FELIZ 2016

sábado, 30 de março de 2013

OPORTUNISMO ELEITORAL


O que fazer com Eduardo Campos?
A candidatura de Eduardo Campos à presidência da República é um problema principalmente para o próprio Eduardo Campos. Afora toda a badalação e bajulação que o cercam, muito comuns nos casos em que o sucesso sobe à cabeça, sua candidatura tem pés de barro.
O nome de Eduardo Campos é praticamente restrito a Pernambuco. Seu partido não tem força nacional e seus políticos pretendem, antes de eleger um presidente, conquistar mais prefeituras e governos estaduais. Campos e o PSB integram o governo Dilma. Precisam arranjar um motivo para sair dele e justificar uma candidatura nacional contra um governo com níveis recordes de popularidade.
Portanto, o que fazer da candidatura Eduardo Campos se tornou um problema à espera de uma saída honrosa. Eleito em 2006 e reeleito em 2010, Campos precisa saber exatamente o que será em 2014: governo ou oposição? Candidato à presidência, ao Senado, à Câmara ou a ministro de um segundo governo Dilma?
Campos tem assumido com maestria o papel de chamar a atenção para si próprio. Porém, enquanto lançar-se candidato é fácil e não custa nada, sair candidato são outros quinhentos. Pode custar caro. Para alguém se dizer candidato, basta uma pessoa, o próprio pretendente. Para de fato ser candidato, é preciso uma retaguarda de apoio político de partidos e de forças sociais que se mobilizem a favor ou contra alguma coisa. A favor de que ou contra o que é a candidatura Eduardo Campos? Até agora não se sabe.
Por sua vez, a coisa mais inadvertida que a presidência Dilma e o PT podem fazer neste exato momento é enxotar o PSB de seu governo. Tornariam fato uma candidatura que por enquanto é só especulação precoce. Engrossariam a lista de candidatos que, mesmo com poucos percentuais, somados podem favorecer um segundo turno. Tirariam da base aliada um partido que pode fazer falta no Congresso, colaborando com obstruções e dissensões sobre projetos importantes para a agenda do Executivo.
Se o PSB for defenestrado do governo, será poupado do trabalho difícil de explicar sua saída por outras razões que não o oportunismo eleitoral. O encontro afetuoso com Serra, os elogios a FHC e as alfinetadas em Dilma foram provocações, mas também foram uma isca jogada para o PT morder. O afastamento de dirigentes do PSB das Indústria Nucleares do Brasil foi o troco, talvez na hora errada.
A turma do “deixa disso”, que inclui o ex-presidente Lula e o atual governador da Bahia, Jacques Wagner, tem tratado o assunto com mais cautela e perspicácia, evitando um confronto direto que transformaria Campos e o PSB em vítimas.
Nesse contexto, a tentavia apaziguadora de Jacques Wagner parece ter sido até agora o movimento mais incisivo para debelar a candidatura do PSB e resgatar o pródigo de volta à casa. Wagner revelou, em entrevista, tersugerido a Campos que sua melhor estratégia seria aguardar 2018 e tentar ser um candidato do campo aliado, e não se bandear para o lado adversário.
A especulação sobre uma candidatura de Campos em 2018 tem um ingrediente difícil de acreditar, quase improvável: a de que o PT, quem sabe, poderia até abdicar da cabeça de chapa. Mesmo se isso fosse verdade, haveria o problema extra do PT preterir aquele que se consolidou como seu aliado preferencial, o PMDB; partido que, aliás, já anunciou que buscará ter um candidato à presidência em 2018. Engana-se quem pensa que ele seja Sérgio Cabral, que não conta com apoio da cúpula peemedebista.
Enfim, ao que parece, a conta de 2018 não fecha. A não ser sob uma única hipótese: a de Eduardo Campos migrar para o PMDB, com o qual, em Pernambuco, não tem qualquer problema de convivência. Sob a égide de um acordo de alternância no poder entre PT e PMDB, o Brasil poderia ingressar na fórmula similar à da Concertación chilena, que sempre foi vista por muitos dirigentes do campo majoritário do PT como um bom modelo de governabilidade.
E por que cargas d’água o PT abdicaria da presidência? Existem razões fortes do ponto de vista estratégico. Dar a vez ao PMDB possibilitaria sacramentar o compromisso de longo prazo com esse partido, já reiterado em alto e bom som por vários dirigentes petistas. Permitiria dar uma nova cara à presidência da República, dessa vez com o PT como coadjuvante. Entre os petistas, existe o medo do cansaço ou fadiga do poder, aventado por Wagner na referida entrevista e que foi experimentado por inúmeras administrações petistas. O mesmo mal se abateu sobre os chilenos da Concertación, que perderam a última eleição quando repetiram o candidato Eduardo Frei, que já havia sido presidente.
Mas existe também uma razão tática importante. Abrir espaço para uma candidatura presidencial de fora do PT, com um aliado estratégico e “melhorado” em relação ao atual plantel do PMDB, ajudaria o PT a dar vazão a candidaturas estaduais que hoje estão represadas por conta da absoluta prioridade conferida pelo Partido à disputa presidencial. Um futuro time de governadores proporcionaria novo fôlego e reforçaria o retorno posterior à presidência, com ânimo renovado e candidatos de sobra.
Ainda assim, se nada disso der certo e ninguém combinar o jogo com os “rousseff”, sobraria um bom problema para os governistas: a eleição de 2018 seria palco não mais da tradicional disputa entre PT e PSDB, mas entre candidatos da atual coalizão – o PT, o PMDB e o PSB. Faz sentido.

Carta Maior

Cresce a bancada dos mais ausentes no Congresso

Quase dobra de um ano para o outro o número de parlamentares que faltaram a mais de um terço das sessões em que o comparecimento era obrigatório. Foram 49 em 2012
 [fotografo]Agência Senado[/fotografo]
Mário Couto: “Ausência do Senado em nada representa ausência de trabalho. Pelo contrário, é quando mais arregaçamos as mangas”
Principal palco da atividade parlamentar, o plenário foi relegado a segundo plano por um grupo de congressistas. O número de deputados e senadores que faltaram a, pelo menos, uma de cada três sessões destinadas a votação quase dobrou, em 2012, em comparação com 2011: saltou de 27 para 49. Se eles não tivessem justificado suas ausências, poderiam ser cassados. Essa bancada é puxada pela Câmara, onde 44 deputados deixaram de registrar presença em 31 (um terço) ou mais dos 91 dias com sessões voltadas para votação. Desses, 12 disputaram prefeituras.
No Senado, onde houve 126 sessões deliberativas, cinco senadores faltaram, pelo menos, a 42 reuniões (um terço) em plenário. Um dos menos assíduos no Senado, Mário Couto (PSDB-PA) diz que participou ativamente das eleições, mesmo não sendo candidato, para fortalecer seu papel como opositor. “Ausência do Senado em nada representa ausência de trabalho. Pelo contrário, é quando mais arregaçamos as mangas”, afirma. Os dados são de levantamento sobre a assiduidade no Parlamento, publicado na quinta edição da Revista Congresso em Foco.
Cadeiras vazias
Em alguns casos, as faltas foram ainda mais acentuadas. Ao todo, oito deputados acumularam mais ausências que presenças em 2012. Desses, dois disputaram a eleição para prefeito. Sétimo mais faltoso na Câmara, José Priante (PMDB-PA) foi apenas o quarto colocado em Belém. Obteve 68.021 votos (8,79% da votação válida). Primo de Jader Barbalho, Priante atribuiu todas as suas 46 ausências, em 91 dias de trabalho, a obrigações político-partidárias.
Com o mesmo número de faltas que o deputado paraense, Teresa Surita (PMDB-RR) teve mais sucesso nas urnas. Com 57 mil votos, voltou à prefeitura de Boa Vista pela quarta vez. Ela atribuiu 35 de suas ausências a compromissos políticos. As nove faltas restantes foram justificadas como missão oficial ou licença médica.
Alguns desses mais faltosos atribuíram a problemas de saúde a maior parte de suas ausências. Caso de Nice Lobão (PSD-MA), campeã de faltas em 2011 e terceira colocada em 2012. A deputada, que sofre de dores na coluna, tirou 35 licenças médicas nos 55 dias em que faltou ao trabalho. Nas demais faltas, Nice alegou que cumpria obrigações partidárias.
Vice-campeão em faltas, Aníbal Gomes (PMDB-CE) recorreu a atestados médicos para justificar 38 de suas 60 ausências. Quarto colocado nesse ranking, Zé Vieira (PR-MA) apresentou justificativas médicas para 52 de suas 54 faltas.
Entre os deputados que faltaram a mais de um terço das sessões estão o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do mensalão, o ex-prefeito paulistano Paulo Maluf (PP-SP) e o tucano Carlos Alberto Leréia (GO), que responde a processo por quebra de decoro devido à sua relação com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Justificar é preciso
Em tese, faltar sessões destinadas a votação sem justificar implica desconto de salário. E faltar em grande número sem dar explicações pode resultar até em cassação. O artigo 55 da Constituição Federal determina a perda do mandato do parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões ordinárias de um ano sem justificar. Até hoje, apenas os deputados Mário Bouchardet (MG) e Felipe Cheidde (SP) foram cassados por esse motivo. Foi em 1989.
De todas as 8.477 faltas registradas pelos deputados em 2012, 7.789 foram abonadas. Apenas 688 (8%) delas ficaram sem justificativa. No entanto, as faltas ainda podem ser revertidas já que os deputados têm até o último dia do mandato para justificar as ausências. No Senado, quase 80% das ausências foram atribuídas a algum compromisso externo, a tratamento de saúde ou a licença para tratar de interesses particulares.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Deputado do PSDB lidera movimento 'volta Arruda'


O Ministério Público Federal anunciou nesta terça feira (26), que a denúncia  contra o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (ex DEM), e outros 36 acusados de participar do "mensalão do DEM", deve ser julgada ainda neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo o  ministro Arnaldo Esteves Lima como relator da ação. Não foi divulgada data para o início do julgamento. Com 180 páginas, além de 70 caixas com vários documentos, a denúncia relata como operavam o grupo ligado a Arruda. 
Sabe-se lá quando  o ex governador será julgado, mas já se articula nos bastidores da política a volta do ex-governador em 2014, uma vez que, enquanto não for julgado, sua ficha estará "limpa" perante a Justiça Eleitoral. Um dos maiores entusiastas do "Volta Arruda" é o presidente do PSDB de Brasília, Mário Machado
Detalhe: a afinidade é tão antiga quanto problemática:  secretários de Arruda filiados ao PSDB também figuram na denúncia sobre o mensalão do DEM, o que rende um "puxão de orelhas" da direção nacional do tucanato a Machado.
Agora, resta saber se o PSDB vetará o apoio de Machado a Arruda, ou se a legenda tem outros planos para o ex-governador, já que houve um dia em que José Serra chegou a lançar informalmente uma chama com o colega de Brasília, cujo mote era "vote em um careca e leve dois". Em 2010 não deu. Quem sabe em 2014....?
Arruda, que passou uma razoável temporada atrás das grades, na cadeia da Policia Federal do DF, ainda mora em Brasília, mas passa boa parte do tempo em São Paulo. Amigos dizem que, além de ele fazer contatos políticos na capital paulista, estaria reunindo notas para um livro sobre o tempo em que passou no poder.

Enquadrados

O esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM envolveu a cúpula do governo de Arruda no entre 2007 e 2010. A denúncia veio a público no final de 2009 por meio da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), tendo como base depoimentos do então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que aceitou colaborar com a PF em troca de redução da pena em caso de condenação.
Vários políticos de diversos partidos foram envolvidos  no  esquema dos demos, com destaque para o então governador José Roberto Arruda; o seu vice, o empresário Paulo Octávio; o então presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente; o deputado distrital Júnior Brunelli (PSC); o então deputado federal Augusto Carvalho (PPS); e a então líder do governo na Câmara Legislativa na época, Eurides Brito (PMDB).
Quase três anos após a operação Caixa de Pandora, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceu denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra 37 pessoas. Os crimes pelos quais elas serão investigadas são: corrupção – ativa e passiva –, lavagem de dinheiro e  desvio de recursos públicos.
A denúncia será apreciada e julgada pelo STJ porque um dos envolvidos é Domingos Lamoglia, conselheiro de Tribunal de Contas, que embora esteja afastado,  tem direito àquele foro privilegiado. Também estão envolvidos os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner, ambos igualmente do Distrito Federal.
Alguns dos envolvidos no escândalo já tiveram condenações em outros processos. A deputada Eurides Brito, foi  cassada por quebra de decoro parlamentar  e  condenada a devolver aos cofres públicos R$ 620 mil após a Justiça ter considerado que o valor corresponde à propina que Eurides recebeu durante 31 meses para apoiar o governo de Arruda.
Além da devolução da quantia acrescida de juros e atualização monetária, a Justiça determinou que Eurides pague multa de R$ 1,86 milhão e indenização por danos morais de R$ 1 milhão. A ex-deputada teve os direitos políticos suspensos por 10 anos. No entanto, não se tem notícia de que esse valor foi ressarcido aos cofres público.
O deputado Júnior Brunelli, que ficou conhecido por ter   aparecido no vídeo,  fazendo a  "oração da propina" foi condenado a  devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão e danos morais de R$ 1,4 milhão à sociedade. Ele também nada devolveu até hoje. Além de continuar livre, leve e solto.

Ciclista atropelado agradece a testemunhas que o salvaram


Justiça suspende desocupação em favela na zona leste depois de acordo
O ciclista David Santos Sousa, 21 anos, que teve o braço arrancado no último dia 10, após ser atropelado na avenida Paulista (região central de São Paulo), reencontrou, na tarde de ontem, duas testemunhas do acidente que o ajudaram enquanto o resgate não chegava.
Sousa disse que "deve sua vida" aos dois e agradeceu pela ajuda.
Ao lembrar o momento em que viu Sousa, o estudante Thiago Chagas dos Santos, 26, disse que estava próximo da estação Brigadeiro do metrô quando ouviu um barulho e encontrou David desacordado e caído no asfalto.
"Verifiquei que ele não tinha pulso. Pensei que ele tivesse morrido e vi que ele estava desacordado, então comecei uma respiração boca a boca e massagem cardíaca. Aí ele acordou e continuou conversando comigo até a ambulância chegar", disse o estudante, que também é técnico em enfermagem e tem treinamento para casos de primeiros socorros.
David Santos Sousa é cumprimentado por Agenor Pereira, que socorreu o ciclista
 David Sousa é cumprimentado por Agenor Pereira, que socorreu o ciclista
Folha de S.Paulo

terça-feira, 26 de março de 2013

RACHEL SHEHERAZADE É MOTIVO DE DISCÓRDIA NO SBT


foto
Um grupo de funcionários do SBT, entre eles alguns artistas da emissora, está descontente com alguns comentários feitos pela âncora Rachel Sheherazade no "SBT Brasil".
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os funcionários pensam em um abaixo-assinado batizado de "Rachel não nos representa", que será encaminhado à direção da emissora. O SBT diz não conhecer a iniciativa.
À publicação, o diretor de jornalismo do SBT, Marcelo Parada, disse que qualquer âncora da emissora tem plena liberdade para emitir opiniões. Entre os motivos que podem ter despertado a revolta dos funcionários, está a defesa da jornalista à nomeação do deputado federal Marcos Feliciano à Comissão dos Direitos Humanos.

Senador petista Lindberg Farias é acusado de desvio de dinheiro público


A revista Época fez levantamento e obteve uma série de documentos com denúncias contra o senadorLindbergh Farias. Os papéis constam de um inquérito a que Lindbergh responde no Supremo Tribunal Federal, com acusações de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro – relativas ao período em que foi prefeito de Nova Iguaçu, entre 2005 e 2010.

A base da investigação são dois depoimentos prestados ao Ministério Público Estadual (MPE) pela ex-chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de Nova Iguaçu, Elza Elena Barbosa Araújo. Época obteve cópias das declarações, prestadas em fevereiro de 2007 e até aqui mantidas sob sigilo. Elza disse que, logo no início do mandato de prefeito, em 2005, Lindbergh montou um esquema de captação de propina entre empresas contratadas pelo município. O valor podia chegar a R$ 500 mil por contrato. O dinheiro sujo, segundo Elza, chegava à sala da secretaria em bolsas e maletas trazidas por empresários. Depois as quantias eram usadas, conforme ela disse, para quitar despesas pessoais de Lindbergh.

Segundo os depoimentos, o esquema ainda bancava as prestações de um apartamento da mãe deLindbergh, Ana Maria, num edifício em Brasília. Elza relatou que numa das ocasiões, em 11 de julho de 2005, ela saiu da prefeitura com R$ 15 mil em dinheiro para pagar uma das prestações do imóvel. Sobraram R$ 4.380, que Elza disse ter depositado na conta de Lindbergh. Ela também afirmou que a propina abastecia a conta da empresa Bougainville Urbanismo, que pertence a Carlos Frederico Farias, irmão de Lindbergh que mora na Paraíba, terra natal de Lindbergh. A empresa recebeu, ainda conforme a acusação, quatro depósitos que totalizaram R$ 250 mil.

domingo, 24 de março de 2013

O GLOBO RURAL MOSTRA REMÍGIO E SOLÂNEA NA PARAÍBA

Em reportagem nos município de Remígio e Solânea na 

Paraíba

o Globo Rural mostra as técnicas que os agricultores 

usam para enfrentar o problema das secas que vem 

afetando os municípios.

VEJA REPORTAGEM:


Enquanto os governantes não dão atenção necessária ao homem do campo, eles vão levando a vida como pode.
Nós vimos que não se precisa de muito dinheiro para se ter uma vida melhor, mesmo com as fortes estiagem que assola o Nordeste.
Eis o exemplo desdas duas famílias das cidades de Remígio e Solânea na Paraíba, só falta vontade politica dos homens que estão administrado, as cidades, estados e o país.

Monitoramentos revelam que qualidade da água de 30 rios é ruim ou regular

qualidade da agua
Para levar um pouco mais de conhecimento sobre a Mata Atlântica e sua importância, o projeto “A Mata Atlântica é aqui: exposição itinerante do cidadão atuante” da Fundação SOS Mata Atlântica, viajou por 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste em 2012, realizando atividades de educação ambiental. Entre essas ações, está a análise da qualidade da água de um rio, córrego ou lago de cada cidade. Agora, próximo às comemorações do Dia Mundial da Água (22/03), a ONG apresenta os resultados dessas atividades.
Entre janeiro e dezembro de 2012, foram analisados 30 rios de 9 Estados brasileiros. Entre os rios avaliados, nenhum obteve resultado satisfatório. Desse total, 26 foram analisados pela primeira vez. Entre os rios já analisados em outros anos, três pioraram seus índices e um se manteve na mesma classificação.
“A iniciativa tem o papel de provocar uma reflexão sobre a importância do cuidado com a água nas cidades brasileiras e mostrar como as ações cotidianas podem impactar a qualidade da água que bebemos”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica.
Para o monitoramento, é realizada a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). “Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial, pois a proposta é apresentar uma percepção ambiental sobre a região analisada”, esclarece Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.
Dos 30 corpos d’água monitorados, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”. As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracajú (SE), com 34 pontos; e do Rio Pratagy, em Maceió (AL), com 33 pontos.
Uma curiosidade em relação a Maceió é que, ao mesmo tempo em que a cidade teve o segundo melhor índice, também teve um dos piores, dessa vez com o Rio Salgadinho, com 23 pontos. Rio que inclusive já havia sido analisado em setembro de 2010 e agora, dois anos após, continua com a mesma classificação.
Outro com classificação negativa foi o Rio Bussocaba, de Osasco (SP), que também teve 23 pontos. Essa é a segunda vez que o rio é analisado. Em abril de 2010, sua nascente havia sido considerada “regular”, com 29 pontos.
Outros dois rios que pioram sua situação foram Paquequer, de Teresópolis (RJ), classificado como “ruim”, com 26 pontos – em janeiro de 2010 sua classificação era regular, com 30 pontos – e o rio Capibaribe, de Recife (PE), considerado “ruim”, também com 26 pontos e que, em 2010, havia sido considerado “regular”, com 28 pontos.
“Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu.




Confira abaixo os rios avaliados e seus resultados:
11 a 15/01/12
Itanhaém – SP
Rio Itanhaém
32 pts. – Regular
18 a 22/01/12
Guarujá – SP
Rio Santo Amaro
32 pts. – Regular
01 a 05/02/12
São Sebastião – SP
Córrego Outeiro
25 pts. – Ruim
08 a 12/02/12
Cabo Frio – RJ
Rio Una
28 pts. – Regular
15 a 18/02/12
Silva Jardim – RJ
Rio Capivari
30 pts. – Regular
29/02 a 04/03/12
Nova Friburgo – RJ
Rio Bengalas
27 pts. – Regular
07 a 11/03/12
Teresópolis – RJ
Rio Paquequer
26 pts. – Ruim
14 e 15/03/12
Rio de Janeiro – RJ
Rio Grande
23 pts. – Ruim
16 a 18/03/12
Rio de Janeiro – RJ
Rio dos Macacos
32 pts. – Regular
21 a 25/03/12
Volta Redonda – RJ
Rio Paraíba do Sul
26 pts. – Ruim
28/03 a 01/04/12
Cubatão – SP
Rio Cubatão
27 pts. – Ruim
04 a 08/04/2012
Guarulhos – SP
Córrego dos Cubas
27 pts. – Regular
11 a 15/04/2012
Osasco – SP
Rio Bussocaba
23 pts. – Ruim
14 a 24/06/12
Rio de Janeiro – RJ
Rio dos Macacos
29pts. Regular
03/07 a 15/7/2012
Fortaleza – CE
Rio Cocó
30 pts. – Regular
03/07 a 15/7/2012
Fortaleza – CE
Rio Maranguapinho
26 pts.- Regular
23/07 a 05/08/12
Natal – RN
Rio Potengi
30 pts.- Regular
23/07 a 05/08/12
Natal – RN
Rio Pitimbu
28 pts. – Ruim
13 a 26/08/12
João Pessoa – PB
Rio Sanhauá
31 pts. – Regular
13 a 26/08/12
João Pessoa – PB
Rio Cuiá
32 pts. – Regular
03/09 a 23/9/2012
Recife – PE
Rio Capibaribe
26 pts. – Ruim
03/09 a 23/9/2012
Recife – PE
Açude do Prata
31pts. – Regular
01/10 a 14/10/12
Maceió – AL
Rio Salgadinho
23 pts. – Ruim
01/10 a 14/10/13
Maceió – AL
Rio Pratagy
33pts. – Regular
22/10 a 04/11/12
Aracaju – SE
Rio Poxim
30pts. – Regular
22/10 a 04/11/13
Aracaju – SE
Rio Vaza-Barris
34pts. – Regular
12/11 a 25/11/12
Porto Seguro – BA
Rio Buranhém
30pts. – Regular
12/11 a 25/11/12
Porto Seguro – BA
Rio da Vila
29pts. – Regular
29/11 a 13/12/12
Salvador – BA
Rio Jaguaribe
27pts. – Regular
29/11 a 13/12/12
Salvador – BA
Rio Pituaçu
32pts. – Regular


Bom exemplo
Monitoramentos realizados pela SOS Mata Atlântica em corpos d’água no interior de São Paulo mostram que ações de recuperação, conservação, preservação e gestão integrada da água podem resultar na melhoria efetiva na qualidade dos rios brasileiros.

Na região da bacia dos Rios Piracicaba/ Capivari/ Jundiaí, a Fundação SOS Mata Atlântica executa, desde 2010, o projeto “Água das Florestas”, desenvolvido pelo Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB). Lá, o envolvimento da comunidade local na gestão participativa da bacia e a restauração de 217 hectares de Áreas de Proteção Ambiental (APPs) transformaram os indicadores de qualidade de água dos pontos analisados.

Nas 13 propriedades inseridas no projeto, foram selecionados 28 pontos de coleta de água distribuídos entre os principais rios e córregos da bacia.

No início das atividades, 14 dos 28 pontos apresentavam qualidade ruim, enquanto os outros 14 eram classificados como regular. Após três anos de projeto, apenas 1 ponto continua com o indicador ruim, 21 pontos com qualidade regular, próxima a bom, e 2 pontos classificados como bom.