim: “Intrigas, subornos, compra de votos, venda ilegal de ingressos, dirigentes racistas, amizades com governantes violadores dos direitos humanos, suspeitas de tráfico de drogas e armas. Tudo sob a égide de lemas tão apelativos como ‘my game is fair play’ (‘meu jogo é limpo’). Bem-vindos ao incrível mundo da Fifa” — afirma Aguilar.


A Copa no Brasil é marcada por contrastes, a divisão do país e críticas à Fifa. Agora, o próprio Joseph Blatter, presidente da instituição, enfrentou questionamentos, com a posição da Uefa de não apoiar sua reeleição. Como você vê esse processo?
A reação do povo brasileiro é natural, compreensível e temos de estar solidários com todos aqueles que se manifestam. Manifestações pacíficas, claro, porque a violência é sempre reprovável. Primeiro, o governo diz que o Mundial ia ser financiado pela iniciativa privada. Depois, vemos que a quase totalidade do investimento vem dos cofres públicos. E aqui começa a revolta. Porque é o povo brasileiro que paga a Copa, que paga os estádios. A Fifa, por outro lado, só tem lucro. Chega ao Brasil e diz ao governo que tem de ter isenção de impostos. É uma ditadura. E o governo do Brasil, claro, permite. A revolta foi natural. Blatter é o rosto da Fifa, seu presidente. O símbolo da ditadura da Fifa no Brasil. É natural que ele seja o principal visado pelos protestos, assim como o secretário-geral, Jérôme Valcke. Um homem que disse coisas horríveis, que o Brasil merecia levar um chute no traseiro e que o país era demasiado democrata e por isso era difícil organizar o Mundial. É uma falta de respeito, uma ofensa. A Fifa fala de igualdade, de fair play, de lutar contra a discriminação. Depois, uma das suas altas patentes vêm dizer que é uma chatice fazer Copas em países com muita democracia.

Qual é a situação da Fifa hoje?
A Fifa é como um organismo que tem muitos homens com tendência para a corrupção e que se sentem intocáveis. Um organismo que devia ser um exemplo de transparência e dignidade, mas que, infelizmente, consegue sempre surpreender negativamente quando já parece impossível. Veja: depois de todos os escândalos dos subornos da ISL, que envolveram João Havelange, Ricardo Teixeira e Nicolas Leoz, parecia que não podia haver algo pior. Mas, de repente, aí está o Qatargate, aí estão as exigências fiscais feitas ao Brasil. Muitas das pessoas que estão na FIFA conseguem, claramente, desafiar os limites da expressão “pior é impossível”. É um organismo que precisa ser limpo desde a raiz. Precisa de pessoas novas, que nunca lá tenham estado, em todas as áreas. Gente como Romário, por exemplo.

O senhor odeia a Fifa?
Não foi o ódio que me moveu para fazer este livro. Pelo contrário, foi o amor ao futebol. Antes de tudo, sou um torcedor e quero que ele seja bem representado. Não consigo aceitar que este fenômeno lindo, esta forma de arte maravilhosa que é o futebol, possa ser machucado e usado por gente que quer saber apenas de si, dos seus interesses políticos e das suas contas bancárias. O futebol merece mais. Os jogadores, treinadores e torcedores merecem mais. O que odeio é a corrupção, a hipocrisia, a desigualdade, a violação de direitos humanos. A Fifa devia dar o exemplo a outras confederações, times e tudo o que envolve o futebol. Não o faz. Devia promover a liberdade de expressão, a igualdade, devia lutar contra a discriminação, contra a violação dos direitos humanos. Não o faz. Luta apenas pelo seu lucro desmedido. E depois o seu presidente diz que se trata de uma instituição sem fins lucrativos e que os bilhões que estão na conta bancária são apenas uma reserva. Isto é gozar com os pobres.

O futebol existe para além da Fifa?
Claro que sim e é disso que a Fifa se vale para continuar agindo com total impunidade e fazer o que quer, onde quer, como quer, tal como tem acontecido no Brasil. O futebol não é a Fifa, felizmente. É a paixão, a emoção, a loucura dos torcedores, os grandes jogadores, os grandes jogos, os grandes treinadores. É o melhor espetáculo do mundo. É provavelmente o fenômeno social mais fascinante do mundo. A Fifa é dona da Copa do Mundo, o evento máximo do futebol. E usa a Copa para encher os seus cofres. A paixão cega dos torcedores, muitas vezes, impede-os de ver as suas manobras. Mas, felizmente, já foi pior. O Brasil é um exemplo. Os brasileiros, que amam futebol, mostram que não querem futebol a qualquer custo. Não querem futebol às suas custas. Não querem que a Fifa chegue ao país e mande mais do que o governo. Ao vermos tudo o que se tem passado no Brasil, parece que a presidente Dilma trabalha para Blatter. Logicamente, os brasileiros não podem gostar disso. Mas isso não tem nada a ver com futebol. Isso é política e jogos de interesses. O futebol é outra coisa. O futebol é Pelé (o jogador e não o homem), é Garrincha, Romário, Ronaldo, Eusébio, Maradona, entre outros.

Se o senhor fosse presidente da Fifa, que tipo de reforma empreenderia?
Não tenho essa ambição e acho que o presidente deveria ser alguém que fez parte do jogo, um treinador ou jogador, e não um político. Mas alguém que tenha feito parte do jogo e não seja como Michel Platini (presidente da Uefa), claro. Falando apenas de uma forma hipotética, se eu fosse presidente da Fifa começava por despedir todos aqueles que fazem parte do comitê executivo e já estiveram ligados a casos de alegada corrupção. Também não escravizava um país, exigindo isenção fiscal para mim, para a minha direção e meus parceiros comerciais. A Copa é um grande negócio, mas pode ser um grande negócio para todos. Em suma, trabalharia com os governos, não punha os governos a trabalhar para mim. Também anulava qualquer processo de votação sobre o qual recaíssem suspeitas de corrupção, como no caso da Copa do Qatar. Também seria mais forte na luta contra o racismo e a discriminação. A Fifa fala em tolerância zero para o racismo, mas essa tolerância fica apenas no papel. Por exemplo, Kevin Boateng (atacante alemão), quando estava no Milan, saiu de campo num jogo depois de ter sofrido insultos racistas. Blatter começou criticando essa atitude e só depois deu o braço a torcer porque percebeu, junto com o seu departamento de relações públicas, que seria melhor para sua imagem se estivesse ao lado de Boateng.

Como o senhor vê a relação entre futebol e sentimentos nacionais?
O futebol sempre foi utilizado para exaltação dos sentimentos nacionais. É natural que seja assim porque é um fenômeno único na mobilização das massas. Algumas vezes foi bem utilizado, outras mal. Entre os exemplos negativos estão Mussolini, na Itália, em 1934, e Videla, na Argentina, em 1978. Mas há o caso português, com Luiz Felipe Scolari, na Euro 2004. Aquela equipe conseguiu unir o país inteiro em uma grande celebração. A forma fácil de comunicar usada por Felipão foi muito importante. Em toda a minha vida, nunca tinha visto meu país tão unido. Foi um sentimento nacional bonito. Também temos o caso da França multiétnica em 1998, um país que sempre sofreu muitas divisões raciais. Na noite em que a França foi campeã, o Champs-Elysées, em Paris, se encheu de franceses de diferentes gerações e origens. Há uma cena linda: a imagem de Zidane, filho de pais argelinos, projetada no céu de Paris e celebrada por todos os franceses. Tudo por causa da vitória de uma equipe que representava esse espírito.

Os estádios estão deixando de ser locais do povo e se transformando em clubes para ricos?
Em alguns países mais do que outros, especialmente nas Copas e nos torneios europeus. Sei que no Brasil essa é uma discussão e que o preço dos ingressos tem subido muito. Em Portugal, o problema não foi o preço dos bilhetes, que não aumentaram muito e, em alguns casos, até baixaram. O problema aqui é que o poder de compra baixou muito. Quando não há dinheiro, tudo é caro. Depois, na Europa, há casos e casos. Na Espanha, por exemplo, os preços de Real Madrid e Barcelona são uma loucura. No campeonato alemão, os preços são mais baixos, mais justos e isso nota-se pela taxa de ocupação dos estádios, a maior da Europa. Na Inglaterra, há de tudo. Em geral, depende muito dos clubes e da dimensão que têm. Real e Barça são os que têm preços mais caros, mas sabem que vão ter sempre o estádio cheio. Têm dimensão para isso. Mas os clubes sem essa capacidade deviam praticar preços mais baixos, claro. Às vezes, mais vale ter o estádio cheio a um preço mais baixo do que ele vazio a preços exorbitantes. Talvez ganhem o mesmo ou mais, com o estádio cheio. E a publicidade também vale mais num estádio que tem sempre boas taxas de ocupação.

O senhor acredita em resultados armados em Copas do Mundo?
A Copa do Mundo é um evento lindo no ponto de vista dos jogadores, das equipes e dos torcedores. O sentimento que existe ali é mágico e gosto de separar isso do resto. Agora, se existem Copas do Mundo armadas? Mussolini em 1934, Videla em 1978. Parecem não restar muitas dúvidas que essas duas, pelo menos, foram armadas para facilitar a vida do vencedor. E não podemos esquecer de todas as ajudas que deram à Coreia do Sul em 2002, nos jogos contra Itália e Espanha. Duas arbitragens que foram uma vergonha. Infelizmente, essas são páginas negras na Copa do Mundo.

Quais os seus prognósticos para Brasil, Portugal e esta Copa em geral?
O Brasil tem uma equipe jovem, mas muito unida. E, acima de tudo, tem Luiz Felipe Scolari, que é muito melhor em seleções do que em clubes. Tem a capacidade de fazer grupos muito unidos, verdadeiras famílias, equipes que jogam com muito coração e deixam tudo em campo. Foi assim com o Brasil, em 2002, e com Portugal, entre 2004 e 2008. Não havia homem melhor para comandar o Brasil nesta Copa do Mundo. Portugal é uma seleção muito dependente de Cristiano Ronaldo, do que ele for capaz de fazer. Mas tem Ronaldo, claro, o melhor do mundo. Não somos tão candidatos como o Brasil, mas podemos fazer uma boa Copa. No geral, Alemanha e Holanda são outras com grandes chances de vencer. A Argentina também é muito forte, mas parece ter uma defesa mais frágil do que em outras Copas e depende muito da forma de Messi. Creio que Colômbia e Bélgica podem ser as revelações, gosto muito do futebol ofensivo das duas equipes. Esta Copa começou com bons jogos, belos gols e uma surpresa que foi a goleada que a Espanha sofreu contra a Holanda. Espero que os grandes jogos continuem e que os erros grosseiros dos árbitros acabem. A Copa merece árbitros melhores. Para resumir, espero uma final entre Portugal e Brasil. Com três gols de Neymar... E quatro do Cristiano Ronaldo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

´Nada foi investigado sobre compra de votos de FHC´

Conheça a história da compra de votos a favor da emenda da reeleição.

O mais importante a respeito desse episódio de 1997 é que nada foi investigado como deveria. Dessa forma, restam apenas os fatos em torno da revelação do fato –trata-se de fato, pois houve provas materiais periciadas a respeito.
Tento evitar escrever sobre assunto tão antigo porque agora é ocioso especular sobre certos detalhes do episódio. Mas como FHC e Lula trocaram chumbo a respeito, é útil fazer aqui, sem juízo de valor, uma cronologia dos acontecimentos:
1) 28.janeiro.1997 – a Câmara aprova a emenda constitucional da reeleição: dispositivo passa a permitir que prefeitos, governadores e presidente disputem um segundo mandato consecutivo.
2) 13.maio.1997: Folha publica reportagem da compra de votos para aprovação da emenda da reeleição. Manchete no alto da primeira página, em duas linhas: “Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil” (clique na imagem para ampliar):
Capa da ´Folha´ na época do escândalo (Foto: Reprodução/DCM/Folha)
3) O que disse FHC, então presidente da República: sempre negou o esquema. Dez anos depois, em sabatina na Folha, em 2007, o tucano não negou que tenha ocorrido a compra de votos. Alegou que a operação não foi comandada pelo governo federal nem pelo PSDB: “O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto? (…) Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos”.
4) Provas: confissão gravada de 2 deputados federais do Acre que diziam ter votado a favor da emenda da reeleição em troca de R$ 200 mil recebidos em dinheiro. Outros três deputados eram citados de maneira explícita e dezenas de congressistas teriam participado do esquema. Nenhum foi investigado pelo Congresso nem punido.
5) CPI: PT e partidos de oposição tentam aprovar requerimento de CPI. Sem sucesso
6) Operação abafa 1: em 21.maio.1997, apenas 8 dias depois de o caso ter sido publicado pela Folha, os dois deputados gravados renunciam ao mandato (Ronivon Santiago e João Maia, ambos eleitos pelo PFL –hoje DEM– do Acre). Eles enviaram ofícios idênticos ao então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ambos alegaram “motivos de foro íntimo'”. Em comentário irônico à época, o então deputado federal Delfim Netto disse: “Nunca vi ganhar um boi para entrar e uma boiada para sair”.
Reportagem de 21.maio.1997 relata procedimentos utilizados na reportagem sobre a compra de votos.
7) Operação abafa 2: em 22.maio.1997, só 9 dias depois de a Folha ter revelado o caso, tomam posse como ministros Eliseu Padilha (Transportes) e Iris Rezende (Justiça). Ambos eram do PMDB, partido que mais ajudou a impedir a instalação da CPI para apurar a compra de votos.
8) Operação abafa 3: apesar da fartura de provas documentais, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, não acolhe nenhuma representação que pedia a ele o envio de uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal.
Em 27.junho.1997, indicado por FHC, Geraldo Brindeiro toma posse para iniciar o seu segundo mandato como procurador-geral da República. Sempre reconduzido por FHC, Brindeiro ficou oito anos na função, de julho de 1995 a junho de 2003.
9) Fim do caso: em junho de 1997, o Senado aprova, em segundo turno, a emenda da reeleição, que é promulgada. No ano seguinte, FHC se candidata a mais um mandato e é reeleito.
A Polícia Federal não investigou? De maneira quase surrealista, sim. O repórter responsável pela reportagem foi intimado a dizer o que sabia a respeito do caso em… 4 de junho de 2001. O inquérito era apenas protocolar. Não deu em absolutamente nada.

terça-feira, 17 de junho de 2014

DIANTE DO XINGAMENTO DOS ABASTADOS, MEU DESABAFO CRISTÃO POR PE. DJACY BRASILEIRO.

“Padre Djacy, de um tempo pra cá, nossa vida melhorou, não totalmente, mas melhorou, graças a Deus. O povo pobre é lembrado e tratado com mais dignidade”.

Estava calado, sem nada pronunciar. Só fazia ouvir atentamente. Ouvia palavras duras, palavras tão agressivas, que faziam sofrer minha pobre alma. Nada dizia. Ficava absorto nos meus pensamentos. Silenciosamente gemia, e gemia de indignação, de revolta, de tristeza.

O tempo foi passando, e a gritaria indignada de uma parcela da elite, dos ricos, dos arrogantes e prepotentes, contra a ascensão sócio-econômica-cultural dos pobres, dos milhares de cidadãos e cidadãs brasileiros, foi alcançando proporções inimagináveis, claro, com o apoio incondicional de uma Mídia poderosa controlada por meia dúzia de ricaços. Não, não podia suportar tanta violência verbal e ideológica contra meus irmãos em ascensão. Ficar calado seria omissão, covardia cidadã e fraqueza profético-cristã.

Muitas vezes fui dormir indignado, com tanta tristeza, que pensava o seguinte: será que não irei morrer nesta noite? Será que meu coração vai aguentar essa tristeza? Dormia e acordava. Meu coração pulsava forte. Via a hora infartar-me. Num instante de inspiração, veio o pensamento: tenho que defender meus irmãos pobres e compartilhar minha dor cristã, minha indignação sertaneja. Não posso ficar calado, caso contrário, cairei no risco do pecado de omissão.

Em nome do Evangelho, de minha fé cristã libertadora, vou desabafar, colocar pra fora todo um sentimento de dor, de tristeza, de revolta, que sufoca meu pobre coração de cidadão e de pastor.

Antes de tudo, afirmo peremptoriamente que essa ojeriza por parte dos afortunados é, indubitavelmente, uma afronta ao Deus da vida e à dignidade da pessoa humana. Não é por acaso que está consignado no livro dos Provérbios estas sentenças proféticas (14,31; 31,8-9): “aquele que oprime o pobre com isso despreza o seu Criador, mas quem ao necessitado trata com bondade honra a Deus”. E mais: “erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”.

Não podendo ficar encastelado no silêncio sepulcral do medo, da omissão e da covardia, desabafo. Trata-se de um desabafo cristão e cidadão:

Por que muitos de vocês, que têm dinheiro, vida boa, têm tanta raiva dos programas sociais do governo federal, que vem aliviando a dor, o sofrimento, da população pobre?

Por que tanto desprezo e ódio ao programa do bolsa família que, graças a Deus, está tirando tanta gente da miséria?

Por que tantos adjetivos pejorativos, violentos, contra os que recebem auxílio do governo federal?

Por que tantas pessoas chamam de preguiçosos, vagabundos, malandras, os cidadãos pobres que recebem o bolsa família?

Ouvi muitos agricultores falarem: - se não fosse o bolsa família, a gente já tinha saqueado feiras, mercados, escolas. Graças a Deus, com esse bolsa família, a situação é outra. Vocês não ficam satisfeitos com essa nova realidade social?

-Como estudante estou feliz. Vou ingressar na universidade. O PROUNI facilitou minha vida. Agora vou me formar para ter uma profissão na vida. Lendo este belo e emocionante depoimento, por que muitos de vocês não ficam felizes vendo milhares de estudantes pobres ingressando nas universidades?

-Por que o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, a legislação da empregada doméstica e alguns outros programas sociais, que visam melhorar a vida da população pobre são tão mal vistos, tratados com desdém, com adjetivos tão pejorativos? Isso não os deixa felizes?

Por que vocês não ficam felizes, vendo tantos pobres comprando carro, moto, geladeira, celular e televisor?

Por que vocês não ficam felizes, vendo os pobres adquirindo sua casa pelo o programa minha casa, minha vida?

Por que se revoltam com o programa mais médico? Vocês não sabem que os pobres serão os beneficiados com esse referido programa? Falaram mal dos médicos cubanos. 

Por quê? Só porque vieram para ajudar à população pobre? E que tanta raiva é essa?

No meu sertão, são muitos os jovens que têm ipad, tablet, notebook e usam celular de última geração. Isso não lhes agrada? Não os deixa feliz?

Em muitas casas da zona rural, nas casas de famílias pobres, há televisor plasma, ultramoderno. Isso não é bom? Por que não ficam felizes em saber disso? Pobre também tem direito ao que é bom e moderno. Não concordam?

No meu sertão, milhares e milhares de residência têm computador. Isso não lhes agrada, não os deixa feliz?

Na cidade onde moro, os jovens ficam na calçada da igreja, na praça, ou em suas calçadas, acessando a internet via Wi-Fi, gratuitamente, Isso não lhes dá felicidade? Não lhes agrada?

No meu sertão, vejo milhares de jovens pobres se graduando em diversos cursos superiores, se especializando, fazendo mestrado e até doutorado. Isso não é motivo de alegria para vocês?

Conheço diversos jovens de famílias humildes viajando para o exterior para aperfeiçoar seus cursos, sua formação acadêmica. Vocês não vibram de alegria. Por quê?

Na minha Paraíba, são muitas as pessoas que deixaram de viajar de ônibus para viajar de avião. É por isso que “os aeroportos estão cara de rodoviária”. Isso é motivo de revolta?

Um homem da roça falou-me: - Padre, meu filho veio de São Paulo de avião, porque a passagem estava barata. Não ficam felizes com isso? Não somos todos irmãos?

Antes, pobre só via avião passando por cima de sua cabeça, e bem alto, não conhecia sequer um aeroporto. Hoje, não só o ver, mas anda. Não se alegram com essa ascensão social desses irmãos?

Quanta revolta, quando dizemos que o governo federal deveria popularizar o Curso de Medicina. Qual o motivo de tanta raiva, indignação? Todos não são iguais conforme a Constituição Federal?

 Por que muitos que cursam medicina em universidades públicas, quando se formam não pensam em ajudar os pobres? Por que ficam nas grandes cidades? E por que cobram consultas tão exorbitantes? Não estudaram com o dinheiro do povo?

Uma mãe falou-me: - Padre, meus três filhos vão ser doutores. Graças a Deus, a gente é pobre, mas vamos conseguir formar nossos filhos. Por que vocês não vibram com a felicidade dessas e de tantas outras famílias humildes?

-Hoje, seu Padre, não se forma que não quer. O governo manda ônibus para pegar os alunos na sua casa, a merenda é boa, dá livros, cadernos, lápis e farda. Vocês, que têm tudo na vida, por que não ficam felizes com a felicidade da classe pobre?

-Padre, eu não ando mais de ônibus, agora é só de avião. Fui visitar meus filhos que moram em São Paulo. Esse negócio de andar de ônibus é coisa do passado. Por que vocês, ricos, ficam com raiva, dizendo que aeroporto virou rodoviária?

Deus criou-nos para viver como irmãos, no amor, na justiça, na partilha, na paz e na união. Então nada de egoísmo, individualismo, arrogância, prepotência e orgulho.

 De uma coita tenho certeza absoluta: a terra, nossa casa mãe, é para todos, mas o céu é para quem vive o AMOR ágape. É por isso que São João da Cruz dizia: “no entardecer da vida, seremos julgados pelo amor”.

Padre Djacy Brasileiro, no sertão paraibano, em 16 de junho de 2014.
Twitter: @Padredjacy
BlogSãoMamede1/Zé Luiz Mineiro

domingo, 15 de junho de 2014

Show de educação! Japoneses catam lixo na Arena Pernambuco...

Os torcedores da seleção japonesa, apesar da derrota por 2 a 1 para a Costa do Marfim, provaram na noite deste sábado que educação no futebol independe do resultado dentro de campo. Após a estreia no Mundial, alguns japoneses cataram os lixos acumulados na arquibancada da Arena Pernambuco, onde o jogo pelo Grupo C foi realizado



Torcida do Japão limpando Arena Pernambuco  (Foto: Reprodução / Facebook)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

NO BRASIL É ASSIM: TJ da Paraíba aposenta juiz suspeito de participar de esquema irregular.

O Pleno do Tribunal de Justiça decidiu, nesta quarta-feira (11), aposentar compulsoriamente o juiz Mário Lúcio Costa, titular da comarca de Picuí. A decisão foi em virtude de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou a prática de condutas ilícitas por parte do magistrado, relacionadas à concessão de alvarás judiciais e a retirada de dinheiro de pessoas falecidas. Mário estava afastado do cargo desde julho de 2013, quando um outro processo interno tinha sido instaurado contra ele por suspeita de participação em um esquema de fraude em empréstimos consignados.

A relatoria do processo contra o juiz  foi do desembargador João Alves da Silva, que afirmou que a conduta do magistrado foi incompatível com a dignidade, honra e decoro da função jurisdicional. Com a aposentadoria compulsória, o juiz mantém os vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

De acordo com o PAD, o juiz chegou a autorizar, de forma irregular, a liberação de valores superiores a R$ 1 milhão, favorecendo advogados com os quais mantinha amizade, nas ações relacionadas aos alvarás. Os documentos eram remetidos diretamente aos bancos, sem passar pela respectiva serventia judicial. O relator afirmou ainda que quase 90% das pessoas que requereram as ações residiam em outros Estados da Federação, e não na comarca onde atuava o magistrado (Picuí).

O desembargador João Alves analisou as faltas como gravíssimas, diante dos prejuízos causados, “com a efetiva participação do magistrado no esquema, quebra do dever de imparcialidade e do reiterado procedimento incorreto, demonstrado pela prática de impulsos processuais arbitrários e fraudes na liberação de valores por meio de liminares”.

A aposentadoria compulsória é a penalidade máxima aplicada na esfera administrativa e está prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAM). O relator determinou a remessa de cópias dos autos ao Ministério Público da Paraíba para apuração dos fatos e avaliação da possibilidade de uma ação por improbidade administrativa contra Mário Lúcio.

Empréstimos consignados
O caso da fraude em empréstimos consignados foi mostrado em reportagem do Fantástico em junho de 2013. Segundo a investigação, um grupo específico de advogados convencia as vítimas a entrar com ações na Justiça contra os juros que eram cobrados pelos bancos em empréstimos consignados e tinham ganho de causa, por meio de liminares. No entanto, os advogados convenciam as pessoas a fazer um novo empréstimo. Com o dinheiro desse novo contrato, os advogados eram pagos e  a pessoa ficava com duas dívidas.

A investigação  nas comarcas de Picuí e Barra de Santa Rosa teve início após a corregedoria do Tribunal de Justiça desconfiar da quantidade de ações revisionais de contrato de consignação, cerca de 2 mil, que estavam tramitando nas duas cidades. Nelas, os clientes das instituições financeiras alegam taxas abusivas de juros e pedem a suspensão do contrato de empréstimo e depois ganham o direito de fazer um novo financiamento. As liminares eram sempre concedidas pelo mesmo juiz, Mário Lúcio Costa Araújo.

Na época o magistrado negou que tivesse participação no esquema. Segundo ele, sua assinatura foi falsificada. “O número é em torno de duas mil ações, sendo de se destacar que algumas delas foram falsificadas, minha assinatura foi falseada nesses procedimentos”, disse.