FELIZ 2016

domingo, 26 de agosto de 2012

O insustentável preconceito do ser!



Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.
Rosana Jatobá - jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo

Brasil

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Série do JPB mostra como município pode ajudar no combate à violência


Investir nos espaços públicos, como iluminação, pode diminuir a violência.
Especialista diz que Brasil não tem tradição preventiva.

A segurança Pública é dever do Governo do Estado, mas a prefeitura pode ajudar de diversas maneiras o combate à criminalidade. 
A série do JPB 1ª Edição, Caravana da Cidadania, mostra que outras ações podem, de forma indireta, apoiar as ações do policiamento.
O papel fundamental da prefeitura pode ser feito com investimentos nos espaços públicos, como a pavimentação e a iluminação de ruas, a poda de árvores e a organização dos comércio popular. Outra forma de atuação, é a fiscalização de terrenos e casas abandonadas, que podem servir de esconderijo para criminosos. Caso isso aconteça, os gestores devem tomar providências e identificar os donos, exigindo que eles tomem medidas, muitas vezes como forma de prevenção.
A tecnologia também é uma grande aliada das prefeituras, que já começam a investir em câmeras de segurança pública nos comércios e nas praças. Até os equipamentos de controle ao tráfico de drogas, estão dando bons resultados no combate à violência.Os recursos para esses investimentos vem de impostos, como o Imposto sobre Serviços, o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, além de parcerias com o Governo Estadual e Federal. A constituição permite que cada cidade crie a sua guarda municipal, um policiamento comunitário ou um conselho de segurança, fazendo com que, nesses casos, a prefeitura receba recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
“Vivemos em um índice de insegurança pública muito grande, e isto faz com que o poder público atue de maneira emergencial, e nem toda intervenção emergencial é satisfatória, porque temos que analisar o que realmente está acontecendo.”, comentou Cláudio Lameirão, especialista em segurança.
Com investimentos na geração de emprego e renda e em ações socioeducativas, a gestão municipal também leva mais segurança às comunidades. Várias experiências demonstram que as drogas e a criminalidade perdem espaço onde o desemprego é menor e onde as crianças ficam na escola por mais tempo.
Cláudio Lameirão chama atenção para que o poder público, em especial o municipal, trabalhe com medidas preventivas, com o intuito de evitar a necessidade da repressão. “O Brasil não tem essa tradição preventiva. Precisamos prevenir a infração penal”.
(http://g1.globo.com/pb/paraiba/eleicoes/2012/noticia/2012/08/serie-do-jpb-mostra-como-municipio-pode-ajudar-no-combate-violencia.html)
Do-G1-PB

domingo, 12 de agosto de 2012

QUADRO DE MEDALHAS



COL.
PAÍS
OURO
PRATA
BRONZE
TOTAL
Estados Unidos
46
29
29
104
China
38
27
22
87
Grã-Bretanha
29
17
19
65
Rússia
24
25
33
82
Coreia do Sul
13
08
07
28
Alemanha
11
19
14
44
França
11
11
12
34
Itália
08
09
11
28
Hungria
08
04
05
17
10º
Austrália
07
16
12
35
11º
Japão
07
14
17
38
12º
Cazaquistão
07
01
05
13
13º
Holanda
06
06
08
20
14º
Ucrânia
06
05
09
20
15º
Cuba
05
03
06
14
16º
Nova Zelândia
05
03
05
13
17º
Irã
04
05
03
12
18º
Jamaica
04
04
04
12
19º
República Tcheca
04
03
03
10
20º
Coreia do Norte
04
00
02
06
21º
Espanha
03
10
04
17
22º
Brasil
03
05
09
17
23º
Bielorrússia
03
05
05
13
24º
África do Sul
03
02
01
06
25º
Etiópia
03
01
03
07
26º
Croácia
03
01
02
06
27º
Romênia
02
05
02
09
28º
Quênia
02
04
05
11
29º
Dinamarca
02
04
03
09
30º
Azerbaijão
02
02
06
10
31º
Polônia
02
02
06
10
32º
Turqiuia
02
02
01
05
33º
Suíça
02
02
00
04
34º
Lituânia
02
01
02
05
35º
Noruega
02
01
01
04
36º
Canadá
01
05
10
18
37º
Suécia
01
04
03
08
38º
Colômbia
01
03
04
08
39º
Geórgia
01
03
03
07
40º
México
01
03
03
07
41º
Irlanda
01
01
03
05
42º
Argentina
01
01
02
04
43º
Eslovênia
01
01
02
04
44º
Sérvia
01
01
02
04
45º
Tunísia
01
01
01
03
46º
República Dominicana
01
01
00
02
47º
Trinidad e Tobago
01
00
03
04
48º
Uzbequistão
01
00
03
04
49º
Letônia
01
00
01
02
50º
Argélia
01
00
00
01
51º
Bahamas
01
00
00
01
52º
Granada
01
00
00
01
53º
Uganda
01
00
00
01
54º
Venezuela
01
00
00
00
55º
Índia
00
02
04
06
56º
Mongólia
00
02
03
05
57º
Tailândia
00
02
01
03
58º
Egito
00
02
00
02
59º
Eslováquia
00
01
03
04
60º
Armênia
00
01
02
03
61º
Bélgica
00
01
02
03
62º
Finlândia
00
01
02
03
63º
Bulgária
00
01
01
02
64º
Estônia
00
01
01
02
65º
Indonésia
00
01
01
02
66º
Malásia
00
01
01
02
67º
Porto Rico
00
01
01
02
68º
Taiwan
00
01
01
02
69º
Botsuana
00
01
00
01
70º
Chipre
00
01
00
01
71º
Gabão
00
01
00
01
72º
Guatemala
00
01
00
01
73º
Montenegro
00
01
00
01
74º
Portugal
00
01
00
01
75º
Cingapura
00
00
02
02
76º
Grécia
00
00
02
02
77º
Moldávia
00
00
02
02
78º
Qatar
00
00
02
02
79º
Afeganistão
00
00
01
01
80º
Arábia Saudita
00
00
01
01
81º
Bahrein
00
00
01
01
82º
Hong Kong
00
00
01
01
83º
Kuwait
00
00
01
01
84º
Marrocos
00
00
01
01
85º
Tadjiquistão
00
00
01
01
86º
Albania
00
00
00
00
87º
Andorra
00
00
00
00
88º
Angola
00
00
00
00
89º
Antígua e Barbuda
00
00
00
00
90º
Aruba
00
00
00
00
91º
Austria
00
00
00
00
92º
Bangladesh
00
00
00
00
93º
Barbados
00
00
00
00
94º
Belize
00
00
00
00
95º
Benin
00
00
00
00
96º
Bermudas
00
00
00
00
97º
Bolivia
00
00
00
00
98º
Bosnia e Herzegovina
00
00
00
00
99º
Brunei
00
00
00
00
100º
Burkina Faso
00
00
00
00
101º
Burundi
00
00
00
00
102º
Butão
00
00
00
00
103º
Coba Verde
00
00
00
00
104
Camarões
00
00
00
00
105º
Camboja
00
00
00
00
106º
Chade
00
00
00
00
107º
Chile
00
00
00
00
108º
Comores
00
00
00
00
109º
Congo
00
00
00
00
110º
Costa do Marfim
00
00
00
00
111º
Costa Rica
00
00
00
00
112º
Djibuti
00
00
00
00
113º
Dominica
00
00
00
00
114º
El Salvador
00
00
00
00
115º
Emirados Árabes Unidos
00
00
00
00
116º
Equador
00
00
00
00
117º
Eritreia
00
00
00
00
118º
Fiji
00
00
00
00
119º
Filipinas
00
00
00
00
120º
Gâmbia
00
00
00
00
121º
Gana
00
00
00
00
122º
Guam
00
00
00
00
123º
Guiana
00
00
00
00
124º
Guiné
00
00
00
00
125º
Guiné Equatorial
00
00
00
00
126º
Guiné-Bissau
00
00
00
00
127º
Haiti
00
00
00
00
128º
Honduras
00
00
00
00
129º
Iêmen
00
00
00
00
130º
Ilhas Cayman
00
00
00
00
131º
Ilhas Cook
00
00
00
00
132º
Ilhas Marshall
00
00
00
00
133º
Ilhas Salamão
00
00
00
00
134º
Ilhas Virgens Americanas
00
00
00
00
135º
Ilhas Virgens Britanicas
00
00
00
00
136º
Iraque
00
00
00
00
137º
Islândia
00
00
00
00
138º
Israel
00
00
00
00
139º
Jordânia
00
00
00
00
140º
Kiribati
00
00
00
00
141º
Laos
00
00
00
00
142º
Lesoto
00
00
00
00
143º
Líbano
00
00
00
00
144º
Libéria
00
00
00
00
145º
Líbia
00
00
00
00
146º
Liechtenstein
00
00
00
00
147º
Luxemburgo
00
00
00
00
148º
Macedônia
00
00
00
00
149º
Madagascar
00
00
00
00
150º
Malaui
00
00
00
00
151º
Maldivas
00
00
00
00
152º
Mali
00
00
00
00
153º
Malta
00
00
00
00
154º
Maurício
00
00
00
00
155º
Mauritânia
00
00
00
00
156º
Mianmar
00
00
00
00
157º
Micronésia
00
00
00
00
158º
Moçambique
00
00
00
00
159º
Mônaco
00
00
00
00
160º
Namíbia
00
00
00
00
161º
Nauru
00
00
00
00
162º
Nepal
00
00
00
00
163º
Nicarágua
00
00
00
00
164º
Níger
00
00
00
00
165º
Nigéria
00
00
00
00
166º
Omã
00
00
00
00
167º
Palau
00
00
00
00
168º
Palestina
00
00
00
00
169º
Panamá
00
00
00
00
170º
Papua-Nova Guiné
00
00
00
00
171º
Paquistão
00
00
00
00
172º
Paraguai
00
00
00
00
173º
Peru
00
00
00
00
174º
Quirguistão
00
00
00
00
175º
República D. do Congo
00
00
00
00
176º
República C. Africana
00
00
00
00
177º
Ruanda
00
00
00
00
178º
Somoa
00
00
00
00
179º
Somoa Americana
00
00
00
00
180º
San Marino
00
00
00
00
181º
Santa Lúcia
00
00
00
00
182º
São Cristavão e Neves
00
00
00
00
183º
São Tomé e Príncipe
00
00
00
00
184º
São Vicente e Granadinas
00
00
00
00
185º
Senegal
00
00
00
00
186º
Serra Leoa
00
00
00
00
187º
Seychelles
00
00
00
00
188º
Síria
00
00
00
00
189º
Somália
00
00
00
00
190º
Sri Lanka
00
00
00
00
191º
Suazilândia
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