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sábado, 2 de junho de 2012

HISTÓRIAS DA POLÍTICA


Calcinhas, cuecas, roupas íntimas e o poder

Sexo e poder. Uma relação permanente, prazerosa e perigosa.
 O caso da calcinha encontrada no plenário da Câmara dos Deputados
 e incinerada em seguida entra para o rol de histórias pitorescas
 da política.
 No Brasil,  roupas íntimas já renderam cassação de mandato,
 prisão
 e uma pequena crise no gabinete presidencial por causa da
 falta de uma calcinha.

Em 1949, fotos de deputado de cueca provocou a
 primeira 
cassação por quebra de decoro

Em 1949, fotógrafos da revista O Cruzeiro convenceram o deputado federal
 Edmundo Barreto Pinto a deixar-se fotografar apenas de camisa, gravata,
 a parte superior de um fraque e cueca samba-canção. Foi um escândalo
 nacional. O parlamentar garantiu que havia sido enganado. Os repórteres
 teriam prometido divulgar apenas a parte de cima da foto. Foi o primeiro
caso de cassação de um mandato por quebra de decoro parlamentar.
2009 – Dinheiro na cueca
                                                                   
O empresário Alcyr Collaço foi flagrado em vídeo colocando maços
de dinheiro na cueca. Collaço tem um histórico de crimes financeiros
 e negócios engendrados à sombra do poder político.  Ex-operador
 credenciado na Bolsa de Valores de São Paulo,  foi alvo de denúncias
 sobre aplicações suspeitas de fundos de pensão, investigadas em 2005
 pela CPI dos Correios. Dados levantados pela Inteligência da Polícia Federal,
 no curso da operação Caixa de Pandora, que desmantelou o propinoduto do
 DEM do Distrito Federal, apontaram Collaço como dono da corretora Ipanema,
 envolvida em fraudes que deram prejuízo de mais de US$ 10 milhões ao banco
 Santander, em 2001.


2005 – Assessor do PT é preso com mala de notas e
 US$ 100 mil sob a roupa
Ao tentar embarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo,
 José Adalberto Vieira da Silva, assessor do PT,  chamou atenção
 ao passar pela máquina de raio X: havia grande quantidade de dinheiro
 na mala que levava na mão.  Aberta a bagagem, a Polícia Federal
encontrou R$ 209 mil.  Silva foi revistado e descobriu-se também que,
 sob a cueca, levava US$ 100 mil.  Ele era assessor do líder do PT na
 Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado José  Nobre Guimarães,
 membro do Diretório Nacional petista e irmão do então presidente do
 partido, José Genoino. O escândalo culminou com a renúncia de Genoino
 do posto.

2008 – Empresário é preso com
 euros na cueca

O empresário Enivaldo Quadrado, réu do mensalão por falsidade
 ideológica,  foi preso em flagrante pela Polícia Federal no Aeroporto
 de Cumbica com € 361.445 (R$ 1,16 milhão) não declarados
 à Receita Federal. O dinheiro estava dividido entre sua mala,
 roupas, meias e cueca. Quadrado era ex-sócio da Bônus Banval
 Corretora de Valores, suposto canal para lavagem de dinheiro de
 Marcos Valério, operador do mensalão.
1994 – Itamar Franco

O ex-presidente Itamar Franco ganhou as manchetes dos jornais
no carnaval de 1994 ao ser fotografado no sambódromo do Rio
ao lado da
modelo
 Lilian Ramos, que estava sem calcinha.
2004 – Darlene de Brasília

Divulgadas na internet fotos eróticas da ex-funcionária do Ministério
 da Agricultura, Fabíula Rodrigues da Silva, de 18 anos, feitas numa
 sala do 9.º andar do prédio, onde funcionava a Secretaria-Executiva.
 A “Darlene de Brasília”, referência à personagem de novela de sucesso
 na época que fazia de tudo para aparecer, foi demitida da Federal Service.
 Fabíula afirmou que as fotos foram feitas por um funcionário do ministério
 da Agricultura.
Recentemente, o senador Eduardo Suplicy teve que se explicar por ter
 usado uma sunga vermelha  sobre a roupa durante uma brincadeira
do programa Pânico na TV.


No exterior também não faltam casos rumorosos. O ex-presidente
americano Bill Clinton e o ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss Kahn
que o digam.
ARQUIVO ESTADO