FELIZ 2016

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Jânio de Freitas: CAMPOS MANCHA A HONRA DO AVÔ

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A definição de Eduardo Campos contra qualquer mudança na Lei da Anistia, para possível punição legal de criminosos da repressão, divide-se em duas partes bem distintas. Na primeira, o pré-candidato à Presidência adota o chavão dos militares acusados de tortura, assassinatos e desaparecimentos: "Acho que a Lei da Anistia foi para todos os lados. O importante agora não é ter uma visão de revanche". Na segunda, Eduardo Campos reforça, por um dado pessoal, a sua identificação com aqueles militares: "Falo isso muito à vontade porque a minha família foi vítima do arbítrio".

Uma das maiores vítimas imediatas do golpe em 1964 foi Miguel Arraes, então governador de Pernambuco. Retirado do palácio sob a mira de armas, Arraes foi preso e, depois dos maus-tratos esperáveis, deportado para a ilha de Fernando de Noronha como prisioneiro sem condenação e sem prazo. Quando, afinal, pôde voltar ao continente e à vida civil, a iminência de nova prisão levou-o a asilar-se e daí ao exílio.

Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes. Por isso diz estar "muito à vontade" quando subscreve o pretexto da "anistia para os dois lados". Nas duas condições, está, portanto, desafiado a indicar os crimes de que seu avô foi anistiado. Os crimes cuja anistia justifica, no que lhe cabe, a anistia do lado dos que o prenderam depois de o derrubarem do governo conquistado pelo voto e exercido com o que sempre se achou ser impecável dignidade.

No exterior, residente na Argélia e depois na França, Arraes integrou a oposição ativa à ditadura brasileira. É possível que, do ponto de vista de Eduardo Campos, oposição ao regime dos generais ditadores fosse prática criminosa, como os próprios consideraram. A identificação de Eduardo Campos com o pretexto usado pelos militares reforça tal hipótese. A ser assim, porém, sua pretensão a concorrer à Presidência de um regime democrático não poderia ser vista senão como farsa. Farsa perigosa, como sugerem as identificações que exibe.

Não menos sugestivo é que esse mesmo Eduardo Campos integra, com os seus conceitos, o Partido Socialista Brasileiro. Vê-se que aprecia essa coisa de "para todos os lados". Mas, se não tem fatos a narrar que justifiquem a anistia de Arraes como compensação para a anistia do "outro lado", então Eduardo Campos está manchando a história de um homem honrado. Da qual e do qual até agora só tirou proveito: sem ambas, não se sabe o que seria, mas por certo não teria sido o que já foi e não seria o que é. 

As 7 diretrizes aprovadas pelo PT que vão deixar liberais de cabelo em pé

O Partido dos Trabalhadores aprovou, em seu encontro nacional, realizado nos dias 2 e 3 deste mês, um documento com diretrizes táticas que devem orientar a postura do partido nas próximas eleições e em um possível segundo governo da presidente Dilma Rousseff. O texto, com um forte tom de ruptura com a política de conciliação ideológica adotada desde que Lula subiu ao poder, traz algumas propostas que vão deixar liberais de carteirinha com os cabelos em pé.
O Administradores.com destacou alguns pontos do documento, que pode ser lido na íntegra no próprio site do PT. Veja abaixo os destaques:

Menos liberalismo econômico

De acordo com o documento, um dos objetivos do PT a partir de 2015 será fazer com que Dilma consiga fazer um segundo mandato superior ao primeiro. E o texto diz como: superando a “herança maldita cujas fontes são a ditadura militar, o desenvolvimentismo conservador e a devastação neoliberal.” E complementa: “Esta herança maldita se materializa, hoje, em três dimensões principais: o domínio imperial norte-americano; a ditadura do capital financeiro e monopolista sobre a economia; e a lógica do Estado mínimo.”

Maior aproximação com a esquerda latino-americana

A superação da tal “herança maldita” citada no documento é vista como “uma tarefa simultaneamente nacional e regional” e deve se dar com “o aprofundamento da soberania nacional, a aceleração e radicalização da integração latino-americana e caribenha, uma política externa que confronte os interesses dos Estados Unidos e seus aliados”. Hoje, quase todas as economias da América Latina são governadas por líderes que, no espectro político, se posicionam do centro para a esquerda.

Aprofundamento de políticas sociais

Se os atuais programa de bolsas do governo e outros mecanismos de assistência social já despertam a ira dos liberais, um possível segundo mandato liderado pelo PT deve gerar ainda mais críticas. O documento afirma que para dar continuidade aos objetivos do partido, será necessário, entre outras coisas, ampliar “as políticas públicas universalizantes do bem estar-social”.

Reaproximação com os movimentos sociais

Dilma deu menos atenção aos movimentos sociais do que Lula e uma das condições impostas para a unificação do PT em torno de sua reeleição foi justamente uma mudança nesse sentido. Uma reaproximação deve acontecer em um possível segundo mandato, segundo o documento aprovado no congresso do partido. “A continuidade – e, sobretudo, o avanço – do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimento sociais, na intelectualidade e em todos os setores comprometidos com o processo de transformações econômicas, políticas, sociais e culturais implementadas pelos governos Lula e Dilma”, diz o texto.

Maior influência dos sindicatos no governo

Os sindicatos e centrais devem ter maior influência nas decisões de um possível segundo governo Dilma. “O 14º Encontro Nacional do PT destaca a importância da candidatura Dilma acolher a ‘Pauta da classe trabalhadora’, apresentada pela CUT e as centrais sindicais”, diz o documento.

Constituinte exclusiva para a reforma política

Criticada pela oposição e por intelectuais liberais, a convocação de uma Constituinte Exclusiva por meio de consulta popular para fazer a reforma política, proposta por Dilma durante os protestos de 2013, deve ser levada a cabo a partir de 2015, como bandeira do PT e do próprio governo. “A proposta feita pela presidenta Dilma ao Congresso Nacional, de um plebiscito para convocar uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política, proposta encampada pelo PT, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, organizações da sociedade, deve fazer parte destacada da ação eleitoral da militância e de nossas candidaturas. A luta pela reforma política deve estar no centro de nossa tática eleitoral e dos programas de governo nacional e estaduais”, diz o texto.

Implantar o socialismo

Nada aterroriza mais um liberal do que o governo do seu país se comprometer com a implantação do socialismo. Mas é esse compromisso que o PT espera de Dilma, segundo o documento. “Nosso grande objetivo é, através das vitórias que obtemos nos espaços institucionais, democratizar o Estado, inverter prioridades e estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo, capaz de construir um projeto de socialismo radicalmente democrático para o Brasil”, diz o texto.

Administradores.com

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O BOLSA BEBÊ

Na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso foi iniciado o processo de distribuição de renda através da concessão de bolsas.Inicialmente, na Paraíba, alguns municípios foram escolhidos para um Plano Piloto e a renda mínima foi transformada em moeda de troca de voto.Pelo menos um prefeito a distribuiu, pessoalmente, em dinheiro , nas escolas municipais. Surgiu depois o Bolsa Alimentação, o Bolsa Escola, o Vale Gás, agora tudo somado sob a denominação de Bolsa Família.
Hoje a companheirada petista se orgulha de colocar essa renda na casa de treze milhões de brasileiros, e os tucanos, tratam de lembrar que nasceu deles a idéia e a sua implantação.A cada eleição presidencial surge a ameaça: se o PT não ganhar, acaba o Bolsa Família. Essa política do medo tem sido o bordão dos que vêm no beneficio a salvação da lavoura eleitoral. E por falar em lavoura, nos períodos de seca surgiu o Bolsa Estiagem. Pelo menos com um mínimo de feira em casa, desapareceram as levas de flagelados que invadiam as feiras e saqueavam armazéns e até os depósitos de merenda escolar. De fome, só morrem os animais, carentes de um Programa Bolsa Ração.
O Bolsa Família virou política de Estado e, na Paraíba, o governo estadual ainda paga um adicional a titulo de Abono Natalino que alcançará em dezembro cerca de vinte milhões de reais a serem distribuídos com os beneficiários do programa federal. A oposição no Congresso tentou transformar em lei a permanência do Programa, que, em virtude do nome, traz a marca da transitoriedade. O projeto foi derrotado pela maioria governista que prefere oferecer o adjutório como uma benesse governamental, “sempre ameaçada pelos inimigos dos pobres” .
Na contramão da política da BEMFAM, que visa o planejamento familiar e distribui anticonceptivos em grosso e à varejo através do municípios conveniados, foi criada o Auxilio Maternidade para o trabalhador rural. Basta que a mulher prove sua vinculação com a terra, atestado por um sindicato rural, e tenha mais de 16 anos de idade, que o beneficio lhe será pago a cada gravidez. E haja menino no meio do mundo.
Em visita a uma família na zona rural deparei-me com numerosa prole. Admirado com a fertilidade do casal fui informado pela mãe das vantagens da gravidez:
-Antigamente todo mundo queria “ ligar as trompas”, hoje ninguém quer mais. Veja o meu curral, apontou a trabalhadora. A cada bebê que nasce, João compra várias bezerras que já viraram vacas e ‘ tão’ dando leite.
Impressionado com o êxito familiar, apontei para a barriga da mulher, já esperando por novo rebento:
- Eita, agora vem por aí novas bezerrinhas, não?
- Que nada doutor! Do dinheiro desse menino d´agora, João vai comprar uma moto!

 RAMALHO LEITE

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Contas de Ricardo tumulto obriga deputados a suspender audiência pública

A audiência pública que tinha a finalidade de debater possíveis irregularidades nas contas de 2011 do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho(PSB) terminou em menos de 30 minutos. Confusão e gritaria de militantes pró-Ricardo impediu o pronunciamento dos parlamentares o que obrigou o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Raniery Paulino (PMDB) a encerar a sessão na tarde desta quarta-feira (21), na sede a OAB/PB.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Assembleia emite nota sobre confusão durante audiência pública na OAB-PB

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Nota da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária
A Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vem, através de nota, explicar os motivos da suspensão da audiência publica para discutir as contas do Governo do Estado, referentes ao exercício de 2011, que começou a ser realizada na tarde desta quarta-feira (21) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB).
Surpreendentemente, a OAB foi tomada por uma multidão de militantes partidários, recrutados nas repartições públicas, trazidos de outras cidades em diversos ônibus, obedecendo a palavras de ordem de agressão aos deputados e ao Poder Legislativo gritadas pelo próprio presidente do PSB, Ronaldo Barbosa.
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Orçamento, deputado Raniery Paulino (PMDB), pediu, por várias vezes, calma e silêncio aos presentes e afirmou que encerraria a reunião caso as pessoas não permitissem que o debate acontecesse. Ele garantiu ainda que todas as pessoas inscritas teriam direito a voz, assim como determina o Regimento da Casa, mas eles não estavam interessados em debate e sim em evitá-lo.
A Comissão lamenta que o Governo do Estado tenha financiado com dinheiro público a ida de militantes à audiência, com a liberação de servidores, alguns deles identificados com fardas, para participar da reunião. Os funcionários estavam em horário de expediente e deveriam estar prestando serviço à população, pois são pagos para isso.
Lamentamos, por fim, a postura que foi adotada pelos militantes, que agrediram verbalmente e fisicamente parlamentares. Defendemos o amplo debate de ideias, mas condenamos as manifestações violentas.
Comunicamos ainda que a audiência publica será remarcada para uma nova data, que será definida durante reunião da Comissão. Reiteramos que não desistiremos de fazer o amplo debate, tirar todas as dúvidas em relações às contas e dar a oportunidade para que o povo tome conhecimento de como vem sendo feita a aplicação do dinheiro público. A Paraíba saberá como vem sendo aplicado os recursos públicos.
Assessoria da ALPB

AZEREDO COMO HOMEM DE CONFIANÇA AJUDA AÉCIO?

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O presidenciável Aécio Neves parece estar naquele momento de campanha em que, mesmo tendo subido nas pesquisas, precisa, ainda assim, fazer uma série de ajustes em sua trajetória. No final de semana, no mesmo momento em que fechava a contratação do jornalista Otávio Cabral, ex-revista Veja, para ser seu chefe de mídia, viu sua articulação pessoal para ter o ex-presidente do BC Henrique Meirelles como candidato a vice explodir num vazamento de informação. Tudo foi parar na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, editado pela jornalista Vera Magalhães, mulher de Cabral. Em seguida, Aécio assistiu o setor de marketing do PSDB se envolver, como noticiou 247, numa articulação para atrair o site Dilma Bolada para o seu lado de campanha. O partido negou a iniciativa, mas os rumores, efetivamente, de nada ajudaram o pré-candidato.
Agora, de novo é em Minas que Aécio se defronta com surpresas desagradáveis. Vai chamando atenção da oposição o papel do ex-governador Eduardo Azeredo na campanha do presidenciável mineiro, de quem é amigo pessoal. Circula pelas redes sociais o expediente atual do Instituto Teotônio Vilela, o órgão de estudos e reflexão do PSDB. Ali, Azeredo aparece no prestigioso cargo de Diretor Financeiro, mesmo estando envolvido no processo que corre na Justiça sobre o chamado mensalão mineiro.
Assim como o atual pré-candidato tucano ao governo, Pimenta da Veiga, Azeredo vai sendo cada vez mais lembrado como um dos políticos que foram mais próximos ao publicitário Marcos Valério, pivô do escândalo do chamado mensalão do PT.
Azeredo, a partir de sua base em Belo Horizonte, insiste que será candidato a deputado federal para apoiar e ser apoiado por Aécio. Na segunda-feira 20, o ex-governador esteve presente no lançamento de Pimenta da Veiga, motivando, ao lado do presidenciável, perguntas de jornalistas sobre sua posição de réu no processo que deixou o Supremo para voltar à primeira instância:
- Sou fundador do partido, primeiro governador do PSDB mineiro. Vou defender a candidatura do Pimenta, do Aécio. Agora eu queria que vocês da imprensa divulgassem a minha defesa, não apenas aquela loucura do procurador [geral da República, Rodrigo Janot]", disse Azeredo, que se sente injustiçado:
- Eu estava sentido mesmo. Quem tem moral, quem tem vergonha na cara, fica sentido quando é injustiçado. Eu não fui no evento porque tinha sido injustiçado, não estava bem de saúde. Hoje eu estou participando e vou continuar participando. Tenho muito mais condição moral do que muita gente que está por aí", disse.
Será que essa postura de Azeredo, nesse momento de sopro de alta para o presidenciável tucano, é mesmo uma atitude que soma para Aécio Neves? Ou é a campanha dele que está servindo para a defesa de Azeredo?

sábado, 17 de maio de 2014

Lições de Vida

O café pendente !!!

"Entramos em uma pequena cafeteria, pedimos e nos sentamos à uma mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três homens e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois.
Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem bem humilde, com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum "café pendente"?
Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pense bem antes de escrever na internet !

Se alguma vez você parou em frente a uma banca de jornal e observou as pessoas lendo as manchetes dos jornais, sabe que a maioria delas, mesmo sem ler o conteúdo da matéria, comenta o assunto como se fossem profundas conhecedoras.

Esse hábito migrou para as redes sociais e hoje é grande a quantidade de pessoas que não conhecem o assunto, mas postam opiniões que nada têm a ver com o conteúdo.

Diferentemente das conversas nas bancas de jornais, os meios digitais possuem um poder de propagação enorme e levam, com frequência, os menos avisados a situações indesejáveis, podendo ocasionar até demissões ou processos judiciais.

Ferramentas como Big Data, Business Intelligence e outras são capazes de reunir informações e fornecer detalhes sobre o perfil desconhecido de uma pessoa, revelando as características indesejáveis até então desconhecidas.

É importante saber que toda liberdade necessariamente é suportada pela responsabilidade, assim como todo direito caminha de mãos dadas com o dever. Não se pode, em momento de estresse e fúria, redigir algo impensado e encaminhar para quem quer que seja. 

Diferente do que muitos imaginam, o maior prejudicado não é aquele que recebeu a ofensa, mas quem a enviou.

Em um mundo onde tudo está interligado, é muito importante ter cuidado com o que escreve. Para isso é fundamental: conhecer do assunto antes de criticar, pensar antes de agir e, principalmente, refletir antes de enviar.

Não é segredo para ninguém que a cada dia é mais difícil suportar o estresse e a pressão que vivemos, mas temos o dever de perseguir sempre a redução da sua propagação, especialmente as consequências de atitudes tomadas em um dia difícil.

Somos passíveis de erros e não é incomum nos arrependermos depois de descarregar nossas frustrações. Uma boa dica para extravasar a raiva sem gerar estragos é:

- escreva tudo o que deseja, seja uma resposta para o e-mail que desceu atravessado ou um post nas redes sociais, mas ao invés de apertar o botão de enviar salve-o em rascunhos;
- vá para casa, brinque com os filhos, converse com a(o) companheira(o), assista ao jogo do seu time, desfrute de um bom copo de vinho e tenha uma noite bem dormida.

No dia seguinte, ao chegar no escritório, reabra seu arquivo de rascunhos e leia a sua resposta. Acredite: dificilmente você apertará o botão send!

Alberto Parada
Professor de MBA e Pós-graduação da Fiap 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Presidente da República, governadores e prefeitos poderão responder por desvios no SUS

Projeto que torna os chefes do Poder Executivo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios gestores solidários do Sistema Único de Saúde (SUS), ao lado dos diretores do sistema, foi aprovado em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O texto (PLS 174/2011) explicita as responsabilidades dos gestores solidários e estabelece instrumentos legais para identificar responsáveis por descumprimento de obrigações e aplicar sanções.

– Estamos tentando transpor para a política de Saúde aquilo que a Lei de Responsabilidade Fiscal conseguiu com muito sucesso fazer com relação às contas públicas – frisou o autor da matéria, senador Humberto Costa (PT-PE).

Ele explica que, atualmente, quando um município deixa de cumprir suas responsabilidades, a única punição possível é a suspensão do repasse de recursos para a cidade.
– Quem é prejudicado? É o prefeito? É o secretário? Não, é a população – ressaltou.
Para o cumprimento das responsabilidades, poderão ser estabelecidos pactos federativos para possibilitar a gestão cooperativa do SUS, firmados por comissões intergestoras tripartite, no âmbito nacional, ou bipartite, no estadual.
– Os acordos que são feitos hoje e que têm um aspecto meramente informal passam a ter força de contrato – explicou Humberto Costa. Conforme exemplificou, uma meta de redução de mortalidade infantil deixará de ser “mera intenção e passará a ser um contrato que terá quer ser cumprido”.
Ajuste de conduta
Para permitir a correção do descumprimento de obrigações, o projeto prevê a celebração de Termo de Ajuste de Conduta Sanitária (TACS), instrumento a ser pactuado entre os entes federativos para realização, por exemplo, de ações planejadas que deixaram de ser executadas.
– É uma inovação importante que nós achamos que vai ajudar a melhorar muito a gestão – afirmou Humberto Costa.
Devem constar do TACS ações e metas a serem atingidas, cabendo ao Ministério da Saúde o acompanhamento da aplicação desse instrumento. O projeto, no entanto, veda a assinatura de termo de ajuste de conduta para situações de desvio de dinheiro.
Recursos
O projeto prevê que os recursos do sistema público de Saúde sejam depositados em fundos em cada esfera de governo, cuja movimentação será divulgada à população por meio de relatórios de gestão disponibilizados na internet.
É responsabilidade dos gestores a elaboração de relatório e o envio do mesmo para análise pelo Conselho de Saúde até o final do primeiro trimestre do ano seguinte ao da execução orçamentária.
Crimes
O projeto relaciona como crimes de responsabilidade sanitária, entre outros, deixar de prestar, de forma satisfatória, os serviços básicos de saúde previstos na Constituição, a transferência de recursos para conta diferente da destinada pelo fundo de Saúde e a aplicação dos recursos em atividades não previstas no planejamento do SUS, exceto em situação de emergência e calamidade pública.
Também é crime prestar informações falsas no relatório de gestão, dificultar a atuação de órgãos de fiscalização e controle e alterar informações corretas nos bancos de dados do sistema.
Essas condutas passam a constituir crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 e no Decreto-Lei 201/1967.
Também estão previstas no texto infrações administrativas, como deixar de estruturar o componente do Sistema Nacional de Auditoria no município ou no estado, não atualizar o sistema de informação de Saúde ou impedir o acesso público a informações administrativas e financeiras.
Como sanção para coibir as infrações, estão previstas advertências e multas que variam de 10 a 50 vezes o valor do salário mínimo.
– As penas são compatíveis com o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, não estamos sendo mais duros ou menos duros – observou o autor.
O relator, senador Wellington Dias (PT-PI), apresentou emendas para aperfeiçoar a redação e a técnica legislativa. Ele recomendou a aprovação do PLS 174/2011 e a rejeição do PLS 190/2009, que tramita em conjunto. Se não for apresentado recurso para exame no Plenário, a matéria segue para análise da Câmara dos Deputados.

Senador Aloysio Nunes xinga blogueiro e manda prendê-lo

"Vai a PQP, vagabundo!". Senador Aloysio Nunes não gostou de ser questionado sobre o cartel dos trens e seu suposto envolvimento com o caso Alstom-Siemens.

Senador Aloysio Nunes (Divulgação)
O blogueiro Rodrigo Grassi foi detido ontem pela Polícia do Senado depois de entrevistar o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Grassi fez perguntas sobre o cartel dos trens e o suposto envolvimento de Aloysio com o caso Alstom-Siemens, provocando uma reação violenta do parlamentar. “Vai para a puta que te pariu”, gritou Aloysio, que, em seguida, passou a chamá-lo de vagabundo e tentou também impedir o registro das imagens. Grassi produziu o vídeo que segue a abaixo:


Confira também o relato enviado pelo blogueiro:
Bom Dia.
Ontem fui preso ao fazer perguntas “inconvenientes” ao Senador Aloysio Nune. Em nenhum momento o agradi ou fui descortês. Na terceira pergunta ele perdeu a linha, me xingou e partiu para a agressão. Tanto no meu filme como nas imagens internas do senado é possível comprovar a agressividade e autoritarismo do Senador.
Quando estava indo embora, já fora do Senado, a Polícia do Senado, a mando de Aloysio Nunes, me perseguiu por cerca de 300 metros já fora do Senado e me arrancou de dentro de um ônibus com o intuito de me proibir de publicar o vídeo.
Foi complicado mas consegui publicar. Ainda assim me ameaçaram e tentaram me coagir já dentro da delegacia do Senado, e o Diretor de Polícia, chamado Pedro, ordenou que eu apagasse o vídeo. Me neguei e como retaliação eles RETIVERAM meu celular sem lacrá-lo para “periciá-lo”. Chegando em casa notei que já haviam tentado acessar e alterar senhas e contas de e-mail a partir do dispositivo.
Constatei isso a partir de alertas do próprio Gmail/Google. Mando para vocês o vídeo que fiz ontem desmascarando a “liberdade de expressão” de Aloysio Nunes. Se vocês acharem importante, fiquem à vontade para usar como quiserem meu vídeo que está postado na íntegra e sem edição.
Muito Agradecido!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dona Inês: Assaltantes aterrorizam família, e estupram dona de casa de 44 anos

O crime aconteceu na madrugada do ultimo sábado (28), mas só veio a público na tarde desta segunda-feira (05), após uma matéria exibida noprograma Correio Verdade, na TV correio, afiliada da Rede Record na Paraíba.
De acordo com as vítimas, três bandidos armados arrombaram a residencia onde moram, localizada no Sitio Bola, zona rural de Dona Inês, Curimataú Paraibano, renderam a família de cinco pessoas, e estupraram uma dona de casa de 44 anos.
Eles amarraram, amordaçaram e espancaram o agricultor de 37 anos, e os três filhos de 7, 9, e 12 anos de idade.
Após roubar vários objetos das vítimas, inclusive a feira da família, um dos bandidos arrastou a dona de casa de 44 anos, para fora da residência e a estuprou.
A família está assustada, e não consegue mais dormir na casa onde há mais de 10 anos, criavam os filhos. Ainda de acordo com relatos da dona de casa, os filhos estão assustados e não querem ir à escola.
Por segurança não vamos divulgar os nomes das vítimas.
A Polícia Militar efetuou rondas para tentar capturar os acusados, mas até o fechamento desta matéria ninguém foi preso.

sábado, 3 de maio de 2014

Mujica diz que maconha é uma ameaça à saúde pública. Agora vá entende-lo !


O presidente do Uruguai, José Mujica Foto: Sergio Flaksman / Agência O Globo

O presidente do Uruguai, José Mujica, disse que a legalização da maconha no
Colorado foi baseada em "ficção" e "hipocrisia", porque o estado americano não rastreia a droga depois de
vendida e muita gente finge estar doente para obter maconha medicinal.

Falando à agência de notícias Associated Press (AP) pouco antes de o seu país divulgar a aguardada
regulamentação sobre a legalização da maconha, Mujica garantiu que a realidade uruguaia será bem menos
permissiva em relação a usuários de droga. A regulamentação vai estabelecer como se dará a produção, a
venda e o consumo de maconha.

O ex-guerrilheiro de esquerda garante que muitas pessoas o chamarão de "velho reacionário" quando as regras
forem publicadas. Ele também diz que, na sua opinião, a maconha não é algo benéfico, poético e cercado de
virtudes. O presidente define a droga como uma substância viciante e uma ameaça à saúde pública.

Não é a primeira vez que Mujica deixa clara a sua visão crítica em relação à maconha. O presidente do Uruguai
já explicou, em ocasiões anteriores, que a regulamentação da produção, venda e uso da droga no Uruguai será
uma forma de controlar o consumo no país, tratando o assunto mais como uma questão de saúde do que de
segurança