FELIZ 2016

domingo, 30 de dezembro de 2012

DEFENSORA DA AMAZÔNIA, DIZ QUE ESTÁ AMEAÇADA DE MORTE.


‘A maior prova de que sou ameaçada é a morte de minha irmã e meu cunhado’

Parente de casal de extrativistas assassinado no PA em 2011 teve pedido de proteção negado pela segunda vez.

 Profª Laisa Sampaio


Citada no último relatório da Anistia Internacional sobre a situação dos defensores de direitos humanos na América Latina, a professora Laísa Santos Sampaio, ameaçada de morte por defender a Floresta Amazônica, ainda não conseguiu proteção do governo. Enquanto aguarda em Nova Ipixuna (PA), teme ter o mesmo destino de sua irmã e de seu cunhado, assassinados por causa de disputas de terra na região.
Os extrativistas Maria do Espírito Santo e José Cláudio Ribeiro foram mortos no ano passado, nessa mesma cidade. Laísa tem seu caso reavaliado pelo Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos, do governo federal – em uma análise preliminar, a proteção foi negada. Além da menção no relatório da Anistia Internacional, corre na internet uma petição pública para que ela receba proteção imediata. Dos cinco suspeitos da morte do casal, dois continuam soltos.
Em fevereiro, a professora recebeu em Nova York um prêmio póstumo oferecido pela ONU a seus familiares, que denunciavam o uso irregular de terra e o desmatamento na região do assentamento agroextrativista Praia Alta Piranheira, o primeiro do tipo no Pará. Desde então, mesmo ameaçada, Laísa dá aulas na escola local e mantém o Grupo de Trabalhadoras Artesanais Extrativistas, que produz fitocosméticos e fitoterápicos com óleo da andiroba.
Qual a origem das disputas?

Isso se deve ao processo desordenado de ocupação de terras na Amazônia. Em 1997, foi designada uma área de 22 mil hectares para o primeiro projeto agroextrativista do Pará. Nessa área, que pertencia a grandes fazendeiros de Marabá, há predominância de culturas como a castanha e o cupuaçu, além do babaçu e do açaí, em menor escala. Colocaram então o Zé Cláudio, meu cunhado, como primeiro presidente da Associação dos Pequenos Produtores do Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira (Apaep). Desde o início houve tensão, pois a Maria, minha irmã, e o Zé Cláudio bateram de frente e os próprios fazendeiros os procuraram com pistoleiros. Foram três linhas de perseguição. Uma foi por causa desses conflitos por lotes de terra. Depois, pela questão madeireira, pois em 2004 começou a se intensificar a entrada dos madeireiros no assentamento e, logo em seguida, foi a vez dos carvoeiros.

Por que começaram a invadir?

Em um primeiro momento, viram que a Maria e o Zé Cláudio tinham coragem ímpar e respeitaram. Depois de um tempo foram acabando as espécies madeireiras de valor nas áreas próximas. Então, começaram a invadir o assentamento para tirar as castanheiras, que são protegidas por lei. Para isso, entravam armados. O Zé Cláudio e a Maria paravam o caminhão e discutiam. Tentavam interditar de qualquer forma, fazendo registros fotográficos. Depois, vieram os carvoeiros, que derrubam todas as espécies de árvore e deixam a área desertificada.

Falta fiscalização ali?

Há muita floresta na região, é propícia para práticas ilegais. Mas há descaso do governo, pois em um projeto extrativista tem de haver fiscalização intensiva. O madeireiro entra e sai porque não há fiscalização permanente. Quando apareciam, os fiscais até diziam que só estavam ali porque havia sido feita uma denúncia.

Quando começaram as ameaças?

A primeira de que me lembro foi em 2001, quando chegou à casa deles uma caminhonete com um fazendeiro e três pistoleiros. Com um papel na mão, tentaram despistar o Zé Cláudio, mas ele não tirou o olho deles. Na saída, ainda disseram: “Não foi desta vez”.

Os dois pediram ajuda às autoridades?

Tenho queixas deles protocoladas no Ibama e no Incra. Eles pediram auxílio nos níveis municipal, regional, estadual e até federal. Procuraram o Ministério Público, que veio algumas vezes, mas voltava depois de seis meses e não conseguia avançar na investigação.

Quando foram mortos?

Foram assassinados juntos no dia 24 de maio de 2011, aqui mesmo no assentamento, a 4 quilômetros da casa deles. Estavam indo em direção à cidade numa moto e tiveram de parar em uma ponte velha. Era um ponto estratégico, onde dois pistoleiros estavam esperando. A investigação da Polícia Civil apontou como principal mandante um homem chamado Zé Rodrigues, que também está preso. Mas a Polícia Federal chegou a cinco nomes, pelas intercepções que foram feitas. Esses outros dois não estão presos.

Qual era a disputa em questão?
Esse Zé Rodrigues é um pequeno fazendeiro que comprou lotes de forma irregular no assentamento, em uma área que já era ocupada por três famílias havia mais de oito meses. Ele se achou no direito de expulsar, colocou fogo no acampamento. O Zé Cláudio e a Maria fizeram a denúncia na Pastoral da Terra e na polícia. Quando o Zé Rodrigues soube, falou que ia perder os lotes, mas que aquilo custaria muito caro para o casal. Foi a partir daí que souberam que iriam morrer. A Maria dizia que ele era perigoso e tinha um irmão pistoleiro, que acabou sendo um dos assassinos.
Houve outras mortes relacionadas?
Aqui na nossa área foram apenas os dois. Ele tinha 53 e ela, 52. Estavam juntos havia quase 26 anos. Mas em assentamentos vizinhos foram várias pessoas (a Anistia Internacional estima que sejam em torno de 20). O caso de mais destaque foi o da irmã Dorothy Stang (morta em 2005), em Anapu. Em Morada Nova, mataram um dos líderes, com a mulher e o filho. Então, são muitos casos que vêm ocorrendo pela questão da terra.
Você teve de fugir?
Depois do assassinato, passei sete meses em Marabá, pois começamos a receber recados. Mataram meu cachorro a tiros, alvejaram a porta da minha casa, disseram que, se continuasse falando, ia acontecer a mesma coisa. O último episódio foi em agosto. Estava chegando em casa quando uma moto parou com duas pessoas de capacete. Estavam longe e avançaram em minha direção. Corri. Quando gritei, recuaram e saíram do meu rumo. Acho que pensaram que havia alguém perto.
O que mudou em sua rotina?
Minha liberdade. Andava de moto sozinha até a cidade, hoje não tenho essa coragem. Para esperar um carro na estrada, meu marido tem de me acompanhar. Se vou de moto para a cidade, peço à viatura da polícia para me acompanhar na volta. Não posso participar de confraternizações da comunidade. Na ultima eleição, fui à festa de um vereador eleito e lá tinha parentes de uma pessoa que sei que quer tirar minha vida. Mas não tem jeito, é uma comunidade pequena. Sou professora de um sobrinho dos que são acusados de serem os assassinos de Maria e Zé Cláudio.
Que tipo de trabalho você faz?
Sempre trabalhei na escola com a questão do extrativismo como ferramenta do desenvolvimento sustentável. Enquanto a Maria e o Zé Cláudio faziam o enfrentamento contra a atividade ilegal, eu trabalho na sensibilização por meio da educação. É um projeto de arte e educação para o desenvolvimento sustentável. Mas fui recebida com abaixo-assinado contra o meu retorno. Eram 13 no grupo de mulheres extrativistas e passamos a ser só 5. Algumas delas admitiram que não tinham coragem, ficavam com medo porque tinham ouvido falar que iriam me matar.
Como acontecem essas ameaças?

Recebo recado de pessoas que não andam com meus inimigos, mas que dizem que ouviram ameaças. A Maria e o Zé Cláudio recebiam muito esse tipo de recado até a véspera de serem mortos.

Quem são seus inimigos?
Agora conquistamos antipatia de parte dos donos de pequenos lotes. Depois do assassinato, alguns foram multados pelo Ibama, que veio aqui há uns meses e puniu os que faziam carvão e continuavam a extrair madeira ilegal. Teve um que disse: ‘Vou pagar a multa, mas vai custar caro para essa mulher’. Algo parecido com o que diziam para a Maria.
A sra. pretende deixar o assentamento?
Pensar em sair daqui é ultima hipótese. Sempre penso em permanecer, que isso pode mudar. Já me pediram provas dessas ameaças. Eu digo: a prova é o óbito. A Maria e o Zé Cláudio viveram as mesmas coisas. O Zé Cláudio, no TEDx Amazônia (conferência global), disse que vivia com uma bala na cabeça, em um vídeo que se tornou conhecido internacionalmente. Mas não houve pesquisa para ver se o que ele falava era verdade.
ESTADÃO.COM

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Após acordo, Brasil vai fotografar plantações de coca na Bolívia



Os governos do Brasil e da Bolívia estão em fase final de negociação para que os dois Vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) brasileiros entrem em território vizinho para fotografar plantações de coca, matéria-prima de drogas como cocaína e crack.
As imagens serão usadas pelos governos para estruturar ações de combate ao tráfico de drogas na fronteira dos dois países, que tem 3.462 quilômetros de extensão.
Os governos também fecharam acordo para que peritos brasileiros viajem até a Bolívia para recolherem amostras de folhas de coca em diferentes regiões do país, o que facilitará o trabalho de laboratório para indicar a origem das drogas que entram no Brasil.
Os brasileiros também irão treinar peritos bolivianos a fazer exames que identificam a origem das folhas de coca.
Como a Folha revelou em julho, a Bolívia é a origem de 54,3% da cocaína que entra no Brasil. A partir da análise química da droga apreendida no país, a Polícia Federal descobriu a procedência exata do que circula pelo país.
GRUPO
Os governos de Brasil, Bolívia e Peru criaram um grupo de trabalho para propor um plano conjunto de combate ao tráfico de drogas.
"Os veículos da Polícia Federal poderão sobrevoar o território boliviano fornecendo imagens para que se possa fazer o enfrentamento do crime organizado na própria Bolívia", anunciou o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).
"Isso é muito importante para que, com ações de inteligência, seja possível unir esforços", completou o ministro.
Segundo Cardozo e o ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, ainda é preciso discutir onde essas imagens serão feitas e se não há nenhum impedimento legal para o sobrevoo.
Eles preveem que o primeiro voo deve ocorrer em um mês.
O ministro boliviano afirmou que a fronteira entre os dois países "é uma zona vulnerável de tráfico aéreo
de drogas".
Para Cardozo, a colaboração internacional, com troca de informações, ajuda no combate ao tráfico nas fronteiras.

FOLHA.COM

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

HOJE É O DIA DELE, '' O REI DO BAIÃO" LUIZ GONZAGA:

100 ANOS DO GONZAGÃO.

INICIO DA VIDA:
Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu numa sexta-feira no dia 13 de dezembro de 1912, numa casa de barro batido na Fazenda Caiçara, povoado do Araripe à 12km de Exu (extremo oeste do Estado de Pernambuco, a 700Km do Recife), segundo filho de Ana Batista de Jesus (Mãe Santana) e oitavo de Januário José dos Santos. Foi batizado na matriz de Exu no dia 05 de janeiro de 1913, pelo Pe. José Fernandes de Medeiros.

Ele deveria ter o mesmo nome do pai, mas na madrugada em que nasceu, seu pai foi para o terreiro da casa e viu uma estrela cadente e mudou de ideia, era o dia de São Luís Gonzaga no mês que se comemora o Natal, o que explica a adoção do sobrenome "Nascimento".
O lugar no nascimento era no sopé da Serra do Araripe, e inpiraria uma de suas primeiras composições denominada "Pé de Serra". Seu pai trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com oadvogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos Luiz teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região. Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro e ameaçou-o de morte. Mesmo assim Luiz e Nazarena namoraram algum tempo escondidos e planejavam ser felizes juntos. Januário e Santana lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça. Revoltado por não poder casar-se com a moça, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército no Crato (Ceará). A partir dali, durante nove anos ele ficou sem dar notícias à família e viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Não teve mais nenhuma namorada, passando a ter algumas amantes ao longo da vida.
CARREIRA:
Em Juiz de ForaMG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical.
Em 1939, deu baixa do exército na cidade do Rio de Janeiro: Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo chorossambasfoxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Foi lá que tomou contato com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Foi do contato com este artista que surgiu a ideia de Luiz Gonzaga apresentar-se vestido de vaqueiro - figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: A mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes dos Santos deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga mantinha um caso há meses com a moça - iniciado quando ela já estava grávida - Luiz, sabendo que sua amante ia ser mãe solteira, assumiu a paternidade da criança, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.
Odaléia, que além de cantora de coro era sambista, foi expulsa de casa por ter engravidado do namorado, que não assumiu a criança. Ela foi parar nas ruas, sofrendo muito, até que foi ajudada e descobriu-se seu talento para cantar e dançar, e ela passou a se apresentar em casas de samba no Rio, quando conheceu Luiz. A relação de Odaléia, conhecida por Léia, e Luiz, era bastate agitada, cheia de brigas e discussões, e ao mesmo tempo muita atração física e paixão. Após o nascimento do menino, as brigas pioraram, já que havia muitos ciúmes entre os dois. Eles resolveram se separar com menos de 2 anos de convivência. Léia ficou criando o filho, e Luiz,às vezes, ia visitá-los .
Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e teve um emocionante reencontros com seus pais, Januário e Santana, que há anos não sabiam nada sobre o filho e sofreram muito esse tempo todo. O reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira.
Em 1948, casou-se com sua noiva, a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular, por quem Luiz se apaixonou. O casal viveu junto até o fim da vida de Luiz. Eles não tiveram filhos biológicos, por Helena não poder engravidar, mas adotaram uma menina, a quem batizaram de Rosa.
Nesse mesmo ano Léia morreu de tuberculose, para desespero de Luiz. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com 2 anos e meio. Luiz queria levar o menino para morar com ele e Helena, e pediu para a mulher criá-lo como se fosse dela, mas Helena não aceitou, juntamente com sua mãe, Marieta, que achava aquilo um absurdo, já que nem filho verdadeiro de Luiz era. Luiz não viu saída: Entregou o filho para os padrinhhos da criança, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro, criá-lo, no Morro do São Carlos. Luiz sempre visitava a criança e o menino era sustentado com a assistência financeira do artista. Luizinho foi criado como muito amor. Xavier o considerava filho de verdade, e lhe ensinava viola, e o menino teve em Dina um amor verdadeiro de mãe.
VIDA PESSOAL E FAMÍLIA:
Luiz não se dava bem com o filho, apelidado de Gonzaguinha. Ele passou a não ver mais o filho na infância do menino e sempre que o via brigava com ele, apesar de amá-lo, achava que ele não teria um bom futuro, imaginando que ele se tornaria um malandro ao crescer, já que o menino era envolvido com amizades ruins no morro, além de viver com malandros tocando viola pelos becos da favela. Dina tentava unir pai e filho, mas Helena não gostava da proximidade deles, e passou a espalhar para todos que Luiz era estéril e não era o pai de Luizinho, mas Luiz sempre desmentia, já que ele não queria que ninguém soubesse que o menino era seu filho somente no civil. Ele amava o menino de fato, independente de ser filho de sangue ou não.
Na adolescência, o jovem se tornou rebelde, não aceitava ir morar com o pai, já que amava os padrinhos e odiava ser órfão de mãe, e dizia sempre que Luiz não era seu pai biológico, o que entristecia-o. Helena detestava o menino e vivia implicando com ele, humilhando-o e por isso Gonzaguinha também não gostava da madastra Helena, o que os afastou e causou mais brigas entre pai e filho, já que Luiz dava razão à esposa. Não vendo medidas, internou o jovem em um colégio interno para desespero de Dina e Xavier. Gonzaguinha contraiu tuberculose aos 14 anos e quase morreu. Aos 16, Luiz pegou-o para criar e o levou a força para a Ilha do Governador, onde morava, mas por ser muito autoritário e a esposa destratar o garoto, o que gerava brigas entre Luiz e Helena, Gonzaga mandou o filho Gonzaguinha de volta ao internato.
Ao crescer, a relação ficou mais tumultuada, pois o filho se tornou um malandro, tornando-se viciado em bebidas alcoólicas. Ao passar o tempo, tudo foi melhorando quando Gonzaguinha resolveu se tratar e concluiu a universidade, e se tornou músico como o pai. Pai e filho ficaram mais unidos quando em 1979 viajaram o Brasil juntos, quando o filho compôs algumas músicas para o pai. Eles se tornaram muito amigos, e conseguiram em fim viver em paz.
ÚLTIMOS ANOS, MORTE E LEGADO:
Luiz Gonzaga sofria de osteoporose havia alguns anos. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha "persona non grata" em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal.
Luiz Gonzaga era Maçon e é o compositor, juntamente com Orlando Silveira, da música "Acácia Amarela". Luiz Gonzaga foi iniciado na Loja ParanapuanIlha do Governador, em 03 de abril de1971.
Em 2012, Luiz Gonzaga foi tema do carnaval da GRES Unidos da Tijuca, com o enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão", fazendo com que a escola ganhasse o carnaval deste respectivo ano.
Escreve Ana Krepp em matéria para a Revista da Cultura: "O rei do baião pode ser também considerado o primeiro rei do pop no Brasil. Pop, aqui, empregado em seu sentido original: o de popular. De 1946 a 1955, foi o artista que mais vendeu discos no Brasil, somando quase 200 gravados. 'Comparo Gonzagão a Michael Jackson. Ele desenhava as próprias roupas e inventava os passos que fazia no palco com os músicos', ilustra [o cineasta] Breno [Silveira, diretor de Gonzaga - De pai para filho]. Foi o cantor e músico também o primeiro a fazer uma turnê pelo Brasil. Antes dele, os artistas não saíam do eixo Rio-SP. Gonzagão gostava mesmo era do showbizz: viajar, fazer shows e tocar para plateias do interior."
Em 2012,o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada de Luiz Gonzaga com o filho Gonzaguinha, em três semanas de exibição já alcançara a marca de 1 milhão de espectadores.
SUCESSOS:
  • A dança da moda, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
  • A feira de CaruaruOnildo Almeida (1957)
  • A letra I, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
  • A morte do vaqueiro, Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho (1963)
  • A triste partidaPatativa do Assaré (1964)
  • A vida do viajanteHervé Cordovil e Luiz Gonzaga (1953)
  • Acauã, Zé Dantas (1952)
  • Adeus, Iracema, Zé Dantas (1962)
  • Á-bê-cê do sertão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
  • Adeus, Pernambuco, Hervé Cordovil e Manezinho Araújo (1952)
  • Algodão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
  • Amanhã eu vou, Beduíno e Luiz Gonzaga (1951)
  • Amor da minha vidaBenil Santos e Raul Sampaio (1960)
  • Asa-brancaHumberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1947)
  • Assum-preto, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
  • Ave-maria sertaneja, Júlio Ricardo e O. de Oliveira (1964)
  • BaiãoHumberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1946)
  • Baião da PenhaDavid Nasser e Guio de Morais (1951)
  • Beata Mocinha, Manezinho Araújo e Zé Renato (1952)
  • Boi bumbáGonzaguinha e Luiz Gonzaga (1965)
  • BoiadeiroArmando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950)
  • Cacimba NovaJosé Marcolino e Luiz Gonzaga (1964)
  • Calango da lacraia, Jeová Portela e Luiz Gonzaga (1946)
  • O Cheiro de Carolina, - Sua Sanfona e Sua Simpatia - Amorim Roxo e Zé Gonzaga (1998)
  • Chofer de praçaEvaldo Ruy e Fernando Lobo (1950)
  • Cigarro de paia, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1951)
  • Cintura fina, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
  • Cortando pano, Jeová Portela, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1945)
  • De Fiá Pavi (João Silva/Oseinha) (1987)
  • Dezessete légua e meia, Carlos Barroso e Humberto Teixeira (1950)
  • Feira de gado, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
  • Firim, firim, firim, Alcebíades Nogueira e Luiz Gonzaga (1948)
  • Fogo sem fuzil, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1965)
  • Fole gemedor, Luiz Gonzaga (1964)
  • Forró de Mané Vito, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
  • Forró de Zé Antão, Zé Dantas (1962)
  • Forró de Zé do BaileSeverino Ramos (1964)
  • Forró de Zé TatuJorge de Castro e Zé Ramos (1955)
  • Forró no escuro, Luiz Gonzaga (1957)
  • Fuga da África, Luiz Gonzaga (1944)
  • Hora do adeusLuiz Queiroga e Onildo Almeida (1967)
  • Imbalança, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
  • Jardim da saudadeAlcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues (1952)
  • Juca, Lupicínio Rodrigues (1952)
  • Lascando o cano, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)




segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lei nº 12.740/12 modifica a CLT quanto às atividades perigosas


Texto também revoga a Lei nº 7.369/85, e entra em vigor na data de sua publicação
Publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/12) a Lei nº 12.740/12, que altera o artigo 193 daConsolidação das Leis do Trabalho (CLT), quanto ao conceito das atividades e operações consideradas perigosas. A lei também revoga a Lei nº 7.369/85, que institui salário adicional para os empregados no setor de energia elétrica, em condições de periculosidade.
A redação anterior previa que tais atividades implicavam no contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado, limitando-se a tais condições. De acordo com o novo texto, as atividades ou operações perigosas são as que apresentam risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador aos inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, e em roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. O texto entrou em vigor na data de sua publicação.
Confira a Lei 12.740/12 .
FONTE: Equipe Técnica ADV.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PREFEITO MANDA VEREADOR ELEITO PEGAR ANIMAIS NA RUA


DONA INÊS – PB

PREFEITO MANDA VEREADOR PEGAR ANIMAIS NA RUA


Vereador Ivonaldo "Gaguinho"

Antonio Justino 

O prefeito Antonio Justino (PSB) mandou o vereador 
recém – eleito pelo PR, Ivonaldo, mais conhecido 
como “gaguinho” pegar animais nas ruas da 
cidade por pura perseguição política. O vereador 
que é funcionário publico concursado que de besta 
não tem nada foi ao ministério público e denunciou 
Justino gaguinho tem a função de vigia, portanto não
 poderia trabalhar em outra função.

O vereador que é oposição a Justino, disse que o 
prefeito fez isso por pura maldade. 

JORNAL FOLHA DE BELÉM


Texto e Fotos: PESSOA DE ARAÚJO - GAZZETA DO BREJO

pessoagazzeta@hotmail.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PB: estudantes conquistam medalhas na Olimpíada de Matemática



PB: estudantes conquistam medalhas na Olimpíada de Matemática

Alunos de duas escolas públicas conquistaram dez medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática; 

cinco de ouro.

No sertão da Paraíba, uma cidade de 11 mil habitantes está em clima de festa. Alunos de duas escolas públicas conquistaram dez medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática; cinco de ouro.
Na sala de aula, ela costuma ser chamada de bicho papão, pesadelo, "mais temida". Mas por lá, a matemática não passa de uma grande "brincadeira, só que brincamos com números”, diz uma menina.
Paulista, alto sertão da Paraíba. A cidade de 11 mil habitantes começou a se destacar no ensino da matemática após uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas em 2005. De lá para cá, a cidade conquistou prêmios em todas as edições das olimpíadas. A principal responsável por isso é a professora Jonilda Alves.
Há dez anos, Jonilda encarou o desafio de multiplicar o interesse pelos números entre os alunos. Para fugir do comum, criou, por exemplo, a aula prática no mercadinho.
“A gente transformou farmácia e pizzaria em sala de aula, para que eles vivenciem a matemática, para que eles saibam a utilidade da matemática”, explica a professora.
“A matemática é uma coisa do cotidiano, está presente em quase tudo que nós vivemos”, diz a estudante Larissa Ferreira
Os alunos se entusiasmaram e passaram a se preparar para as olimpíadas nos horários de folga.
Às 20h, como em muitas cidades do interior, as pessoas aproveitam para passar tempo na praça. Namorar, brincar, bater um papo com os vizinhos. Mas não na casa da professora. Lá, é hora da terceira atividade do dia: aula de reforço.
Jonilda faz uma exigência: 100% de presença. O exemplo está em casa. Aluno + filho da professora = cobrança². A equação deu resultado: Wanderson Ferreira foi o primeiro paulistense a ganhar a medalha de ouro na olimpíada.
Repórter: Isso tudo é paixão mesmo pela matemática ou tem uma pressão da mãe?
Wanderson: É paixão.
Não tem um pouquinho de pressão?
Wanderson: Tem um pouquinho!
“O que vale mesmo é o aprendizado. São consequências, os treinos, as viagens, mas o que interessa é com o que ele fica e leva para o resto da vida”, conclui a mãe.
Depois de dois ouros nas últimas olimpíadas, Wanderson, filho da professora Jonilda, conquistou a prata, este ano.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos