FELIZ 2016

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

São Paulo, merenda sim, ração não...

Doria recua e diz que 'não está decidido' sobre granulado na merenda escolar...

Um dia após anunciar a distribuição nas escolas, prefeito afirmou que produto será destinado à população em situação de rua atendida nos abrigos municipais.

O  prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) recuou e disse, na tarde desta quinta-feira (19), que "não está decidido" que o granulado feito a partir de alimentos próximos do vencimento será distribuído nas escolas municipais de São Paulo junto às refeições dos estudantes. Ele apenas confirmou a destinação do produto à população em situação de rua atendida nos abrigos municipais.
"Não está decidido se será na merenda. Na alimentação para pessoas em situação de rua sim, que são aquelas abrigadas nos Centros Temporários de Acolhimentos e nos antigos albergues. Ali a alimentação é oferecida diariamente e a complementação da farinata, assim que tivermos as autorizações necessárias, será utilizada sempre como complemento alimentar. Ela não é alimentação em si, mas suplementar", alegou Doria.

A declaração foi dada em Goiânia menos de um dia após a Prefeitura realizar coletiva de imprensa justamente para anunciar que o produto seria incorporado à merenda nas próximas semanas.
Em nota, a Prefeitura afirmou que "a eventual distribuição do composto alimentar do programa denominado Alimento para Todos, no formato de farinata, será de atribuição, principalmente, dos serviços municipais de assistência social. A farinata poderá ser utilizada para produção de pães, bolos, sopas e outras formas de preparo."

Na noite desta quinta-feira, um grupo de manifestantes se reuniu no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, para protestar contra o projeto de usar a farinata nas merendas. Mães com filhos no colo carregavam cartazes com frases como "ração não é merenda" e "meu filho não come lixo" durante o ato.

Do G1SP

BRASIL, RUMO A ESCRAVIDÃO TOTAL !!!

Organização Internacional do Trabalho avisou sobre os riscos de o país sofrer retaliações no mercado internacional.

Aumentou o volume das críticas às mudanças na legislação brasileira sobre trabalho escravo. Nesta quinta-feira (19), a Organização Internacional do Trabalho mencionou os riscos de o país sofrer retaliações no mercado global.

A OIT considera que o país tem que aumentar a fiscalização e fez um alerta sobre as mudanças na legislação. Declarou que "o Brasil corre o risco de interromper a trajetória de sucesso que o tornou um modelo de liderança no combate ao trabalho escravo para a região e para o mundo" e lamenta o aumento do risco de que os objetivos da ONU não sejam alcançados no Brasil, no que se refere à erradicação do trabalho análogo ao de escravo.

E fez um alerta sobre as possíveis consequências para o Brasil. “A retaliação que pode acontecer vem, principalmente, da tendência mundial nesse aspecto da globalização de uma pressão por um consumo mais consciente e pela conformidade trabalhista na produção dos alimentos e de outros produtos que o Brasil exporta. Então, uma suspeição sobre a eficácia do combate, no Brasil, ao trabalho escravo, em última instância, pode atrapalhar o desenvolvimento econômico do país”, disse Antônio Carlos Mello do programa de combate ao trabalho escravo da OIT/Brasil.

A medida determina que para a caracterização do trabalho escravo seja constatada submissão do trabalhador sob ameaça de punição, com uso de coação, realizado de maneira involuntária.

Antes, para caracterizar o trabalho escravo, bastava o fiscal constatar o trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes ou restrição de locomoção por razão de dívida.

Mesmo antes das mudanças, a fiscalização do trabalho escravo no Brasil já vinha diminuindo por falta de dinheiro. Em 2016, foram 106 operações. Em 2017, até agora, foram apenas 30. O número de trabalhadores resgatados caiu de 658 em 2016 para 110 em 2017. De janeiro a setembro, o governo gastou 30% a menos do que no mesmo período de 2016.

Hoje, a fiscalização está suspensa em todo o país com a greve dos auditores fiscais do trabalho. Na Câmara, um grupo de deputados do PT, PSB e Rede, e representantes de juízes, procuradores e auditores fizeram um protesto. Disseram que a portaria está sendo usada para o governo ganhar apoio da bancada ruralista na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. A Rede entrou com uma ação no Supremo contra a portaria.

As críticas também vêm de dentro do governo. O secretário de inspeção do Ministério do Trabalho, João Paulo Ferreira Machado, pediu a "revogação imediata da portaria" por considerar que "vários pontos da portaria se mostram manifestamente ilegais, por afrontarem diretamente a definição de trabalho análogo ao escravo prevista no Código Penal".

Nesta quinta (19), em entrevista ao repórter Henrique Coelho, do G1, a secretária de Direito Humanos, Flavia Piovesan, voltou a defender a revogação imediata da medida, por considerar que ela atenta contra a Constituição, o Código Penal e tratados internacionais de direitos humanos.

“Seja a degradância do trabalho, seja a jornada exaustiva, compõe o conceito brasileiro que está totalmente afinado com a ordem internacional. A portaria reduz e limita ao cerceamento da liberdade. Volta ao século passado, o que é inaceitável”, afirmou Flavia.

O governo continua ignorando as críticas ao texto. No Palácio do Planalto, ninguém fala sobre o assunto. Mas o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, esteve nesta quinta-feira (19) com o presidente Temer em um encontro fora da agenda oficial. Interlocutores do ministro dizem que, por enquanto, ele não vai revogar a portaria, mas já admite "aprimorar o documento".

Do JN

OPINIÃO:
TERCEIRIZAÇÃO DE TRABALHO PODE !!!
PERDAS DE DIREITOS TRABALHISTAS PODE !!!
SEM DIREITO Á APOSENTADORIA PODE !!!
TRABALHO ESCRAVO PODE !!!
POLÍTICOS CORRUPTOS EXERCER MANDATO PODE !!!
É ESSE O BRASIL QUE VOCÊ QUER ???

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O PODER POLÍTICO PREVALECE...

Votação aberta no Congresso pode dificultar a punição por corrupção - entenda o porquê...

Prever por meio de modelos matemáticos o comportamento de políticos pode parecer uma escolha arriscada - mas, nesta terça-feira, a decisão do Senado de manter o mandato de Aécio Neves (PSDB-MG) seguiu quase com exatidão uma tendência calculada há três anos pelo cientista político Carlos Pereira e dois colegas estrangeiros, Michele Buttò e Matthew Taylor.

Analisando casos reais de processos de corrupção por parlamentares tramitando no Congresso brasileiro, os autores chegaram a uma conclusão que vai de encontro ao senso comum: no caso de políticos poderosos, a votação aberta pode ser um tiro no pé para a punição de condutas consideradas inadequadas.

"Medindo" o poder por meio de cinco aspectos - liderança do partido, pertencimento à Mesa Diretora, gastos de campanha, emendas parlamentares empenhadas e número de votos nas eleições -, os autores do artigo publicado no Journal of Artificial Societies and Social Simulation constataram que a votação aberta é "extraordinariamente ineficaz" se o poder do político sob escrutínio for alto.

Por outro lado, é "extremamente eficaz" se o legislador for relativamente fraco. O contrário também é verdadeiro: na votação secreta, é menos provável que o resultado seja punitivo quando o legislador é fraco, mas "mais provável que leve à expulsão, entre outras medidas, se ele for forte", segundo o estudo.

Isso porque, embora o voto secreto seja comumente apontado como catalisador de práticas imorais, como acordos por debaixo dos panos e chantagens, ele pode também permitir que os parlamentares votem sem medo de represália dos colegas.

Para Carlos Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro e atualmente professor visitante na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, isso ficou evidente nesta terça-feira, quando senadores decidiram, por 44 votos a 26, devolver o mandato de Aécio Neves - denunciado por corrupção pela Procuradoria-Geral de República (PGR) e anteriormente afastado da Casa por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Aécio nega as acusações e se diz inocente.

"Você ir para praça pública defender que um cara poderoso tenha a cabeça cortada, sem ter certeza que a cabeça dele será cortada, é um risco muito grande", afirmou Pereira em entrevista à BBC Brasil.

"O Aécio é poderosíssimo. Ele foi o candidato da oposição que quase derrotou o PT. Até hoje, o PSDB está com zilhões de dificuldades de se ver livre dele. Ele deve ter tido um papel importantíssimo em arrecadar dinheiro para o partido - vários desses esquemas ilegais que ele deve ter se engajado não deve ter sido só para ele."

Dirceu e Delcídio
O estudo acompanhou a tramitação "natural" de processos que colocam parlamentares sob suspeição - primeiro passando pelo Conselho de Ética e, dependendo da deliberação no órgão, a sequência ao plenário.

Os autores descobriram que um líder de partido tem quase duas vezes mais chance de ser absolvido quando seu processo é avaliado no Conselho de Ética; apenas fazer parte da Mesa Diretora implica em uma redução de 39% na chance de haver punição no conselho.

No conselho, porém, o voto é necessariamente aberto. Quando tais processos chegam ao plenário, em votação secreta, a influência de líderes de partido ou membros da Mesa é barrada.

"Sob votação aberta no Conselho de Ética, uma posição de liderança, que aumenta o poder do acusado, leva a uma menor probabilidade de punição. No plenário, no entanto, essas variáveis de liderança não produzem resultados estatisticamente significativos (...) sugerindo a possibilidade de que a votação aberta no conselho pode na verdade tornar os deputados mais suscetíveis à intimidação do que em uma votação secreta no plenário", diz um trecho do artigo.

No caso de Aécio, a "profecia" se efetivou: em julho, o Conselho de Ética do Senado arquivou representação contra o parlamentar. A votação desta terça ocorreu por um motivo diferente - os senadores decidiram sobre derrubar ou não medidas contra ele decididas pelo STF.

Nas vésperas da sessão que devolveu o mandato a Aécio, o caráter da votação - aberta ou fechada - foi alvo de debates e de decisões judiciais.

Na semana passada, um juiz federal de primeira instância decidiu, por liminar, que a votação deveria ser aberta; no próprio dia da votação, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o mesmo, provocado por mandado de segurança ingressado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Outros casos que ajudam a ilustrar o ponto defendido por Pereira são as cassações do petista José Dirceu - decidida pelo plenário da Câmara, em 2005, em votação secreta - e do agora ex-petista Delcídio do Amaral - pelo Senado, em votação aberta, em 2016.

"Delcídio tinha um poder político menor do que o de Aécio, com certeza. Além disso, ele foi um traidor para os políticos. Quando foi para a votação, ele já estava delatando muita gente. Em uma estrutura criminosa, a traição te torna um inimigo", afirma Pereira.

Exposição na mídia
Outra variável na equação estudada por Pereira e colegas - com base em votações na Câmara entre 2003 e 2006, período marcado pelos escândalos de corrupção dos Correios, dos Bingos e do Mensalão - foi a cobertura midiática.

Se o poder político dificulta uma eventual punição, a exposição na mídia - medida por métodos desenhados pelos autores - a favorece. Mas, considerando o cenário político atual no Brasil, Pereira diz que esta variável também mudou.

"O fator exposição na mídia diluiu. Quanto mais esta exposição da corrupção, mais a percepção do público de que todo mundo é corrupto", aponta o cientista político. "Um efeito perverso é a sensação de que todo mundo está na lama, então a lama deixa de ser importante. A corrupção é relativizada."

Na sua avaliação, mudou também neste meio tempo o instinto de sobrevivência dos parlamentares - que, diante da escolha entre o custo de retaliação dos colegas e o custo eleitoral de defender abertamente um político acusado de corrupção, acabam escolhendo o segundo.

"Esses políticos, quando perderem o foro privilegiado, vão morrer. A sentença de morte deles já está estabelecida. O que você faria se estivesse em uma masmorra e soubesse da data do seu enforcamento? Iria tentar de todo jeito criar condições para escapar disso", diz Pereira.

"Como o risco de uma grande soma de políticos irem para a forca é real, é muito mais vantajoso construir mecanismos de proteção para o meu pescoço do que para uma potencial punição de eleitor - que só vai votar em 2018 e sei lá se vai saber se eu absolvi Aécio um ano atrás."

Quem está sob a forca, de fato, influência o destino dos processos contra parlamentares, segundo métricas do artigo do qual Pereira é coautor.

Dividindo os parlamentares entre "limpos", "sob suspeição" e "sujos", a pesquisa mostra que, à medida que a composição dos deputados votantes "limpos" sobe de 74% para 93%, a probabilidade de um voto no plenário pela expulsão do acusado aumenta rapidamente de 1% para mais de 53% (chegando a 77% quando a Câmara é composta unicamente de deputados "limpos").

"Como existe hoje no Congresso uma grande quantidade de parlamentares que você não sabe se são 'limpos' ou 'sujos' (portanto, estão na categoria 'sob suspeição'), as chances de punição diminuem vertiginosamente, porque eu posso ser o próximo da vez. A lógica não é nem corporativa, é de sobrevivência individual", ressalta Pereira.

Teoria e prática
O cientista político destaca que, ainda que mecanismos como o voto aberto, sinônimos de transparência pelo senso comum, acabem levando a resultados opostos ao planejado, isso não significa que eles devam ser extintos - mas sim qualificados.

"Tudo pelo nome da transparência é vendido e justificado, mesmo que o resultado inverso seja alcançado", afirma Pereira, reconhecendo que os resultados de sua pesquisa sobre o voto aberto são "contraintuitivos". "O problema é a interpretação inocente, pela literatura da transparência, de que a disponibilização da informação necessariamente vai tornar o eleitor mais exigente em relação à corrupção."

Em uma pesquisa em curso, ainda não publicada, o cientista político está percebendo que os brasileiros colocam lentes que suavizam a percepção da conduta inadequada de um político diante de outros fatores - como a identificação ideológica e uma melhoria de vida sentida em "primeira mão".

"A literatura de transparência tem que namorar com a literatura de psicologia política", defende.

Com MSN Brasil

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018...

AVISO URGENTE AOS COMPANHEIROS TRABALHADORES DE CONDOMÍNIOS E EDIFÍCIOS DE SÃO PAULO...

O SINDICATO QUE REPRESENTA OS MESMOS QUER NOS ESCRAVIZAR, OLHA SÓ QUE VERGONHA O QUE ELE NOS PROPÔS...

AUMENTO DOS COMBUSTÍVEL QUASE QUE DIÁRIO, O GÁS DE COZINHO NEM SE FALA, OS PRODUTOS DA CESTA BÁSICA SEM COMENTÁRIOS...

VERGONHOSO E HUMILHANTE...

VEJAM ABAIXO:

Prezados Senhores Síndicos(as) e Administradores(as):

O SINDICATO DOS CONDOMÍNIOS DE PRÉDIOS E EDIFÍCIOS COMERCIAIS, INDUSTRIAIS, RESIDENCIAIS E MISTOS INTERMUNICIPAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, vem, respeitosamente, informar aos senhores síndicos e síndicas e aos administradores de condomínios que: 

As negociações coletivas com os sindicatos dos trabalhadores de todo o Estado de São Paulo relativas ao período 2017/2018 AINDA ESTÃO EM ANDAMENTO. Por esta razão, o SINDICOND orienta aos Síndicos e Administradores que pretendam realizar antecipação salarial, que apliquem o INPC referente ao período, correspondente a 1,63% sem repasse para demais cláusulas.

Não havendo acordo, em caso de ajuizamento de dissídio coletivo, os Tribunais tem decidido a aplicação do INPC.

Estamos à disposição para esclarecimentos.
Acompanhe todas as notícias no Portal SINDICOND: www.sindicond.com.br/noticias

Atenciosamente, 


 José Luiz Bregaida
Presidente

Em causa própria...


Por 44 a 26, Senado rejeita afastar Aécio Neves de mandato...

Por 44  votos a 26, o Senado revogou as medidas cautelares impostas ao senador Aécio Neves pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde o último dia 26 de setembro.

Com isso, o tucano que estava afastado do cargo por decisão da Primeira Turma da corte pode voltar a exercer as funções de seu mandato e a circular livremente durante a noite.

Os parlamentares queriam que a votação sobre o mandato de Aécio fosse secreta. No entanto, na manhã desta terça-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a votação ocorra por meio de voto aberto.

No total, 71 senadores marcaram presença na sessão de hoje.  Eram necessários 41 votos para a manutenção ou reversão das medidas.

Vítima de “trama ardilosa” 
Em carta enviada aos seus pares horas antes da votação, Aécio afirmou que foi vítima de violenta “trama ardilosa” envolvendo agentes públicos da Procuradoria-Geral da República (PGR), em referência às investigações que apontam suposta participação de procuradores nas gravações telefônicas que embasaram acordo de delação premiada da empresa JBS.

“A determinação dessas cautelares, sem que sequer houvesse denúncia aceita contra mim, e o mais grave, sem que eu sequer pudesse apresentar as provas de minha defesa, se sustenta em uma gravação feita de forma clandestina, portanto criminosa, por um réu confesso, Joesley Batista”, disse o senador mineiro no texto.

Votação
Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão “equivocada”.

“Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte. Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular”, argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de “impasse” surgido a partir do instituto do foro privilegiado. “A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. Nós estamos alimentando-os. Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. “A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Não há que se falar em impunidade”, disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

Contexto
Aécio Neves foi citado na denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado de pedir e receber, em parte, 2 milhões de reais do empresário Joesley Batista, da J&F, além de atuar para obstruir a investigação da Lava Jato. Ele nega ter cometido crimes.

No final de setembro, a primeira turma do STF decidiu pelo afastamento de Aécio e pelo recolhimento noturno. No entanto, a decisão foi questionada: a dúvida era se o STF teria legitimidade para afastar parlamentares sem flagrante.

A decisão foi a plenário no STF e, dessa vez, com o voto de todos os ministros, prevaleceu o entendimento de que esse tipo de medida deve passar pelo Congresso.

(AS VITIMAS SOMOS NÓS CIDADÃOS DE BEM, QUE TRABALHAMOS E ESTAMOS SENDOS ROUBADOS, PERDENDO NOSSOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS)...

COMO VOTOU CADA SENADOR

PRÓ-AÉCIO:                                         CONTRA AÉCIO:
Airton Sandoval (PMDB-SP)                 Acir Gurgacz (PDT-RO)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)             Alvaro Dias (Pode-PR)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)                 Ana Amélia (PP-RS)
Benedito de Lira (PP-AL)                      Ângela Portela (PDT-RR)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)          Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Cidinho Santos (PR-MT)                        Fátima Bezerra (PT-RN)
Ciro Nogueira (PP-PI)                             Humberto Costa (PT-PE)
Dalírio Beber (PSDB-SC)                       João Capiberibe (PSB-AP)
Dário Berger (PMDB-SC)                       José Medeiros (Pode-MT)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)                  José Pimentel (PT-CE)
Edison Lobão (PMDB-MA)                    Kátia Abreu (PMDB-TO)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)                 Lasier Martins (PSD-RS)
Eduardo Braga (PMDB-AM)                  Lídice da Mata (PSB-BA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)                        Lindbergh Farias (PT-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)                      Lúcia Vânia (PSB-GO)
Fernando Coelho (PMDB-PE)                Magno Malta (PR-ES)
Fernando Collor (PTC-AL)                    Otto Alencar (PSD-BA)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)                       Paulo Paim (PT-RS)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) Paulo Rocha (PT-PA)
Hélio José (PROS-DF)                            Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Ivo Cassol (PMDB-RO)                          Regina Sousa (PT-PI)
Jader Barbalho (PMDB-PA)                    Reguffe (Sem partido-DF)
João Alberto Souza (PMDB-MA)           Roberto Requião (PMDB-PR)
José Agripino Maia (DEM-RN)              Romário (Pode-RJ)
José Maranhão (PMDB-PB)                 Ronaldo Caiado (DEM-GO)
José Serra (PSDB-SP)                           Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PMDB-MG)

Fonte: Senado

Ausentes
Nove senadores não compareceram à sessão e dois não votaram – Eunício Oliveira (PMDB-CE), na condição de presidente, e Aécio Neves (PSDB-MG), afastado.

Os nove que não compareceram são os seguintes:
Armando Monteiro (PTB-PE): viagem oficial aos Emirados Árabes
Cristóvão Buarque (PPS-DF): viagem oficial aos Emirados Árabes
Gladson Camelli (PP-AC): viagem oficial à Rússia
Gleisi Hoffmann (PT-PR): viagem oficial à Rússia
Jorge Viana (PT-AC): viagem oficial à Rússia
Ricardo Ferraço (PSDB-ES): viagem oficial aos Emirados Árabes
Rose de Freitas (PMDB-ES): disse que não encontrou passagem aérea disponível do Espírito Santo para Brasília nesta terça-feira
Sérgio Petecão (PSD-AC): viagem oficial à Rússia
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): viagem oficial à Rússia

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MBL: a nova face do velho moralismo anticomunista nacional...

O MBL (Movimento Brasil Livre) não é original, mas é genial. É necessário admitir.

Vivemos em um país que atravessa uma das piores crises econômicas e políticas de sua história. País cujo presidente – que eles apoiam – tem ridículos 3% de aprovação popular.

País há pouco governado por atuais presidiários:
Geddel e Henrique Eduardo Alves.

País no qual o principal candidato da antiga oposição – que eles apoiaram – é comprovadamente salafrário. Poderíamos hoje ser governados por um picareta falso moralista que pede dois milhões "emprestados" a outro picareta e promete matar um potencial delator.

País no qual um senador da república tem seu helicóptero apreendido com meia tonelada de cocaína e continua tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Um país, enfim, afundado em problemas das mais graves ordens.

Incapazes de oferecer uma resposta a esses desafios ou fazerem uma autocrítica – confessar que nunca foram contra corrupção, mas apenas contra a corrupção petista, por exemplo –, o MBL se viu numa enrascada.

E, num golpe de mestre, jogou a isca e nós todos mordemos. Se eles são patos, nós somos bagres. Eis que num país em chamas, demos para discutir estética e definições do que é arte.

Apercebam-se: estamos discutindo "apologia à zoofilia". Atenção, no Brasil, no ano da graça de 2017, as pessoas discutiram os perigos da "apologia à zoofilia". Estamos discutindo, o sexo dos anjos (e dos bichos) no meio do Armagedom.

O MBL soube ler e interpretar o inconsciente nacional. O "cidadão de bem" brasileiro apresenta uma clara regularidade histórica em seu comportamento: é conservador nos costumes e possuiu um medo irracional do comunismo. E os políticos, ao longo de décadas, souberam usar e cultivar esse medo em proveito próprio.

Em novembro de 1935, houve um levante comunista chinfrim no Brasil, que jamais colocou em risco real o governo central. Mas Vargas – que era tudo, menos besta – aproveitou para fazer uma verdadeira caça às bruxas. Prendeu e torturou gente como o diabo.

Forjou-se então, em 1937, um documento chamado de "Plano Cohen", que seria a prova cabal de que os comunistas estavam prestes a tomar as rédeas do poder nessa terra dos coqueiros que dão coco. Para nos livrar de uma ditadura hipotética, Vargas fez-se concretamente ditador por mais oito anos.

Em 1964, a coisa foi semelhante. Afirmava-se que o governo Jango e as forças armadas estavam abarrotados de comunistas. Dizia-se que a revolução socialista era questão de pouco tempo. Mais uma vez, para nos salvar dos perigos de uma potencial ditadura, os milicos se fizeram ditadores por 21 anos.

O "cidadão de bem" local odeia tanto o autoritarismo soviético que bate palma para os que lhe tiram a liberdade. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas o "cidadão de bem" brasileiro não muda.

No século XXI, o comunismo amorenou-se, virando o bolivarianismo de Chávez. Idiotas ganharam fama e seguidores denunciando a "revolução intelectual gramscista" e as maquinações do mítico "Foro de São Paulo".

O medo de uma suposta ditadura bolivariana foi o que uniu a turba de camisas da CBF. Derrubaram o governo Dilma (que era péssimo, diga-se) utilizando o tema que ecoa o espírito de 1937 e 1964: "nossa bandeira jamais será vermelha".

Não estranharia, portanto, que para se livrar de uma hipotética ditadura bolivariana, o "cidadão de bem" entregue o poder e suas liberdades a um Bolsonaro da vida.

O homo brazilis é também pudico. Cruzadas em defesa da "moral e dos bons costumes" são nossas coisas, são coisas nossas. Jânio proibiu o biquíni nas praias. Na Ditadura, filmes eram proibidos e censurados em nome da defesa da família e dos valores cristãos. Os brasileiros só puderam ver a famosa cena da manteiga de O último tango em Paris muitos anos após o lançamento do filme. Caso único na história universal de uma manteiga subversiva.

Isso num país assolado pela fome, com "homens gabirus" na zona da mata nordestina, com retirantes se vendo na contingência de comer calangos e saquear mercados para não morrer de fome, com crianças analfabetas e subnutridas. Com gente sem esgoto, água, vivendo em casas de compensado e zinco. Com gente se alimentando de lixo.

Era preciso cuidar da moral, era preciso censurar subversivos como Celso Furtado, Darcy Ribeiro e Josué de Castro. Subversivo por dizerem o óbvio: há miséria nesse país.

E aqui estamos, em 2017, com a pornografia ocupando 99% do espaço da internet, discutindo os perigos da "apologia à zoofilia". Repito: estamos discutindo os perigos de um quadro levar nossos jovens a violarem cabras, cabritos e outros quadrúpedes.

Deu-se agora para ver pedofilia em tudo: em um quadro chamado "criança viada", em uma pintura algo abstrata com pessoas ajoelhadas ao redor de uma cama, e numa mãe que permite que sua filha toque uma escultura - um homem nu - dentro de um museu, com plateia, sob seu cuidado.

A mãe da garota é agora comparada a pais que levam seus filhos para serem estuprados. O artista é comparado aos pervertidos que violam crianças. A criança que participava de uma exposição agora é comparada com uma criança estuprada.

Alexandre Frota é agora o catedrático de Filosofia da Arte e Estética da Universidade do Twitter do Brasil. A que ponto chegamos? A que ponto vamos chegar?

O MBL é genial, mas não é novo: é mais velho que a hipocrisia e o diversionismo. O MBL é o moralismo católico integralista, é a mocidade da UDN, é as senhoras da marcha pela família.

Não há nada de novo sob o sol. Só nos resta resistir.

Com MSN BRASIL

sábado, 7 de outubro de 2017

DONA INÊS, PREFEITURA SUSPENSE PROFESSOR...

A Prefeitura de Dona Inês-PB, aplicou suspensão ao professor Assis Barbosa de quinze (15) dias...
O que escreveu o professor em sua pagina no Facebook
Assis Barbosa
1 h
Quem tem medo de eleição? ORA, OS DITADORES!
Ontem, quarta-feira, dia 04 de outubro, recebi à Portaria 170/2017, da Prefeitura Municipal de Dona Inês-PB. O tal documento, eivado de ódio; leviandade; autoritarismo; arbitrariedade; ilegalidade e inconstitucionalidade, impõe uma pena de suspensão, à mim, por quinze (15) dias consecutivosou seja, nesse período, estou impedido de exercer meu magistério, de atuar como professor, para o qual me preparei durante anos e, fui aprovado em concurso público. Entrei portanto pela porta da frente! Tudo isso, porque no dia 02 de outubro, segunda-feira, o professor Josenildo Fernandes, Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, do nosso município, reivindicou eleições livres para a escolha dos representantes dos professores municipais no Conselho do Fundeb, já que o atual mandato se encerra em 22 de outubro do corrente ano, como manda fazer o art. 24, §3º, III, da Lei 11.494/07. Fato esse que contrariou à Secretária de Educação do nosso município, e que não sabemos por qual razão insiste em boicotar à eleição, impedindo escolha. Isso é um direito dos professores, é legítimo! Nós vamos continuar lutando por ele! Quanto a me suspender, sem instaurar um procedimento administrativo; utilizando para isso o parágrafo 3º do art. 116, do Regime Jurídico único dos Servidores Públicos do Município, reconhecidamente inconstitucional, pois não garante o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, é próprio de um regime de exerção, ditatorial, e sem dúvida, será declarado nulo pelo Poder Judiciário! Não podemos conviver com isso nos tempos de hoje. Irei à Justiça! Quanto às denúncias de má gestão dos recursos públicos, de contratações ilegais, de improbidade administrativa, continuaremos firmes, atentos aos desmandos na educação de Dona Inês, que são muitos, como é do conhecimento dos donainesenses. Aos meus alunos, maiores vítimas dessa injustiça, peço que não fiquem tristes, de maneira alguma, pois seu professor, ASSIS BARBOSA, nada fez de errado exigindo o cumprimento da Lei; está exercendo seu direito como cidadão; isso incomoda aos ditadores. Breve estaremos juntos novamente! Lutar sempre; desistir jamais!
O espaço está aberto para que a Prefeitura também faça sua defesa...